Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Nepotismo e “trabalho voluntário”

Há uns dias, li uma matéria sobre com apenas um voto suplente assume vaga – o dela mesma – que foi empossada no cargo, em um municìpiozinho de 1700 habitantes (com prefeitura, secretários, vereadores, carros oficiais, etc. e tal, tudo pago pelo FPM).
A começar que ela tinha se candidatado a pedido do marido, presidente local de um partido de aluguel, para preencher a “cota” de mulheres. Começa daí o absurdo.
Receberá o salário, enquanto o titular também o recebe, durante licença médica. Será que estava mesmo tão doente? Ou era um acordo com o presidente do partido? Isso é tão comum no senado – ficar doente para o suplente financiador da campanha assumir o cargo.

Uns dias depois, li um artigo sobre municípios na “pura e imaculada Suíça”, que dizia que, no país alpino, o governo municipal é composto por cinco membros, dos quais um é o prefeito. Fazia parte do texto as afirmações de

Como é tradição na Suíça, eles exercem seus cargos eletivos no sistema de milícia, ou seja, não são remunerados por isso. Comissões formadas por moradores regulam áreas como a de construção, administração, cultura e lazer ou política. A administração fica a encargo de um administrador profissional, responsável pela coordenação dos funcionários.

Nossa, fiquei arrepiado.
Até parece.
Um amigo que vive atualmente na Suíça (país que sedia a FIFA) já havia anteriormente comentado que é preciso ver comentários elogiosos àquele país com lupa, pois o que se vê não é nada tão voluntário assim, bem o contrário.

Conheci uma estrangeira que vivia em Zurique, há vários anos, que comentou sobre o nepotismo cruzado no país.
Um político arruma um empreguinho público para a filha de um outro político, e esse garante uma vaga para a mulher do primeiro.
Assim se garante a “coesão” entre alemães, franceses e italianos (dizem coesão, mas podem chamar de cumplicidade) .
Suíços têm o dinheiro no coração e a alma no banco.

Que belo exemplo.
Não difere muito do que temos na Tupiniquinlândia. Um deputado de partido de direita do Sul emprega a filha do deputado esquerdista do Nordeste.
Fora isso, uma ou outra “contribuição” de uma empresa para o “trabalho” do político.
Sem contar que sabemos como operam “milícias” em diversos municípios brasileiros.
Assim caminha a humanidade…

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Comentários em: "Nepotismo e “trabalho voluntário”" (2)

  1. Eu arrumo um emprego para sua mãe no tribunal de contas e você coloca meu sobrinho na secretaria…

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  2. Assim se desencaminha uma parte da humanidade

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