Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Revogações

Um certo senador do Amapá (não aquele bigodudo, um outro), propôs a restituição simbólica do cargo ao ex-presidente João Goulart.

Além de querer reescrever a história e trocá-la por historinhas, o cidadão ignora que a Constituição de 1946 (é, a que estava em vigência em 1964, não essa baboseira escrita pelo golpe político de 1987/1988), prescrevia no

Art 85 – O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão ausentar-se do País sem permissão do Congresso Nacional, sob pena de perda do cargo.

Jango fugiu para o Uruguai. Tal como fez dias depois o famoso cunhado, de quem se diz que usou roupas de mulher para se disfarçar na fronteira. Coisas da história.

Poderíamos propor a revogação do art.14 das disposições TRANSITÓRIAS da constituição de 1988, afinal de contas, eram transitórias, e já vimos que o resultado não foi positivo para o país. Chega, né?

Aproveitando a data, o senador podia também propor a revogação da quartelada de 1889, que hoje é recordada.

Ou talvez retroceder um pouco mais e propor a revogação da separação do Brasil do Reino de Portugal. Quem sabe hoje em dia pudéssemos fazer parte da União Européia, e não dessa “coisa” inoperante chamada Mercosul?

Claro que podem falar da “desgraça portuguesa“.

Melhor ainda, a revogação do versículo primeiro do capítulo 1 livro de Gênesis:

1. 1 No princípio, criou Deus os céus e a terra.

Pelo menos começaríamos tudo de acordo com a interpretação dos revisionistas e revanchistas, muitos dos quais sequer tinham nascido quando ocorreram os fatos que eles negam.

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Comentários em: "Revogações" (2)

  1. Acho interessante indicar o artigo que há em outro blog sobre esse assunto.

    http://brasildelonge.com/2013/11/15/cancelar-o-passado/

    Que tal restituir a presidência a Washington Luís?

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  2. […] Como disse anteriormente, e como acrescentaram em comentário, agora é hora de: […]

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