Conforme dados da imprensa boliviana, o governo de Huevo Morales, na mais pura tradição sino-soviética, tem plano para assentar 4.100 famílias, originais do departamento de Potosí (extremo sudoestre do país, na fronteira com Chile e Argentina), para a faixa de fronteira do departamento do Pando com o Acre (extremo nordeste boliviano), agora nos meses de julho e agosto deste ano de 2009.
A razão da pressa em assentar as famílias seria justificada pela possibilidade de se fazer registro eleitoral dessa população antes das próximas eleições, o que produziria uma radical mudança no panorama eleitoral da região, já que o Pando é um dos departamentos que, com o Beni, Santa Cruz e Tarija, forma a “meia-lua” ocidental boliviana que rejeita a política “bolivariana” del Huevón, que tantas mortes assistiu há um ano.
Para quem ainda se lembra, foi no Pando que o governador do departamento foi mandado ser preso por Morales, com a alegação de ter mandado matar indígenas.
Bem, mas vamos explicar algumas coisas, sobre essa medida del Huevón:
Potosí fica a 4.000 mil de altitude, na parte mais alta dos Andes; tem cerca de 710.000 habitantes de etnia quéchua;
o Pando tem 60.000 habitantes, fica na Amazônia, e uma considerável parte de sua população tem laços com o Brasil.
Podemos imaginar que as 4.100 famílias representem, por baixo, 18.000 pessoas que sairão de um ambiente para outro extremamente oposto. Se resistirão à mudança climática, de altitude, de alimentação, e tudo mais? Ora, quem sabe se provocar outro conflito étnico não seja exatamente o objetivo do cocalero que ocupa o governo de La Paz?
Essa é a democracia que o mundo aplaude. A democracia stalinista e maoísta de reassentamentos humanos. Sobretudo se for para fins eleitoreiros.
[...] dados da imprensa boliviana, o governo de Huevo Morales, na mais pura tradição sino-soviéti Leggi l’articolo completo… RSS Filed under: [...]