Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

o tal IDH

De tempos em tempos, um “índice” passa a ser “venerado”.

Há alguns anos, a tal renda per capita era uma verdade dogmática. Descobriram, com atraso e espanto, que os índices mais altos envolviam lugares com baixa população absoluta e com alto número de empresas sediadas naquela unidade territorial. Não leva em consideração, por exemplo, as pessoas que moram em uma unidade e diàriamente trabalham em outra.

Hoje em dia, o tal Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, calculado por um organismo do sistema ONU, é endeusado.
Renda (o mesmo critério da renda per capita, calculado em dólares, uma moeda que não tem a estabilidade necessária para ser o único padrão hoje em dia), Longevidade, e Educação são os indicadores que montam o tal índice. Medem dados brutos, sem medir a qualidade, e continuam a basear-se nos dados da população absoluta residente.

Longevidade pressupõe boa saúde e salubridade. Bons serviços de higiene (pessoal e pública), mas  com número de leitos hospitalares disponíveis e tipo de atendimento, se gratuito ou particular. Por que em algum lugar as pessoas vivem mais? É por conta da genética? Do tipo de alimentação que se pode fazer diàriamente? Do esgotamento de todo tipo de lixo? Do tratamento médico preventivo? A expectativa de vida tem de levar em conta também guerras, violência urbana (criminosa e de trânsito), No entanto, apenas se usa um número “puro”, com “a média”.

O quesito educação baseia-se na “alfabetização” e nos anos de escolaridade e de matrícula. Se os alunos saem da escola sem conseguir ler um livro é outro assunto… Conhecemos bem esse problema. Declarar-se alfabetizado, e ser um analfabeto funcional não são realidades tão discrepantes.

Os resultados do IDH podem ter utilidade. Não podem, contudo, ser vistos como verdades.

Daqui a alguns anos, sem dúvida outro grupo de economistas elaborará um indicador mais complexo, e as pessoas darão as costas aos endeusados números do IDH.

Gente é bem mais complexo do que apenas números. E economia é mais do que números expressos em porcentagens que omitem o início dos processos – inflacionários, de desenvolvimento, de retração, etc..

Para calcular o “desenvolvimento humano”, espero que cientistas (financeiros e sociais) saibam incluir o nível de desperdício e o nível de corrupção na análise do conjunto de elementos primordiais na análise de unidades territoriais. Sabemos a quantos andam esses temas em Tupiniquinlândia.

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Comentários em: "o tal IDH" (1)

  1. Gastão Figueiredo disse:

    Pois é, quanto eu fiz o curso de política e estratégia discutia-se um outro indicador o “índice de Gini”. Agora ele não presta mais e o tal do IDH. Pura loucura.

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