Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Cidades históricas

Cheguei a uma conclusão importante nesta viagem por automóvel (3.800 km) que concluí na última sexta-feira:
estou saturado de visitar cidades históricas.

Paravocês, que antes era um lugar paradisíaco, que eu sempre visitava, tornou-se um esgoto humano a céu fechado depois que inventaram a tal feira internacional de autores esquerdopatas. Os traficantes, via Partido dos Trambiqueiros, tomaram conta da cidade, e na última vez em que passei por lá, não tive coragem sequer de ir ao hotel. Dei meia volta e fui embora. Antes a cidadezinha se chamava paramim, agora pode ser paravocês, se quiserem.

Barbacena tem algumas igrejas antigas espalhadas no centro, mas pràticamente nenhum casario antigo.

São José del Rei, também conhecida como Odontólogo, antes era a cidade das minas restritas que eu preferia. Fui lá esta semana, depois de ter acontecido a feira gastronômica, e fiquei entediado. A entrada da cidade foi tomada por falsidades históricas (como o homenageado). O centro perdeu a cara de vila, com aquela “rodoviária”.

São João del Rei nunca foi das que tivessem grande interesse. Acho que o túmulo do avô do Aécio é a principal obra de arte.

Congonhas do Campo (homônima do paulistano campo de pouso de cãogonhas) nunca foi de minhas predileções. As estátuas do Aleijadinho têm todas a mesma aparência. O Niemeyer do século XVIII.

Sabará era minha favorita, mas hoje em dia é apenas um suburbão pobre e feio de Nossa Senhora da Boa Viagem da Serra do Curral, também conhecida como BH (bósnia herzegovina, não beverly hills).

Sempre gostei mais de Mariana do que da vizinha Vila Rica. Esta última tem aquele cheiro de vômito de universitário bêbado impregnado nas pedras das ruas. Mariana está ligeiramente melhor.

Rei Luís do Maranhão é assustadoramente fedorenta, com cheiro de mofo misturado com cigarro artesanal jamaicano. Deve ser por conta da dinastia dos sarnentos que depois ocuparam o lugar.

Hórrórósa Situação Para Se Construir Uma Vila, vizinha de Ressífilis, a Venérea Brasileira, foi uma abominação que visitei uma vez, para nunca mais voltar.

Dessas cidades do Leste (Norte e Çul), faltava conhecer Diamentira, que é uma Rei Luís elevada à Olindésima potência. A impressão que dá é que aquelas pedras na rua foram colocadas por algum prefeito interessado em lucrar como turismo. Não duvido que Kudicheques, que lá nasceu e depois espalhou pelo país a corrupção das grandes empreiteiras, tenha lá experimentado a inauguração de obras para enganar bobos (povo).
Achei simplesmente deplorável, a mistura de paisagens antigas com o resto da cidade, do tipo a foto de Manhuaçu com cara de traseiro mal lavado, aqui no post.

Manhuaçu-MG_20150828

Ainda prefiro a Pirenópolis dos Candangos e a Vila Boa de Goiás. Elas têm mais jeito de cidades históricas, e têm restaurantes que vão além da pizza e do peixe de supermercado.
Viva o Centro-Oeste. O Leste não está com nada.

Só farei de agora em diante viagens que incluam passeios a lugares históricos no Languedoc.
O resto para mim será resto.
Sobretudo aquela tal de Cuscuz com sua Macho Picho.
Por isso, desisti de conhecer Cartagena de Índias, que além do que fica na Colômbia, e não na Índia.

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