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Boppë: de um pólo a outro

Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto.

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Eu (me)

O arquivo de estatísticas do WordPress me informa que um grande número de visitas têm sido efetuadas neste blogue no item Eu (me), pois quem o visita pela primeira vez, tendo chegado por algum buscador ou por meio do próprio WP, quer saber quem é o velho ranzinza que escreve as barbaridade assinadas por Boppë.

Faz alguma diferença? Sou careca, tenho 1,75m de altura, peso 75 kg, meus olhos são verdes. A côr de minha pele é beige. Pertenço à raça humana, em processo de extinção.

Paulistano desnaturalizado, pagador de impostos no DF desde 1980, ex-morador do RS, arredio a multidões.

Sou misantropo por excelência. Acho que todas as praias deveriam ser limpas da areia e dos freqüentadores, e a água do mar que as banha já deveria chegar dessalinizada.

Ouço música clássica e folclore escandinavo. Gosto de Mendelssohn, Mozart, Liszt e de música barroca. Não ouço MPB, mas escuto hip-hop alemão, throating songs de Tanu Tuva, música cantada em hebraico, em turco, ou qualquer outra língua que eu não entenda, justamente porque me interessa a sonoridade, e não as palavras.

Não acredito nem um pouco em latino-americanidade – bem ao contrário disso. Só conseguiremos unir o continente se, um dia, entendermos que somos todos diferentes, como na Europa.

Acho 90% dos jornalistas um chatos, que não admitem que são empregados a obedecer o que os chefes dão como pauta, incapazes também de perceber a triste realidade dessa subserviência ao patrocinador.

Adoro o trema (umlaut – diérese), tanto que o incorporei a meu nome, tal como fez o pai das irmãs Brontë.

Abomino o acôrdo ortográfico de 2009, cujo único objetivo foi aumentar o lucro das editoras brasileiras.  Ingleses, estadunidenses, canadenses, australianos, neo-zelandeses (e outros) até hoje não se preocuparam em definir se o “único” certo é centre ou center, se é “áidher” ou “ídher“. Isso ajuda a vender mais e a ter a tal competitividade que, no Brasil, tentam conseguir sempre com a mãozinha de uma despesa a mais para o Tesouro pagar (como os livros didáticos que tiveram de ser refeitos). Aprecio muito a ortografia de 1943, com os acentos diferenciais e sub-tônicos.

Acho que a esperança já morreu há muito tempo.

Meu novo lema é: seja cético para não se tornar séptico.

Apenas escrevo porque tenho vontade, não por qualquer tipo de obrigação.

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