Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

o lucro-Brasil – parte 2

Domingo fui almoçar em um lugar que tinham me indicado.
Paguei reles 103 reáu por um armôsso de dois pedaços de carne enrolados no toicinho  (bêico, sem cedilha),
no molho de uísque paraguaio, servidos com risoto (arroz sujo de tomate), em um prato branco quadrado (comme il faut).
Até que não foi aí o mais caro – reles 50 reáu, (dá para comprar um boi, e fazer os tais medalhões
(medalhões são os que freqüentam esses lugares chiquetérrimos).

Vinhos, todos na faixa de cem reáu a trocentos reáu.
Eu compro aqui na loja ao lado por 30 os mesmos.

Tomei um treco qualquer, que não descobri que gosto tinha, em teoria feito com cachaça.

A água caxambü (com biquinhô) até que estava boa, no ponto, e a R$ 4,00 a garrafa de meio-quarto de litro.

O pior mesmo foi a sobremesa – dois pedaços de chocolate multi-raciais  – gelados,
mais doces do que rapadura.
Desde quando a cozinha “contemporânea”  aceita essas coisas arqui-meladas?

O ambiente é bonitinho,
tem uma piriguete de preto para te receber (a famosa hostess, que empesteia todos os restaurantes, para lhes dar status),
e um monte de garçons rodando no lugar feito barata tonta.
Um pior do que o outro.
É para pagar o salário desses aí que o “empreendedor” arranca o dinheiro dos clientes.

Não pedi café, porque a conta provavelmente subiria para $ 180.

Um bando de gente besta se endividando para exibir para os outros, no instagram,
que foi passar o domingo em um lugar “renomado”.

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