Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Arquivo para quarta-feira, 9 abril 2014

Os gigolôs da memória

Um amigo me chamou a atenção para matéria assinada por Marco António Villa, no jornal O Globo de ontem.

Vale a pena lê-lo na íntegra.

Quero, porém, chamar a atenção para três fatos referentes a João Goulart:

Curiosamente, quando esta narrativa é cotejada com relatos de assessores, como o ministro Celso Furtado, ou de um amigo, como o jornalista Samuel Wainer, cai por terra. Furtado, em entrevista à revista “Playboy” (abril, 1999) disse que Jango “era um primitivo, um pobre de caráter”. Wainer relatou que “uma vez por mês, ou a cada dois meses, eu visitava os empreiteiros e recolhia suas doações, juntando montes de cédulas que encaminhava às mãos de João Goulart. (…) Eu poderia ter ficado multimilionário entre 1962 e 1964. Não fiquei.” (“Minha razão de viver”, p. 238).

Conta o senador Amaral Peixoto, presidente do Partido Social Democrático, que em conversa com Doutel de Andrade, um janguista de carteirinha, este, quando perguntado sobre o projeto de reforma agrária, riu e respondeu: “Mas o senhor acredita na reforma agrária do Jango? No dia em que ele fizer a reforma agrária, o que vai fazer depois?” (“Artes da política”, p.455)

Já me perguntei anteriormente por que Jango e Brizola não começaram a reforma agrária em seus latifúndios. Até agora não obtive resposta.

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Ruanda

Agora virou mania falar dos 20 anos do massacre em Ruanda.
Dá status de entelequituau a pessoas que comentam: onde estava a ONU? o que fizeram a França e a Bélgica?

Pois eu pergunto:
onde estavam Bono (MALO), Sting, Madonna, e outros grandes nomes do cachê internacional?
Mais ainda: o que fez Bob Geldof, aquele do LiveAid Africa, cuja filhinha SOCIALITE se matou esta semana?

Não lembraram de fazer nenhum showzinho para arrecadar milhões de dólares em nome de ajuda humanitária…
(10% para ajuda a algum grupo de amigos, 90% para os “custos do espetáculo”).

Artista bom é aquele que não faz política.
O resto é picareta.

Quanto à ONU, já disse trilhões de vezes: é o maior cabide de empregos do mundo.

 

 

R$ 12,6 milhões

“Que bom!” (maldita falta do ponto de ironia no teclado)  o desgoverno do Detrito Fedemal vai gastar dinheiro com festa de artistas para celebrar 54 anos da inauguração desta obrada inacabada.

Agnulo nem deve ter reparado que será no feriadão de Semana Santa, com a cidade esvaziada.

O que importa é dar circo para o povo, e encher os bolsos de artistas amigos, “engajados”, como tem ocorrido em todos os ânus.

Afinal de contas, tudo no DF funciona às mil e uma maravilhas. Só falta Sherazade contar suas histórias…

 

 

 

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