Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

a praga das mensagens eletrônicas

Mensagens eletrônicas, os famosos e-mails (ou i/2s), fazem parte do cotidiano de grande parte da maior parte das pessoas. Tal como o telefone celular.

O problema, porém, é que a maioria delas ainda a utiliza não como forma de mensagem, mas como propaganda.

Grande parte das pessoas ainda se ilude com imagens – prefere um powerpoint ou um wmv, por mais mentiroso que sejam, do que um texto em pdf, que pode exigir mais tempo para a reflexão e, conseqüentemente, dar lugar à contestação.

Durante as duas semanas de férias, minha caixa de correspondência eletrônica foi literalmente inundada por centenas de mensagens desse tipo, que propositadamente deixei acumular. Fiz questão de estar de férias e de não levar comigo aquele monstrengo que se chama laptop (que os brasileiros pernòsticamente gostam de só chamar de notebook), diversão das pessoas solitárias nos saguões de aeroportos e de cafés.

Um dia, em Campo Grande, entrei em um desses locais com computador por aluguel (lan house ou qualquer nome que queiram usar, conforme o gosto do proprietário do estabelecimento), vi pelo título que não havia nada que merecesse ser aberto, paguei pelos 12 minutos de utilização e fui embora. Deixei o lixo se acumular.

Tanto faz se era lixo de propaganda, se eram powerpoints com fotografias de ursos, de igrejas ou de crianças felizes ou com fome – eram lixo. Se os filmes eram de circos na xina ou de acidentes de carro nos istêites ou de esportes ditos radicais no Maláui – eram lixo.

E escrevi para todos meus pseudo-amigos que enviam lixo todos os dias para seus outros pseudo-amigos, que assim como há dois anos dispenso a televisão, dispenso o recebimento de mensagens eletrônicas.

Se quiserem usar palavras, estas que coloco na tela, em texto, em .doc ou em .pdf, que dão tempo a montarmos as imagens internas que queremos, a imaginar as imagens, e não sermos apenas consmidores dos powerpoints e dos truques de filmes, aceito.

Se preferirem a ilusão óptica, o lixo não é reciclável. Não recebo, não leio e não repasso mais a ninguém.

Que bom se outras pessoas parassem de reenviar as mesmíssimas mensagens eletrônicas que há dois, três anos ou mais tempo circulam pela internet, sem que as pessoas ainda tenham se dado conta de que são mentiras, ou que já foram veiculadas. Pelo jeito, conclui-se que powerpoint e wmv aceleram o trabalho de Alzheimer.

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