Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

DF, o quadradinho no mapa

Existe um quadradinho pintado no mapa do Brasil que só serve para atrapalhar.
É, ele mesmo, o tal Detrito Fedemal.
Cópia mal feita do que os americanos criaram como Distrito de Colúmbia, devidamente xerocopiado por outros países, como México, Venezuela, Argentina (Cidade Autônoma de Buenos Aires, algo mais parecido com o antigo Município Neutro que já tivemos), Austrália e Índia (territórios federais, ambos os casos).
Não existe essa “coisa” em países muito mais federais, como Canadá e Suíça.
O caso de Bruxelas não é o de um distrito federal, mas de uma área bilíngüe inserida no meio de uma região de língua flamenga.
Berlim é um estado, pequeno como também Hamburgo e Bremen, justificado pela reunião dos antigos setores ocupados após a II Guerra Mundial.

Ah, mas temos o “nosso” DF caboclo.
Quando o Rio de Janeiro era a capital do Brasil, o Município Neutro, depois DF, conforme a constituição que Rui Barbosa quis copiar dos americanos (só copiou os defeitos…) não tinha essa coisa toda de moradia funcional, de passagens aéreas para visitar “as bases eleitoreiras”, e nada disso. Além do mais, como cidade, o Rio de Janeiro / DF tinha prefeito.

Brasília, porém, feita para alienar a política (e os políticos) sobre a realidade do país, já foi criada com a soberba do desperdício (fora os roubos de materiais de construção, o pagamento por obras que nunca foram feitas, os massacres de operários, o desvio de dinheiro dos instituto de previdência, e outros quetais que serviram para beatificar JK).
Em 1988, com a doença infantil da democratite, os lobista conseguiram dar representação política ao DF. Desde então os prefeitos, denominados “governadores” – um pior do que o outro, é difícil demais dar o título a apenas um – tiveram também a companhia dos deputados detritais, aquilo que é um frankenstein de vereadores de roça com deputados estaduais (conhecido localmente como a Casa dos Horrores), e mais toda a parafernália que lhes correspondem. E o DF também elege deputados para a câmara federal, e os três senadores que correspondem a cada Estado. Resumindo: Brasília é um outro “estado”.

Este quadradinho no mapa, porém, desde que obteve a famigerada e amaldiçoada autonomia político-administrativa, só tem inchado em população, em problemas, em demagogia, em ineficiência, em contrates entre a casta (hereditária) dos políticos (brâmanes) e todo o resto da população, que não conta com helicópteros para os deslocamentos.

Pior ainda, criaram uma tal Região Integrada de Desenvolvimento Econômico – a RIDE, que se espalha por Goiás e Minas Gerais. Recentemente o senado (por iniciativa da bancada candanga, claro) resolveu aumentar um pouco mais o tamanho dessa RIDE, chegando até Alto Paraíso de Goiás (onde existe o OVNIódromo, aeroporto para discos voadores), na Chapada dos Guimarães, e para o lado oposto até Gameleira de Goiás, vizinha de Anápolis e da Região Metropolitana de Goiânia. Falta a aprovação na Câmara e a sanção presidencial (espero que receba, sim, o veto presidencial). Mais um pouco e a RIDE voltará a ocupar a antiga área de atuação da ex-Telebrasília, que cobria todo o Noroeste de Minas, todo o Leste de Goiás, o que hoje é o Sudeste do Tocantins, e até uma pequena porção do Extremo-Oeste da Bahia.

Pois eu tenho uma proposta. Tornar o Distrito Federal apenas um… … distrito. Tal como Fernando de Noronha é um distrito administrado pelo Estado de Pernambuco, Brasília seria um distrito administrado pela União. Só do tamanho do Plano Piloto, com o Setor Militar Urbano, e mais nada. Todo o resto voltaria a ser Goiás. Todos, “distritenses” e “retro-engoianizados” votariam para os deputados da Assembléia Legislativa de Goiás, todos participariam da escolha dos deputados federais e senadores goianos. Nada mais do que isso.
O Distrito de Colúmbia tem apenas 177 km quadrados (incluindo 18 km quadrados de rios e lagos) – o DF brasileiro tem 5.800 km quadrados, “el más grande del mundo”!

Ah, e claro, chega de moradias funcionais para servidores públicos e para ocupantes de cargos eletivos!, pois a capital já está consolidada há mais de 50 anos, e não há justificativa para que essas castas (brâmanes e xátrias) não paguem aluguéis, ou não comprem suas propriedades, tal como fazem os vaixiás, os sudras e até mesmo os párias. Quer passagem de avião: vá à agência de viagens e compre do próprio bolso, senhora excremência. Até o príncipe Harry comprou o próprio bilhete aéreo para visitar um amigo nos Estados Unidos. Sua Alteza Real não requisitou avião da FAB (da RAF, no caso) para fazer tratamento capilar ou para mergulhos em Fernando de Noronha.

Espero que estas palavras escritas no espaço cibernético prosperem e frutifiquem…

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