Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Prosaico

Conversava ontem com um escritor e colunista da Folha (reservarei o nome dele), e falamos, dentre outras coisas coisas, sobre essa “obrigação estilosa” de se falar da vida sexual, o “outing”, e o gaypower como estilo de vida.
Essa coisa feia, brega, de paradaguei , como se esse carnaval fora de época tivesse algum significado.

Ele fez um comentário bem legal a respeito:

Não é só que a vida sexual de cada um não interessa aos outros,
mas é que ela deve ser tratada como merece: algo trivial, prosaico.
Se as pessoas defecam todos os dias, e não fazem festa ou debates sobre isso,
por que a vida sexual merece tanta atenção?
É apenas mais algum ato prosaico. 

Um amigo, desses “ativistas gays”, tentou rebater, afirmando que a opinião do escritor era parcial, pois falar da própria vida sexual como o fizeram Proust, James Baldwin ou E. M. Forster, ainda que de forma indireta, pode não ser um ato prosaico.

Ao que um outro imediatamente retrucou com o fato de que esses grandes nomes da literatura tratavam do tema como se nem estivessem falando, ao contrário da escória contemporânea…

Comentei sobre a conversa com uma amiga que disse não entender por que hoje em dia todo mundo se acha na obrigação de se explicar sexualmente (ou de escutar a explicação)? Se você gosta ou não de alguém, em principio nada tem a ver com a sexualidade da pessoa, a menos que você esteja interessado nela sexualmente.
Concluiu: sou das antigas e, como diz meu pai, seu problema pessoal e ” problema sexual seu”, i.e., só da sua conta e de mais ninguém. Respeite-se!

No blog de livros, algumas vezes comentei sobre livros que têm conteúdo erótico, e outros, de escritores contemporâneos, que são meramente pornográficos, em geral escritos por velhos que dependem de viagra ou outros estimulantes do tipo. Acreditam que fazer descrições sobre atos sexuais seja do interesse de leitores adultos (adultos = nem adolescente nem caquético).

Concluo: quem festeja tanto a própria vida sexual, caquético ou mal saído da adolescência, e não consegue ser prosaico, deve sofrer de uma incrível prisão de ventre…
ou do que mais seja.

😉

 

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Comentários em: "Prosaico" (1)

  1. Prisão de ventre ou diarréia crônica… kkkkk…

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