Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Parlamentaristas no Brasil

O Estadão publicou uma matéria interessante, sobre o partido parlamentarista que Ulisses Guimarães pretendia criar.

Conversei com um amigo, que também havia lido a matéria, e tiramos para nós algumas conclusões:

  • O partido parlamentarista englobaria a maior parte do que hoje é o PSDB
  • Sem Quércia, o PMDB poderia ter se mantido por um pouco mais de tempo distante da sanha governista de estar sempre ao lado de quem quer que fosse o eleito
  • Dentro da “história do se” , e se Tancredo não tivesse morrido, ele, que havia sido primeiro-ministro na década de 1960, daria algum passo em favor do parlamentarismo? ou teria cedido ao blablablá brizolista de que era necessário eleger um presidente do povo? (para ser teleguiado por grupelhos)
  • De qualquer forma, com Tancredo não teríamos a abominável assembléia de amigos do Sarney que redigiu a “constituição cidadã” que nunca foi referendada pela cidadania, mas apenas redigida para deixar bem de vida certas corporações, dentre elas, principalmente, a OAB e a “indústria” de partidos políticos

Parlamentarismo puro, só mesmo os ingleses e seus discípulos conseguem fazer funcionar. Basta ver o que tem ocorrido durante a maior parte do tempo na “península bótica” (aquela república que fica ao redor do Vaticano e de San Marino).
Presidencialismo total, como o norte-americano, é o desejo enrustido de ter sido uma monarquia, sem ter tido políticos capacitados para proclamar um império ou um reinado, como tivemos aqui na Tupiniquinlândia (e as pessoas adoram execrar Pedro I, que soube manter a integridade do Brasil – é chique desprezá-lo e, no lugar, enaltecer figuras de terceiro nível, como Simão Burrívar).  Nada mais monárquico do que a figura do presidente dos Estados Unidos – Hilária Clinton que o diga: Hilária 1,   Hilária 2,   ela é um perigo.
Parlamentarismo misto, como na França e em Portugal, é algo ainda a ser aprimorado, mas parece a melhor das soluções para o caso brasileiro. Presidente com tarefas específicas e primeiro-ministro com funções bem claras.

De resto, meu amigo e eu comentamos, en passant, que o estrago que Brizola fez neste país é muito maior do que pode ser ainda imaginado. Sem ele, com certeza não teria sequer havido 1964.

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Comentários em: "Parlamentaristas no Brasil" (4)

  1. 64 aconteceu e teve quase nada a ver com o Brizola que, aliás, era mesmo péssimo.

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  2. Será mesmo que não? Qual o motivo que haveria para um golpe militar, sem Brizola e Arraes no meio da história? Jango era apenas mais um populista, não muito diferente de Ademar de Barros, ambos filhotes de Getúlio.

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  3. Então, acho que foi o conjunto da “obra” desses caras, além de uma vocação golpista, a circunstância americana naquele pedaço da história. De qualquer forma, com ou sem eles, foi uma tristeza só. Valeu pela resposta

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