Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

O anão diplomático

De repente, por vergonha no 7 a 1 seguido de um 3 a 0, o Brasil resolveu dar uma de macho e falar alto com Israel.

A nossa política externa é constrangedora:  nesses últimos anos, os episódios relacionados com Paraguai, Venezuela e Bolívia, o agachamento permanente ante a Arghgentinha – e agora chamaram o Embaixador em Israel … como se isso fosse fazer o governo israelense tremer nas bases.  Seria cômico, se não fosse trágico.

Achei, porém, um exagero dizer que o Brasil é um gigante em economia.
Em economia????
Com todo esse pibinho? E com toda essa inflação?
E com todos os índices necessàriamente manipulados para apresentar resultados “favoráveis”?

Gigante cultural?
Um país que até hoje pensa que bosta-nova, o jazz da zonaçul carioca, é a mais inovadora música do mundo.
Um lugar onde a maioria das estações de rádio insistem em só tocar músicas sem criatividade, que variam do pagode, ao axé, passando pelo certonojo universiotário e pelo reggae da turma da fumaça?

Ah, na semana em que os russos abatiam o avião da Malaysian Airways, o new pariah Putin recebia afagos da Dilma Vana Rousseff.
Como disse uma amiga, diplomata brasileira, encontrem algum astrólogo, por favor:  quando vai acabar esse inferno astral da Terra de Santa Cruz?

Vamos acabar com essa diplomacia burravariana que só nos tem causado vhexames internacionais.
O Itamaraty sofre uma lavagem cerebral e é incapaz de perceber quem é o agressor e onde é que existem valores democráticos semelhantes aos que foram idealizados no mundo ocidental.
De repente, só apoiamos ditaduras, na África, na América, no Oriente Médio, na Europa…
Ser o número um em diplomacia não é ter embaixadas em todas as bibocas do planeta, que só foram instaladas para dar empregos a pessoas desocupadas.
Custo alto e retorno zero.

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Comentários em: "O anão diplomático" (7)

  1. Quando Israel afirmou que o Brasil é “irrelevante”, certamente não estava se referindo à nossa dívida externa, que já ultrapassa US$ 2,2 trilhões.

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  2. Você não sabe o alívio que nos dá, a mim e ao Gastão…
    É porque às vezes pensamos que só nós pensamos “assim”. E, de repente, não mais que de repente… pimba!! Vemos você, sem puxação de saco, uma pessoa cultíssima, esclarecida, ultra bem informada, com a MESMA linha de pensamento!!! Eureka!!! Primeiro: não estamos sós. Segundo: nossa companhia é muuuiiito boa…
    Ah… que alívio ver que ainda há vida inteligente no planeta.
    Thanks, dear.

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  3. Um país que tem como grande “estratego” de política externa o Top-Top Garcia, põe a bunda na janela e reclama de ganhar algo nela. É, no mínimo, ridículo!

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  4. O porta-voz de Israel foi mesmo gentil ao dizer que somos um gigante econômico e cultural.
    Pior é ver o sarcasmo dos vermelhinhos dizerem que quem falou foi o sub do sub do sub. Essa petralhada gosta de desqualificar gente decente e glorificar bandidos.
    Fora com todos eles!

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  5. Lembro que certa vez o chefe do grupo disse que não trataria com um sub do sub, e pouco tempo depois esse “estrangeirinho”, chamado Robert Zoellick, tornou-se o “chefe” com quem o governo brasileiro tinha de dialogar a respeito de comércio com os EUA. Boa sorte Yigal Palmor.

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  6. Uai! Mas se o Brasil é irrelevante, por que este estardalhaço todo?

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  7. Estardalhaço que só ocorre em certo país a nordeste a Argentina. Ou você viu destaque dos petardos / perdigotos disparados de Brasília na imprensa mundial? Israel tem a obrigação de responder, mas não fez o “estardalhaço” que a “enpreimça” tupiniquim quer fingir existir. O recado de Israel é simplesmente: Se não vai ajudar, não fique atrapalhando.

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