Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

de novo as bicicletas

Um amigo veio me questionar sobre minha bronca com as bicicletas, e os cicloativistas.

Não  tenho bronca de bicicletas, mas dos cicloativistas (palavra ridícula), SIM.

Seria muito mais útil que esses seres, esportistas de fim-de-semana, sem chuva, participassem de projetos de cobrança para a modernização e a ampliação dos transportes coletivos no Brasil. Isso sim seria algo relevante. Não ficar a pedir ciclovias nas grandes cidades para eles pedalarem nos finais de semana, apenas para enrijecerem aquelas coxas magrelas.  Ou, pior ainda, para sentirem o prazer de ter algo duro no meio das pernas, como já ouvi dizer.

Engravatado não vai trabalhar de bicicleta, nem de “bike“, essa palavra ridícula que a classe mérdia gosta de dizer. (Por que não “vélo“, em francês, já que existe a palavra velódromo em nossa língua? Franceses são muito mais bicicleteiros do que os gringos, além do mais. Americanos gostam é de caminhonetes gigantescas.)

Se os cicloativistas fizessem manifestações para a extensão / implantação das redes de metrô / trens nas cidades brasileiras, seria muito mais coerente. Pedir ônibus integrados e, conseqüentemente, mais baratos.

Mas qual a coerência que se pode pedir de um ativista que fala de transporte, quando ele defende o meio de transporte mais individualista que já foi inventado? Até as motos são mais solidárias do que as “românticas” bicicletas,que não sobem as ladeiras de Salvador, os morros do Rio, as pirambeiras de Belzonte, nem percorrem os 40 km que separam as cidades onde moram os moradores do DF do centro de Brasília.

Um amigo meu, cicloativista, budista, me comentou que não pode visitar o cemitério budista em Itapecerica da Serra, Kinkakuji, pois não tem carro, e não dá para ir de bicicleta. Pois é, se houvesse trem para lá, como ocorre no sistema de transporte coletivo europeu, no qual as bicicletas são complementos, ele não teria dificuldades para isso.

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Comentários em: "de novo as bicicletas" (6)

  1. Eu também quero visitar o Kinkaku-ji de Itapecerica e não tenho carro… (nem vélo, bike, bicicleta ou moto…)

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  2. Adorei velo, rima com “esperando Godot”…que nunca chegou…
    beijinhos

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  3. And about the bicycle advocacies? Are they “cicloactivistas”? But they don’t work with public policies?
    The cyclo sportists (diary or just in weekend) aren’t worry about cyclo structures…
    The bicycle is less individualist than the car – and maybe than the bus. How is this true? Well, cars segregate the people! A dutch consultant tell me this. And the dutches riding more than the french, the north americans, the brazilians…
    In Florianópolis, the bicycle advocacy defende the public transportation while the properties of the buses companies… better I don’t write about this…

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  4. Fabiano (bicicletanarua), seus argumentos são tão fracos quanto seu inglês.
    Sugiro que volte à escola, e que vá a ela a pé. Não esqueça de atravessar as ruas nas faixas de pedestres e de antes olhar bem para os dois lados. Falta-lhe idade para algumas atividades sozinho, tais como andar de bicicleta na rua (faire du vélo), kid.

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  5. Não se esqueça de que, se estiveres de carro e eu atravessando, é obrigação tua me dar passagem, esteja eu na faixa de pedestres ou não.
    E não se esqueça de que, pelo seu post posterior, é melhor pelo menos pesquisares sobre o que falas. O risco que corres pesquisando sobre seu ceticismo é ser ouvido.
    – ps: eu adoro quando as pessoas escrevem que os argumentos dos demais são fracos sem explicar o porquê. É uma prova de que não tem contra-argumentos.
    Sobre o doping, deves saber que quase todos os ciclistas profissionais já foram pegos no antidoping.
    A propósito, “faire du vélo” não significa andar de bicicleta NA RUA. Devias voltar à escola de idioma.
    Lá talvez descobrisse que velódromo entrou em nosso idioma na época em que o francês era a língua do intercâmbio cultural. “Bike” entrou posteriormente, quando o querido francês já declinara.
    Dizer que engravatado não usa bicicleta para trabalhar não é verdade. Inúmeras fotos, inclusive tiradas em teu país, provam o contrário.
    PS2: você esquecer de colocar um link para o http://bicicletanarua.wordpress.com na postagem de ontem. Bicicletanarua não chega a ser pseudônimo. Como usas o wordpress.com já sabes disso.

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  6. Bem, teu comentário era fraco porque não era escrito em língua alguma, e não foi entendido por qualquer das pessoas a quem mostrei, inclusive um professor de inglês que trabalha comigo, que apenas deu muita risadas.

    Quanto ao uso de bicicletas em faixa de pedestres, aqui em Brasília, onde as faixas de pedestres são mais respeitadas do que na maioria das cidades brasileiras, repete-se a todo instante que bicicleteiros NÃO podem usá-las, que eles devem descer de suas bicicletas e atravessar as ruas com a bicicleta ao lado. Pelo jeito você desconhece a regra, e quer exigir ser respeitado.
    É por essas e outras muitas razões que todo ciclista é um chato.
    E se lesse o novo post, sobre seus conterrâneos, veria que quatro de seus colegas, atletas, estão suspensos por uso de drogas, usadas por interesse com o dinheiro, e não com a saúde, em competições aí no Çul Maravilha.
    Quanto a você considerar que Brasília não faz parte do teu país, como deixou no último comentário, então por favor, venha pegar de volta os de-putados e senis-adores que descarregaram aqui na cidade.

    Hipocrisia dos bicicleteiros também sofre penalidades.
    Bye, filhote. Estou velho demais para dar-te mais atenção. Tenho uma pilha de outros assuntos mais interessantes para fazer, do que me preocupar com o lazer de jovenzinhos estridentes.
    P.S. Não sabia que você tinha um blogue, porque não me interesso por propagandas.

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