Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Alô, alô Teresinha

Ouvi e li comentários a respeito do documentário sobre os programas de Abelardo Barbosa Chacrinha, que coincidem. Tanto o chatérrimo Marcos Petrucelli da CBN, quanto um sei-lá-quem da Folha, deformadores de opinião, vieram com o mesmo papo politicamente correto, de que era um absurdo o famoso apresentador dos anos 1960 e 1970 ridicularizar os candidatos dos programas de calouros.

Ridículo é os jornalistas não terem a menor noção de que os fatos acontecem nos contextos de suas respectivas épocas, e não no contexto da cabecinha estreita da época em que os observadores escrevem.
É por isso que, regra geral, livros sobre história escritos por jornalistas acabam sendo livros de històrinhas e de faits-divers., pois são, na maioria das vezes, inteiramente vistos com os olhos do Hoje, e não com os da História.

O mesmo vale para boa parte dos filmes feito por gente “ischpérta”, como Carla Camurati.

Será que, na verdade, não se trata de falta de informação desses deformadores de opinião?

Nesta semana, também, houve o caso de uma aluna de uma faculdade no ABC paulista que foi solenemente vaiada e xingada, por conta das roupas (micro-saia rosa) com que ia às aulas.
Alguns jornais apenas deram a notícia, mas a Folha, auto-intitulada guardiã da moral e dos bons costumes, chamou as centenas de alunos de talebans.

Será que a Folha não percebe que o império do politicamente correto acabou, e que se a tal aluna se considera no “direito” de agredir as demais pessoas com suas micro-roupas, também tem o “direito” de ouvir de quem não gosta de seu comportamento os insultos que a maioria lhe profere?
Afinal de contas, vir depois com pedido de indenização por assédio moral é só um passo para as profissionais da esperteza dos “meus direitos”.

Anúncios

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: