Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

novos municípios

Não dá mesmo para suportarmos o que fazem nossos “cães gressitas”. Aprovaram lei que facilita, outra vez, a criação de municípios, essa entidade sangue-suga, que vive do dinheiro distribuído pelo famigerado FPM (o bolsa-voto dos lugarejos), para que isso sirva de diversão à toda a máquina pseudo-administrativa de prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais e vereadores. E mais automóveis oficiais, é claro!

Talvez o Brasil venha a ter mais 400 municípios nos próximos anos. Quanto dinheiro a ser jogado fora!!!

Queremos sempre poder nos gabar de andarmos na contra-mão do mundo, já que em muitos países restringe-se a existência de unidades municipais, para melhor administração e contenção de gastos.

Ainda temos, desde a república, a petulância de chamar qualquer vilarejo que tenha essa máquina de sugar dinheiro público de “cidade”, quando em todos os outros países existe uma clara distinção entre o que são cidades e o que são outras entidades, semi-urbanas. Não é à toa que existem, em todos os lugares, palavras como “city”e “town”, “ville” e “village”, “ciudad” e pueblo”. No Brasil republicano, contudo, essas palavras pouco importam. Neste país, arroga-se o direito de nomear cidade qualquer biboca perdida no meio de uma estrada.

A ditadura dos partidos políticos, e de seus servidores – deputados, sobretudo – precisa, afinal de contas, de mais “escolinhas” para gerar mais alguns milhares de vereadores, que, um dia, poderão vir a postular cargos mais altos na mamata na qual se esvai o país.

Já temos tantos municípios inviáveis financeiramente, totalmente incapazes de gerir as necessidades básica de saneamento, de ordenamento territorial, de educação, e tudo mais, e ainda veremos um pouco mais do enfraquecimento do país, para poder dar um empreguinho para a classe política.

Daqui a pouco tempo mais, teremos também, com toda a pompa e circunstância, novas “regiões metropolitanas“, já que os critérios são mal e porcamente definidos por assembléias estaduais, que amontoam uma porção de vilarejos (“cidades”), espalhadas por muitos quilômetros, para conseguir mais uma fatiazinha de dinheiro fartamente distribuído pelos cofres da mãe-federação.

No Brasil, dizia-se que o município era a célula do país. Hoje em dia, vemos que a célula tem câncer, e a metástase será mais rápida, com a lei aprovada.

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