Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Uma matèriazinha da pior qualidade foi publicada no Jornal do Brasil, aquele pasquim que por falta de público não tem mais edição em papel, só a edição eletrônica que fica dependurada no portal do Terra.

Sem assinatura do autor, o que nos faz supor que seja o pensamento da editoria do “jornal”, o texto mistura o falar bem da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), e desanca em desaforos contra os dois maiores hospitais de São Paulo, porque eles TAMBÉM atendem políticos e grandes empresários.

Não estou questionando os serviços prestados pela AABR, cujo diretor Deusdeth Nascimento tem o mesmo sobrenome dos antigos proprietários do JB (coincidência?).
Só não vale desmerecer o trabalho do Sírio e do Einstein, porque eles são bem administrados, algo que não ocorreu com a AABR ao longo de muitos anos. A própria matéria demonstra isso.

A matéria do JB, além de parecer um pobre bairrismo em falar mal do que outros têm melhor, gera dúvidas sobre “troca de favores” de políticos e grandes empresários com os hospitais paulistas.

Pois é, mas tampouco levanta o tema de que os maiores e mais importantes hospitais de São Paulo são TODOS mantidos por comunidades de imigrantes. Não só o Sírio-Libanês e o Hospital Israelita, mas também o Hospital Alemão Osvaldo Cruz, a Beneficência Portuguesa, e o menos conhecido Hospital Santa Cruz, organizado e mantido pela colônia japonesa.
No Rio de Janeiro temos o monopólio dos hospitais D’Or. Tivemos inclusive, há poucos dias, a notícia de que o hospital de Cascadura, chamado de Norte D’Or (e não de Casca D’Or) foi alvo de um arrastão em que funcionários e acompanhantes de pacientes foram “devidamente” roubados na onda de violência. Pelo menos isso se tenta impedir, já que “o Sírio Libanês é monitorado por um complexo esquema de segurança”. Et pour cause

Agora, o pior de tudo é a falta de profundidade na matéria pseudo-jornalística. O Sírio e o Einstein mantêm trabalhos nas duas maiores favelas paulistanas (aquilo que os jornalistas pernòsticamente gostam de rotular de “comunidades”), Heliópolis e Paraisópolis, e inclusive seus médicos mantêm, em conjunto, clínicas para atendimento da população nesses bairros pobres. O que demonstra que árabes e judeus sabem muito bem conviver em harmonia (quando não importunados por estrangeiros que instigam o ódio).

JB, faça o favor de cuidar de seus assuntos da pequena burguesia fluminense, e não falem mais de algo que vocês preferem desconhecer, ao mesmo tempo em que tentam provocar uma hostilidade inteiramente desnecessária contra duas das maiores instituições de saúde deste pobre país.
Melhor dizendo: volte para o túmulo onde você já está em repouso.
E na próxima vez em que um diretor do jornal precisar de tratamento médico, por favor, dirija-se à UPA mais próxima.

P.S. – o jornal do brasil não se restringiu à edição na internet por “modernidade”, mas por falta de público leitor para sua edição impressa.

Anúncios

Comentários em: "Jornal do Brasil versus o Sírio-Libanês e o Albert Einstein" (1)

  1. […] no post anterior sobre hospitais classe A, e no final mencionei a palavra UPA (upa, upa, upa, cavalinho alazão). Acho que a ocasião se faz […]

    Curtir

Os comentários estão desativados.

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: