Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Essa frase, que era a assinatura de correio eletrônico de um ex-colega de trabalho, está inserida no rodapé de meu blogue sobre livros.

Curiosamente, uma amiga fez o re-qualquer-coisa do tópico anterior neste blogue (enforcado nas tripas) em algum lugar da infernet, e alguém que não sei quem é, respondeu a essa amiga que “Por doutrina, jamais questiono o que muitas pessoas concluíram como verdades definitivas em sua vidas, mas em contrapartida nunca tive a mesma reciprocidade em termos de respeito e liberdade de pensamento do outro lado.”

Um encaixe na conversa de diversidade.

Concluiu o comentário com:
“jamais confundam anarquismo com o comunismo sem antes estudarem as duas coisas a  fundo.”

Mais um que afirma o que não viu ou existe.
Escrevi:
“A idéia, porém, acabou sendo apropriada por muitos outros, nas bases do pensamentos anarquista e comunista.
Não disse “pensamento anarquista e comunista”. Escrevi pensamentos, um pensamento anarquista e outro comunista.
O S no final do substantivo indica que os adjetivos se referem a uma pluralidade.

De qualquer modo, o que me levou a escrever agora este “pôste”, foi a tal diversidade.
Desculpa ótima nessa humanidade que vive a ditadura do polìticamente correto e falso.

Claro que há diferenças entre anarquismo e comunismo. Tanto assim que os comunistas esmagaram com crueldade a experiência anarquista que se tentou implantar na Ucrânia, quando da queda do Império Russo. Claro também, porém, que há semelhanças.
Do mesmo modo, o comunismo (ou socialismo do modelo leninista-stalinista-kruchtcvovista-brejnevista-gorbatchovista-putinesca, ou maoísta, ou castrista, tanto faz) tem muitas semelhanças com o fascismo de Mussolini. Tanto assim que a esquerda brasileira tem verdadeira idolatria por Getúlio Vargas, que era antes de mais nada um ditador fascista, ao estilo de Salazar, Franco e outros mais da época.

Quando a esquerda de cartilha xinga alguém de “fascista”, na verdade está apenas vestindo a carapuça dos próprios ideais getulistas, brizolistas, lulistas, “trabalhistas” do corporativismo de Mussolini e de Hitler. Benito aquele que se baseou em algumas das teorias de Lênin, Adolfinho o que aproveitou o revanchismo para envenenar a população alemã. Já que Getúlio foi o ditador que mandou Olga Benário, a mulher de Luís Carlos Prestes, o líder comunista, para um campo de concentração na Alemanha de Hitler, acredito que a esquerda de cartilha sofra da “síndrome de Estocolmo”.

Outra semelhança, que descobri com surpresa:
Nada mais parecido com as manifestações de “massa” do nazismo do que as manifestações que Franklin Roosevelt promovia nos Estados Unidos na mesma época. Até o Embaixador inglês ficou impressionado com a coincidência!

Diversidade? Não sei, no fundo é tudo farinha do mesmo saco.

Dá até para comentar sobre a palavra “oposição” no Brasil. O PT é filhote dos intelectuais do PSDB, que surgiu de um gozo do PMDB. Enquanto isso, o DEM é o nome transgênero da Frente Liberal, que era uma parte da Arena, que justamente fugiu de casa para casar com o PMDB. Dá para se falar em oposição, em diversidade? Problemas edipianamente mal-resolvidos.

Hoje vi uma pichação: “Frente Lésbica Feminista”. Se alguém fizer um “Movimento Gay Machista”, vai ser bem aceito? Provàvelmente, hoje em dia, será massacrado, por assumir o lado machista.
Se bem que os cantores do Village People justamente faziam essa caricatura, nos longínquos anos do século passado.

No fundo, são todos abóboras, abobrinhas, melancias, melões e pepinos colhidos no mesmo quintal, embora cucurbitáceas de aparências distintas.

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