Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Carta a um primo

Meu caro primo aí de Piracicaba,

Como se diz no mais puro dialeto goiano,

decha ti contá uma coisa procê, sô:

– estou lendo um livro meio chato e meio muito interessante sobre a tal da Idade Média.

É aquela que durou mil anos, não aquela outra em que há muito tempo estamos, da Meia Idade.

O autor assinala que o tanto que se fala mal da Idade Média é por preconceito e, sobretudo, por falta de pesquisar fontes históricas da época, e não fofoquinhas de autores renascentistas e barrocos, que tinham todo o interesse em falar mal da tal Idade Média.

Bem, como disse, o livro é meio chato. Mas está sendo espetacular, porque no ano que vem, quando eu for a Bizâncio (acho esse modernismo de constantinopla, ou essa coisa de istambul deploráveis), vou saber muita coisa sobre o antigo país, que os guias turcos certamente preferirão omitir. Vô çabê uns trem qui us turista num çábi.

Só uma dica: quantas pessoas foram mortas nas atrocidades de toda a Idade Média (mil anos)?

Quantas pessoas foram mortas nas atrocidades do maravilhosa e sublime século xx (xixi), que na verdade se restringiu mais ou menos de 1910 a 1990?

Pois é, já dá para ver quem são os bárbaros, os atrasados, etc…

Pelo restabelecimento da Idade Média, pelo fim da eletricidade (a lâmpada elétrica foi a pior invenção da história do mundo, porque alterou o ciclo de sono da maioria dos animais e vegetais), pela valorização da arquitetura gótica, muito mais expressiva do que as bobagens que foram feitas no século xixi.

abraços primatas (coisa de primo para primo)

Idade Média (mil anos de trevas – de 350 a 1450)

Século XX (época das luzes – 1901 a 2000)

Guerra dos Cem Anos – 1337-1453

I Guerra Mundial (16 milhões de mortos)

Hitler (II Guerra e genocídio judeu)
II Guerra Mundial (60 milhões de mortos)

inquisição 1184-1798 (menos de 10 mil execuções)

genocídio judeu (13 milhões de mortos)

torturas cruéis

guerra civil em Serra Leoa 1991-2002 (50 mil mortos, mais o corte de braços de milhares de crianças)
Stálin (12 milhões de mortos)
Mao Tsé-Tung (11 milhões de mortos)
Pol Pot e o Khmer Vermelho 1975-1979 (2 milhões de mortos)

cruzadas – séculos XI, XII e XIII

bombas atômicas atiradas sobre civis em Hiroxima (140 mil mortos imediatamente) e Nagasáqui (80 mil mortos imediatamente)
genocídios recíprocos de hutus e de tutsis em Ruanda (1994) e em Burundi (1993) (1.200.000 mortos, sem contar os mutilados, que tiveram as pernas cortadas)
genocídio armênio em 1915 (2 milhões de mortos)
guerra e fome de Biafra 1967-1970 (2 milhões de mortos)
genocídio de bósnios 1992-1995 (30.000 mortos)
guerra e fome da Somália de 1991 até hoje (1,5 milhão de mortos)
fome na Etiópia 1958: 100 mil mortos; 1983-1985: 400 mil mortos
guerra e fome em Bangladesh 1971 (3 milhões de mortos)

peste negra (bubônica) 1348-1350 (25 milhões de mortos na China e 75 milhões de mortos na Europa)

gripe espanhola 1918-1920 (50 milhões de mortos)
aids (30 milhões de mortos) (desde 1983)

cólera

cólera (2 milhões de mortos – século xx), malária, vaca louca, sars e outras epidemias de menor impacto

Robin Hood

Pancho Villa, Lampião e tantos outros bandidos

arquitetura românica, arquitetura gótica, arquitetura bizantina

arquitetura fascista, arquitetura stalinista, arquitetura niemeyeriana

canto gregoriano

funk, hip-hop, axé, sertanojo

mosaicos, murais, pinturas

cubismo, “arte moderna”, pichações

exorcismos

exorcismos televisivos

expansão islâmica

expansão islâmica

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