Durante as duas semanas em que estive de férias, em outubro, usei com freqüência o GPS que comprei em maio (TomTom GO 720 – um troço bem carinho), com o qual já estou acostumado.
Só que dessa vez usei-o fora daqui do Centro-Oeste, onde ele já demonstrou que não é um bom amigo. Apenas o utilizo por insistência, para comprovar sua utilidade duvidosa.
Os mesmos problemas que o GPS do celular que relatei no post sobre Goiânia e Anápolis, do celular do GoogleMaps incorporado no celular, o TomTom também dá a quem dele necessita.
Apesar de “teòricamente”(viva a velha ortografia de 1943) atualizado, o TomTom ainda não reconhece a duplicação da BR-060, e da BR-153. E escrever para a empresa dá como resposta: assunto resolvido. Falta um viaduto em Anápolis que nem sei há quantos anos existe, no entroncamento das duas rodovias. “Detalhes”, como podem ver.
Meu endereço goianiense o TomTom não consegue reconhecer, pois é burro demais para conseguir fazer as contas e encontrar aquele cruzamento.
Meu endereço brasiliense, pior: se procurarmos pela quadra e o bloco, o aparelhinho dá como resposta um endereço SEIS quadras adiante; se procurarmos pelo CEP de 8 algarismos, ele não entende, se procurarmos pelo CEP de 5 algarismos, ele dá um bloco na quadra em diagonal a que eu moro, que não tem ligação por automóvel com esta em que estou. Fora isso, ele (e o Google) inventaram uma rua que liga aquela quadra com esta. Nem mesmo calçada existe onde eles apontam essa rua.
Em Goiânia, o GPS serve apenas para indicar, de modo genérico, o caminho para seguir, pois conversões proibidas e ruas fechadas fazem parte do itinerário que ele indica.
Bem, mas em outras cidades ele também demonstrou sua perfeita inutilidade. São Paulo por conta de obras, vá lá. Mas se eu quero ir da Barra Funda para Guarulhos por fora da Marginal (em obras), e sei parte do caminho pela Vila Guilherme – Vila Maria, ele poderia colaborar, e não retardar o trajeto – máquina débil mental.
Em Campinas (sede brasileira da TomTom) e cidades da região, ficou meio leso da cabeça.
Em São Carlos, o caminho indicado pelas placas da prefeitura é um milhão de vezes melhor do que o traçado pelo computadorzinho do GPS, tanto em termos de geometria das vias, como em termos de pavimentação das mesmas. Fiz e refiz o mesmo início-destino, por um e outro método, e a prefeitura são-carlense está de parabéns por suas placas de orientação.
É verdade, o GPS me foi útil para sair de Uberlândia (mas não de Uberaba), para circular por Itumbiara (GO) e algumas pequenas cidades do interior de São Paulo.
TomTom GO 720, um caro e falso amigo. Serve como bússola, mas isso eu já tinha.
http://boppe.wordpress.com/2009/01/04/logradouros-e-gps/ Brasília – janeiro 2009
http://boppe.wordpress.com/2009/04/11/gps-outra-ma-experiencia/ Goiânia e Anápolis – abril 2009
Você esqueceu de mencionar a voz autoritária e chatinha que insiste para que a gente dobre nesta ou naquela rua
( quando a rua ou não existe ou é contramão, por exemplo). Dá vontade de esganar a maquineta!