Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

la forza del destino

Encontrei um link para uma matéria de tv sobre as dunas de Genipabu invadirem as casas.

Na mesma hora me lembrei de uma casa que vi, em Santa Catarina, no final da década de 1990, que tinha sido “varrida” de cima abaixo pelo mar. Só havia ruínas.
Sabe como é, esse povo constrói onde não pode e depois faz cara de coitadinho.

No Espírito Santo há uma vila que foi coberta pela areia na década de 60 – Itaúnas, em Conceição da Barra. O lugar é deprimente.

Genipabu, além disso, com aqueles buggeiros chatos, foi o que eu menos gostei de Natal, quando visitei a cidade.

Repassei o link para alguns amigos, e um deles logo respondeu:

Dessa história conheço muito bem.
Vou te dar um relato que aconteceu comigo.

Estive em Natal em duas oportunidades: 1998 e 2010, todas no mês de julho.

Em 1998,  fiz o passeio em Genipabu. Naquela época não havia a ponte ligando o local a Natal. A travessia deveria ser feita por balsa. Quando cheguei para
atravessar, deixei o carro que estava no estacionamento que existia junto à balsa. E ali mesmo no pátio contratei um bugueiro muito bom e conhecedor
do local. Fiz um passei muito bom pois as dunas eram bem altas e realmente davam arrepios. E não haviam ainda os camelos.

Doze anos depois voltei. A ponte já existia e os bugueiros já ficavam em pontos específicos. Muita modernidade e pouca aventura pois as dunas não eram iguais
além de ter que aguentar o fedor das merdas dos camelos que tinham trazido para Genipabu.

Saí frustrado, pois não era mais a mesma coisa. Daí consegui contratar um guia do local, para me levar em outras praias. Era um cara mais ou menos da minha idade e começou a me esclarecer o porque das dunas não serem mais as mesmas.

Tudo se passa pela especulação imobiliária. Antigamente era proibido a construção de imóveis junto a orla em frente a Genipabu. O vento e o mar é que proporcionavam os movimentos das dunas. Em cada período elas modificavam de altura e local.

Aí apareceram as figuras políticas querendo ganhar uma grana fácil aprovando leis que legalizavam as construções, contra a vontade dos moradores da região que
cansaram de avisar que não daria certo as construções entre as dunas e a praia.
Moral da história: esqueceram de avisar o sr. Vento e a dona Mar para pararem de jogar areia, e as construções começaram a impedir o movimento das dunas.
Portanto adeus as dunas e casas impossibilitadas de se morar.
Aliás o Ronaldo Gorducho possui um Resort gigante inacabado no local.
Solução: demolição e prender os FDP’s que inventaram de ganhar uma graninha fácil.

Isso é antigo e a reportagem requentada. Coisa de jornalista preguiçoso.

Quando quiserem fazer um hotel à beira de um vulcão, não esqueçam de antes combinar com Hefesto para ele não derreter a construção, pois os vereadores da cidade, e os donos de construtoras, certamente não conseguirão mudar as leis da natureza.

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