Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Inferno árabe

A “primavera árabe” inventada por Hilária Pinton e seu patrão Obaoba faz vítimas por onde passa.

Depois da primavera árabe, que não foi devidamente planejada pelas equipes da diplomacia hilária, as instituições ditatoriais dos antigos aliados do mundo ocidental ruíram, e foram substituídas por moderníssimas instituções da irmandade islâmica.
Resumindo: repetiram no mundo árabe o mesmíssimo erro que tinham cometido na década de 1970, quando aquele horroroso Xá foi deposto, sendo substituído pelos evoluídos e santarrões aiatolás. Trocaram a ditadura militar pela ditadura religiosa.

A Tunísia sempre foi considerada o melhor lugar do mundo árabe. Era um país considerado très chic, muito confortável, com gente bem educada, com bom padrão de vida, e coisas mais.
Muito melhor do que Marrocos, Egito ou Líbano, outros países também badalados pelos entrangeiros, mas que apresentavam algumas desvantagens. Hoje em dia, embora não haja leis escritas, as mulheres têm de se cobrir. Praia, lógico que ficou meio impraticável.
Uma funcionária tunisiana da embaixada do Brasil chegou com hematomas ao trabalho, pois tinha apanhado dos tais religiosos, que andam com as varinhas mágicas que fazem as pessoas ter o bom comportamento esperado no mundo islâmico.
Hoje em dia, os anjos que foram elevados ao poder, pela mágica da democratite hilária, invadem hotéis e restaurantes para arrebentar tudo o que há de bebidas alcoólicas, e batem em quem reagir.

A inpremça internacional quase não comenta sobre o sucesso (ou melhor, o sucedido) das políticas da loira hilária e do marido da Mixely.
Afinal de contas, como se diz, ela é dominada pelos porcos sionistas republicanos. Ou será que é o contrário?

No Egito, a nova constituição votada pela assembléia garante os poderes à irmandade islâmica, confere papel extraordinário ao presidente (quanto tempo levará para que a “inpremça” passe a chamá-lo de ditador?), etc..

Na Síria, Hafez Assad foi o líder do país de 1971 a 2000. Sempre foi tratado com a deferência de “presidente” (aquele que preside). O filho Bashar, que herdou o trono, hoje em dia é chamado de “ditador ” (aquele que dita). Tudo de uma lógica insuperável! Só porque os francesinhos vendem armas aos xiitas que querem arrancar o  poder dos alauítas. Imaginem como será um governo xiita na Síria…

A Líbia, o que aconteceu com ela? Sumiu do noticiário ou sumiu do mapa?

Pois é, essa conversa mole de democratite, querendo implantar modelos norte-americanos em todos os países do mundo, tem alguns inconvenientes.
A primavera árabe, que demonstra ser outra forma de inferno, é um claro exemplo. No fundo, estadistas fazem apenas jogos de palavras.

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Comentários em: "Inferno árabe" (1)

  1. […] primavera árabe instigada pela loira oxigenada provocou mortes e violência, que com os novos regimes teocráticos, […]

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