Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

A desunião européia

Governantes europeus (não desperdiçaria a palavra “líderes” para todos eles) estão preocupados com a eleição para o Parlamento Europeu, que será realizada este mês.
O risco de partidos “eurocéticos” ganhar em vários países preocupa as cabeças não-coroadas do Velho Continente.
UKIP no Reino Unido, Front National na França e também na Bélgica, Nova Democracia em Portugal, vários partidos “verdes” e partidos comunistas diversos, todos fazem campanha por candidatos “eurocéticos”.
Apesar disso, a “enpreimça” brasileira tem por hábito rotular os eurocéticos como partidos de “extrema-direita”,  como se a questão de migrações e de imigrações fosse “apenas” um problema da “direita”, e como se apenas esses temas estivessem por trás da repulsa à União Européia que tantos cidadãos dos países-membros sempre manifestaram.

A União Europeia sofre as consequências da ambição em tornar-se “grande potência” mundial, queimando etapas.
A expansão para o Leste, e mesmo para o Mediterrâneo, foi um erro grande demais para a própria estabilidade das economias dos países-chave, que agora têm de agüentar, de um lado, desemprego dos maiores, e, de outro, as políticas assistencialistas de governos perdulários nos menores.

Pena que a visão “burrivariana” de analistas do “Novo Mundo” tampouco consiga perceber o fracasso do Mercosul, na margem ocidental do Atlântico.

 

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