Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Coxinha

Ter falado dos “fascistas”, rótulo da esquerda caviar que não tem espelho em casa, lembrei-me da expressão “coxinha”.

Coxinhas, no início, era o apelido dado a políciais militares que paravam em bares ou padarias, e comiam (comem) coxinhas e tomavam café “por cortesia” da casa.

Passou depois a rotular todos os que são “arrumadinhos”, e que não fazem parte dos “grupos contestadores” “engajados em movimentos sociais’. (quantas aspas)

Bem, mas vou falar da coxinha, aquela verdadeira, autêntica, feita de pedaços desfiados de frango, com massa de batata, farinha de trigo e temperos.
Eis aí um autêntico prato brasileiro, que não é (era) encontrado em outro país (até as levas de emigrantes desgostosos com o próprio país).
Autêntico mesmo, não aquela coisa da feijoada que tem a irmã mais velha languedociana, o cassoulet, nem aquela jabuticaba que existe como yvapurú no Paraguai e como guapurú na Bolívia, nem o açaí encontrado em todos os países do norte da América do Sul.

Pois conforme ouvi uma vez em uma estação de rádio, enquanto dirigia no trânsito parado das cidades brasileiras que não têm mobilidade, a coxinha foi inventada para satisfazer o desejo de netos de Dom Pedro II, que queriam comer frango em horários que não eram das refeições tradicionais. Alguma cozinheira da família imperial inventou a iguaria, que eu também adorava comer, até o dia em que resolveram colocar o abominável queijo catupiry para estragar coxinhas, empadinhas e outras coisas mais.
Hoje em dia não duvido que coloquem também shoyu e molho cudebarbie nesses salgados “globalizados”.
Aliás, não existe nada pior do que essa geração que derrama ketchup em pitsas. Verdadeiros trogloditas!

E dê-lhes obesidade!

 

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