Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Domingo à noite

Há quase meio século, havia um dito popular de que quando se ouviam os primeiros acordes da musiquinha do Fantástico, as pessoas caíam em depressão.

O referido programa (“de índio”, como se costuma dizer) ainda existe, mas não atormenta mais a maioria dos brasileiros. Perdeu o sentido de “tortura chinesa”.

Permanecem, porém, nos domingos à noite a depressão e o silêncio sepulcral (por que não “cemiterial”?, acho que porque nos cemitérios há um burburinho que provàvelmente não existe nas tumbas).

Lembrei-me de que, segundo o romance “Forte é o Cristal“,  de Daphne de Maurier, durante a velha monarquia francesa, os fins de semana ocupavam o domingo e a manhã da segunda-feira.
Foram os “revolucionários democratas” que eliminaram o descanso do descanso, na segunda pela manhã. Afinal de contas, um bom lazer consome energia. Talvez os “democratas” nunca se cansassem, vai lá se saber… Ainda mais que o principal divertimento deles era cortar cabeças.

Só bem depois, já no século XX, foi que se passou a adotar a chamada “semana inglesa”, que incluía o sábado à tarde livre para o descanso dos trabalhadores.

O mal que fazem certos “movimentos populares”.  A aristocracia bourbônica tinha muito mais noção de realidade do que o operariado e a burguesia do reino dos Saxe-Coburgo-Gotha.

Façamos um movimento para restabelecer o descanso também nas manhãs de segunda-feira. Certamente não haverá esse incômodo silêncio do domingo à noite.

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