Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

a avenida mais feia do Brasil

Estou em São Paulo, a cidade que tem a avenida mais feia do Brasil, aquela onde o trânsito dia sim e outro também é interrompido pelos “manifestantes”.

coisa está simplesmente nojenta. Boa parte dela, perto da Praça Osvaldo Cruz, simplesmente não tem calçadas. As pessoas caminham sobre uma base de pedregulhos. É o cartão postal da cidade.

O meio da rua, como vocês sabem, está em-obrás (a estatal empresa estatal que desvia dinheiro com construções inúteis). O pior prefeito que já houve na cidade está construindo uma ciclovia, no lugar onde havia o canteiro central. Isso apesar de não ter havido qualquer estudo prévio, e apesar de engenheiros de trânsito dizerem que naquele espaço deveria ser utilizado por uma pista exclusiva para ônibus, sem as interferência de estacionamentos e de esquinas com conversões à direita, que retardam o fluxo dos ônibus.

Aos domingos, como em tantas outras cidades, parte da rua é interditada para o passeio dos burguesinhos descolados e “intelectualizados”, que circulam com suas bicicletas (eles chamam de outro nome, não sei como é, pois não entendo nheengatu).
Uma orientadora fica nos lugares onde há faixas para travessias de pedestres (que são obrigados a se aventurar de um lado esburaco para outro, no meio de tapumes). Ela estira uma bandeira vermelha, com a palavra PARE para informar os bicicretinos que eles têm de aprender a respeitar a sinalização de trânsito, e é que para parar quando os semáforos ficam com luz vermelha. Acho que os bicicretinos  são todos daltônicos, e não sabem a diferença entre vermelho e verde, ou o que significam essas cores, mundialmente, no trânsito.
Bem, mas bicicretinos não sabem tampouco ler. Pelo menos é o que me pareceu. Um deles não respeitou a área interditada pela monitora, e quase passou por cima de mim, propositalmente, enquanto eu atravessava, para ir à feirinha sob o MASP.
Xinguei o cara, e o sujeitinho ainda por cima se ofendeu eu, embora eu já estivesse do outro lado, ele ficou andando sobre a calçada , no sentido da contra-mão do trânsito, para me provocar.
Durou muito tempo, pois eu estava na feirinha, e o sujeito fica lá parado, no meio-fio, para me provocar todas as vezes que eu me aproximava da rua.

Bem, o que sei é que várias pessoas que estavam lá, donos de bancas ou passeadores, como eu,  viram o tipo de agressão do bicicretino, também o xingaram (inclusive com o palavrão que define os partidários do des-governo atual). Seguranças particulares da feira surgiram e puseram para o devido lugar, ou seja devolveram para a ciclofaixa do outro lado da rua, o bicicretino que se considera dono da cidade, e só conhece “deretchus”, mas não tem a menor noção do que sejam deveres.

Triste realidade da inversão de valores, e também a absoluta falta de educação e de respeito por quem tanto fala de “educação e de convívio”. Bicicretinos que se consideram acima das outras pessoas, enfrentando ônibus (morrem atropelados e fazem escândalo), e sobretudo que têm incontável desprezo por bípedes que andam a pé, e não montados em máquinas metálicas.
Quem anda em bando é bandido, gângster. Bem típico desse “pessoal descolado e intelectualizado”. Não à toa tem aumentado o número de assaltos feitos por esses quadrilheiros, e, embora as prefeituras e a enpreimça engajada omitam, começam a ser registrados em todas as cidades casos de pedestres atropelados por esses bicicretinos.

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