Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Historinha de uma quadra de Brasília

Uma amiga que veio morar em Brasília, logo início da história desta cidade tão cheia de histórias, conta que da 111 Sul, quadra do Ministério da Marinha, avistava-se o aeroporto. Todo o trecho do Eixinho L era o famoso “mar de terra vermelha”, onde se formavam os grandes redemoinhos (na seca), ou a pasta que grudava nos pés feito chiclete (na época de chuvas).

A 211 Sul, porém, já tinha sido “entregue” e paga, desde a inauguração da cidade, por aquele senhor sempre tão sorridente (o avô da mulher do atual vice-governador, dono de uma construtora).

Não havia nada na 211, mas, como debochavam os moradores de Brasília da época, todos juravam que a quadra existia.

Esta é uma das muitas historinhas que se contam da construção da capital fedemal. Como a lenda dos caminhões de material de construção que desapareciam no caminho, para cada um que chegava ao destino no Planalto Central.

Histórias que o povo conta, mas que a imprensa censurou, porque falar mal de ícones não fica bem.

Já que os estudiosos repetem tanto de “revisitar”, “resgatar”, “reinterpretrar”, “reler” a História, fica a sugestão de ser melhor conhecida a época de ouro da corrupção no Brasil. A que saqueou a previdência social, e tudo mais, durante a bossa-nova. Sem ninguém, até hoje, questionar os efeitos maléficos que herdamos.

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