Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Mais do mesmo

Há uns dias, a Folha de São Paulo fez uma matéria sobre a “hiper-documentação do quotidiano” por conta de aplicativos de celulares e de câmeras photographicas.

Nunca usei instagram, e não tenho a menor intenção de fazê-lo.

É curioso, mas desde que as photographias electrónicas viraram moda, fui gradativamente caindo fora.

Nos tempos de D. Afonso Henrique, eu tirava fotos com máquina de filme de rolo, ajustava aberturas, focos e outras coisas, e depois mandava revelar em uma grande loja, que tinha várias filiais pela cidade.
Tirei muitas fotos também quando morei em outros lugares,
mas quase sempre fotos de lugares;
fotos de gente fazendo pose, dispenso – só gostava de fotografar se fosse ao natural, ou no flagra – vocação para paparazzo, talvez.

Há uns anos (sei lá quantos, mas morava neste mesmo apartamento onde estou desde outubro de 2001), saía para tirar fotos das árvores e das flores aqui de Brasília,
e também de umas pequenas cidades que há por perto.
Atualmente, se puder passar alguns dias sem olhar para a paisagem candanga sinto-me aliviado

Nunca gostei de fotografias de férias – essas coisas de lugares cheios, gente feliz de propaganda de margarina.
Sempre preferi cenas de paisagens, de preferência sem bípedes antropóides, ou então com outros seres sencientes mais interessantes.
Pedras podem ter mais sensibilidade do que os robôs pré-programadas que saem pelas ruas.

No início das machinas electrónicas, ainda usei uns dois sites para archivar photos.
De um desses sítios apaguei todas, do outro nem sei a senha para saber elas ainda existem.
Por sua vez, declaro que não gostei nem um pouco de ver fotos minhas da internet roubadas por três prefeituras, para ilustrar suas belezas,
que não foram realizadas pelas belezuras dos políticos locais.

Quanto mais photos iguaizinhas eu vi, mais me desinteressei pela “arte“.

Hoje é raro que eu saia com a machina photographica
e, quando o faço, o número de photos é cada vez menor,
pois não vejo quase nada que seja curioso para guarda na memória visual, ou para mostrar a outros.

Vez por outra, olho alguns sites especializados
e concordo com a pré-opinião de que não preciso de mais do mesmo,
muito menos ver fulano na fila de um teatro ou diante de um prato de comida.

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