Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Colegas de Mona Lisa

O asssassinato da namorado do tal atleta sul-africano bi-amputado me fez pensar em uma coisa:
a existência de uma gigantesca quantidade de pessoas que são modelos.

Modelos de quê, que mal lhes perguntem?

Qualquer pessoa com cara de pastel requentado hoje em dia é modelo. Foi-se o tempo em que se dizia que beleza era fundamental. Hoje em dia, nem com os retoques digitais da fotografia certos modelos conseguem ter alguma expressão de beleza retumbante.

Se você perguntar à moça que trabalha recolhendo bandejas na praça de alimentação, é bem possível que ela diga que aquilo é um bico. Na verdade ela é uma modelo, e está aguardando ser chamada pela produtora. O mesmo vale para o “valet” (manobrista que larga teu carro em qualquer lugar) que atende os clientes da empresa com aquele ar “blasé”, para retribuir a indiferença do dono do carro. Esse “valet” também é modelo em outras horas.

Ninguém mais é arquivista de corretora de seguros. Ninguém é vendedor de balas no cinema. Ninguém é azulejista. Ninguém é punguista. Todo mundo é modelo.

Está bom. Modelo para quê? Estão fazendo alguma propaganda? De que produto ou serviço?

Curioso, mas hoje em dia, com as pessoas dizendo-se tão “antenadas”, e com opiniões tão bem embasadas, alguém ainda dá atenção a uma propaganda?
Duvido. Essa moçada não vai se deixar enganar…

Por mais que possa ser inundado de anúncios (reclames, propagandas, …) de certa marca de produtos para a higiena bucal, eu não os compro, porque sei, por minha experiência, que aquela marca me provoca irritação.
Há produtos de outras marcas que suprem minhas necessidades.

Embora certa marca de hambúrguer seja a mais difundida no mundo, eu não como seus produtos, porque me provoam azia.
Há outras hamburguerias que me satisfazem, tanto em sabor quanto no “pós-venda”, ou seja, na digestão.

A modelo mais famosa do mundo, a Mona Lisa, tem aquela expressão enigmática porque o tempo todo em que ficou posando, como modelo, enquanto o Leo a retratava para alguma revista famosa (na época), ela pensava:

“Quando será que esse salafrário vai me pagar o que prometeu?“

Era apenas a questão monetária que estava por trás do sorriso da modelo.

Consta que Vênus de Milo, outra modelo famosa, cansou de esperar pelo pagamento, e os braços caíram.

Mas, e as outras, o que pensam?
Alguém poderá dizer que modelos não pensam. Talvez.

Sinceramente quero que me responda: para que tantos zilhões de pessoas hoje em dia “trabalhando” como modelos?

Xiiii, agora que eu já cliquei o “publicar” foi que me lembrei que seus filhos são modelos…
Foi mal.

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