Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Democracia na África

Encontrei no The Guardian (aquele jornal inglês sustentado por sindicatos, venerado pela esquerda festiva brasileira) uma matéria sobre demo-cracia na África.

http://www.theguardian.com/global-development-professionals-network/ng-interactive/2015/feb/25/democracy-africa-maps-data-visualisation

Não sequer um comentário sobre países que demo-craticamente estão sempre sob o mesmo partido…
tão demo-cráticos como o demo, coitadinhos…

Em Botsuana, um único partido – o BDP, Partido Democrático de Botsuana – tem estado no poder desde a independência, em 1966, e domina também o Legislativo.
Copio da wikipedia (editada por todos e por ninguém):

Desde sua independência, o país teve governos democráticos e eleições ininterruptas, sem sofrer qualquer golpe de estado.

O primeiro presidente, sir Seretse Khama, governou até a morte, em 1980, e foi substituído por seu vice Quett Ketumile Masire, que, após quatro mandatos sucessivos, foi substituído em 1988 por seu vice, Festus Mogae. Depois de 10 anos, Mogae deixou o poder para seu vice, Ian Khama – filho de Seretse!

Na “pluripartidária” Namíbia, o SWAPO, que faz parte da Internacional Socialista, mas na prática é tão partido único como o mencionado na “pluripartidária Botsuana”,  permanece no poder desde a independência, em 1990.

Na conhecida África do Sul (parceira do Brasil nos míticos BRICS e IBSA), o conhecido ANC (Congresso Nacional Africano), partido também filiado à Internacional Socialista, está no poder desde 1994, quando houve o fim do apartheid que era conduzido pelo Partido Nacional que governou o país desde 1948.

Esses três países, contudo, são retratados nos mapas como “mais democráticos” do que o Quênia, onde eleições têm provocado alternância possível dos partidos. O terceiro presidente do país, Mwai Kibai, era de um partido de direita, ao contrário dos anteriores e do atual.
Porém talvez a análise não deve gostar do fato de que o atual presidente Uhuru Kenyatta (desde 2013), filho do primeiro presidente, o notório pró-soviético Jomo Kenyatta (1963-1978), conviva com um vice de outro partido, de direita!

Bem, trata-se do The Guardian

Quanto a outros países da África Ocidental, já lemos bastante sobre eles, por conta do carnaval, e das matérias a respeito da corrupção das empreiteiras brasileiras. Não vou comentar sobre eles para não estender este post.

Comentários em: "Democracia na África" (1)

  1. Democracia das boas há em Angola, melhor ainda na Rodésia. No Zaire também, super democrático.
    A democracia na África é uma piada de mau gosto.
    Do mesmo modo que os americanos influenciaram todos os países da América os Soviéticos influenciaram todos os países da África, e, diga-se de passagem, em um projeto muito bem sucedido, pois os escolhidos permanecem, trocando apenas o nome, e muito mais aliados aos comunismo, vide as bandeiras nacionais.

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