Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

fim de semana com chuva

Ontem foi um daqueles trágicos sábados brazylhêmçis. Com chuva, para piorar.
Pensei em ir ao cinema.
Em cartaz:
– retardado e demente número 45
– o chupador de pescoços versão nova
– corrida de automóveis com celulares 19
– vorazes devoradores
– a saga vampiros da rua dos zumbis parte 38,
os brasileiros:
– ator bobal 1
– atriz bobal 2
– ator bobal 3
– e ator bobal 4,
além do “filme cabeça”
– o comunista que não comia criancinhas,
de um conhecido diretor cujo nome ninguém sabe.
Quantas opções… Todos em exibição em alguma cinema a uns 20 km do apartamento.

Fiquei em casa lendo a quarta parte de Guerra e Paz.

Ao longe (não tão longe assim), podia-se ouvir os desocupados que moram no bloco tocando violão e “cantando” na entrequadra, onde síndicos não podem pedir para calarem a boca.
Durou até depois do amanhecer.

Há muito, muito tempo, eu me lembro de ir ao cinema, em qualquer dia da semana, e havia filmes com histórias – enredos com começo, meio e fim. As pessoas faziam silêncio nas cadeiras normais (não eram poltronas feitas para dormir), os ingressos eram baratos, e podia-se ir de ônibus ou de carro, que era parado em qualquer rua das imediações, sem flanelinha ou estacionamento com preços escorchantes.
Ninguém arrotava refrigerantes.
O cheiro abominável de gordura da pipoca de micro-ondas não empesteava a sala. Tudo por algo em torno de Cr$ 5,00.
Por esse programa, hoje em dia, paga-se a módica quantia de R$ 500 ou R$ 600, fora a pitsa de requeijão com molho cudebarbie e abobrinha orgânica no caminho de volta para a quadra.

Uma amiga garante que o cinema morreu no ano 2000. Pode ser. Lembro bem que até a década de 90 eu freqüentava cinemas, onde quer que eu estivesse.
Hoje em dia, idas ao cinema só uma vez por ano, e olhe lá!

Viva a modernidade…

 

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Comentários em: "fim de semana com chuva" (2)

  1. Pelo jeito você nem sabe o que é sentar ao lado de alguém com o whatsapp ativado.

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