Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Arquivo para quarta-feira, 30 abril 2014

coincidência de eleições

Não vou falar da abominável coincidência das eleições com os anos de Copa do Mundo. Isso é outro assunto: lavagem cerebral nos eleitores.

Não, o que quero tratar é a coincidência das eleições do legislativo e das do executivo.

A cada quatro anos, temos as eleições para presidente da república, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Alternando, em outros anos pares, também a cada quatro anos (anos de Olimpíadas), temos as eleições para prefeitos e vereadores.

Que tal nossos “nobres” políticos enfrentarem o descontentamento popular, ou receber o apoio, se for o caso, e aprenderem a fazer política, com jogo de cintura?

Eleições para o poder executivo separadas das eleições para o poder legislativo.

O presidente está fazendo má administração? Então a população elege um congresso de oposição, para ele “dançar miudinho” e perder a empáfia. O mesmo para prefeito e para governador.

O presidente é confiável? Então a população vota em um legislativo que o apóie.
As eleições seriam feitas de acordo com os poderes – coincidindo para os cargos do executivo, e depois coincidindo para os cargos do legislativo.
Não como agora, eleições da esfera federal e estadual em um biênio, e eleições para a esfera municipal no outro.

Lembro-me de que a Constituição de 1946 não estabelecia qual a duração do mandato dos governadores. Havia estados em que os governadores eram eleitos por quatro anos, e outros por cinco anos. Evidente que os congressistas que deram o golpe constitucional em 1987/1988, legislando em causa própria (a tal “constituição cidadã”),  nunca permitiriam uma “libertinagem” como essa.

É apenas uma idéia, claro, e é mais claro ainda que isso não é do interesse de suas excremências, que teriam de trabalhar sem a certeza da compra de votos nas bancadas do legislativo, e sem decisões que contrariam os pareceres negativos de contas rejeitadas.

Sobretudo uma utopia, já que no Brasil partidos políticos são apenas amontoados de letras compondo siglas.

 

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