Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Só eco-turismo não enche barriga

O jornal O Popular (Goiânia) publicou ontem um editorial denominado Indesejada hidrovia, sobre o que considera a inconveniência da construção de uma hidrovia interligando os rios Araguaia – Tocantins – Mortes, defendido no Senado.

Segundo o jornal, ao contrário da inserção de Goiás no projeto da hidrovia Paranaíba – Paraná – Tietê, o novo sistema hidroviário seria nocivo por conta do impacto ambiental e do mal que causaria a reservas indígenas. Sempre a mesma conversa dos preservacionistas do vácuo.

O jornal ainda prossegue ao dizer que os rios deixariam de ser o santuário ecológico que hoje servem de atração aos visitantes que, no meio do ano, buscam o eco-turismo.

Quer dizer que um bando de índios fajutos, que só se vestem tipicamente no meio do ano, para fingir a poucos turistas, valem mais do que todos os caminhoneiros que desperdiçam recursos com o transporte rodoviário nas estradas brasileiras?

Quer dizer que aviões fretados chegam de todos os continentes para o interior de Goiás e do Tocantins para levar turistas para conhecer as praias sazonais do Araguaia e do Tocantins, e que disso depende a riqueza do centro do Brasil? E que esses mesmos milhões de turistas voltam nos anos seguintes, pois o turismo ecológico é algo que as pessoas consideram imprescindível em suas vidas?

Por favor, deixem de cinismo, senhores eco-chatos, ongueiros medíocres.

É perfeitamente possível haver compatibilidade entre as hidrovias e o turismo. Funciona assim na Europa e em outros lugares do mundo desenvolvido.

E não me venham com isso de preservar culturas indígenas, pois índio adora dinheiro, gigantescas caminhonetes 4×4, assiste televisão, veste-se com jeans, e tudo mais. Só faz miçangas para, orientado por antropólogos e ongueiros, vender a ocasionais turistas idiotas.

Se querem que o Brasil continue eternamente sendo um país de cachaceiros e analfabetos, arrumem outras justificativas menos ecológicas.

Copenhague já mostrou que o modelito ecologicamente correto é uma farsa.

Não é de se duvidar, porém, que o motivo do editorial do jornal tenha sido motivado por razões bem mais prosaicas, como por exemplo o lobby da grande prostituição nas margens da rodovia Belém-Brasília, que atende os caminhões que por ela trafegam. Prostituição, um dos principais elos do turismo, em qualquer parte do mundo.

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Comentários em: "Só eco-turismo não enche barriga" (1)

  1. […] terça-feira, 23 março 2010 por boppë Há algumas semanas eu escrevi sobre críticas que impedem a construção da Hidrovia Araguaia – Tocantins – Rio das Mortes. […]

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