Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Academias ao ar livre e médicos

Há uns 3 meses, pensei em me inscrever em uma academia de ginástica para não ser o único bípede desplumado que não participa dessa exigência moderna.

Encontrei aqui por perto uma, onde os alunos têm aulas particulares com professores. Nada daquela horda de gente gritando e competindo para ver quem sua mais, ao som gritarias estimuladas pela “professora” e por um pancadão ensurdecedor.

Fui muito bem atendido.
Pediram que eu levasse um atestado médico…. e o médico indicado pela academia recusou-me o atestado, pois minha saúde não é para ser desperdiçada com essa montoeira de exercícios físicos. Que eu continue apenas com o Pilates.

Acho super curioso tudo isso.

Para se ir a uma academia, exigem o atestado de um médico, para se isentarem de possíveis problemas que algum aluno venha a ter no recinto (o que é muito comum, basta ver a sucessão de notícias em sites de jornais que olham um pouco além do próprio umbigo do jornalista sentado em sua mesinha).

Agora, não entendo por que os grandes gênios da política (prefeitos de modo geral), enchem as cidades com essas academias ao ar livre, onde qualquer um vai, mexe naqueles aparelhos sem qualquer supervisão (faz exercícios que podem causar danos à coluna ou musculatura), e sem qualquer exigência de atestado de saúde.

Será que os prefeitos recebem alguma “verba especial” dos fabricantes dessas máquinas? Não duvido.

Por outro lado, acho curioso também que os médicos se preocupam tanto com a saúde dos habitantes, que conseguem, em muitas e muitas cidades, proibir (via câmara de vereadores, a instituição mais abominável que existe nesta rês-púbica plutocrática), que farmácias meçam a pressão das pessoas.
Dizem que isso é para “profissionais qualificados”.

Bem, já fiquei internado em um hospital, e a asquerosa doutora não chegava perto de mim. Do alto de sua sapiência, mandava (com o pior humor que lhe era concedido pelos demônios), que alguma “reles” técnica de enfermagem medisse minha pressão arterial, a temperatura, e todos aqueles procedimentos com que preenchem toneladas de formulários.

E por fim, nas farmácias não é permitido medir a pressão de quem, por alguma razão, sente o mal estar da pressão alta ou baixa,  mas em qualquer site de comércio ou em qualquer biboca, é possível comprar os aparelhos e fazer em casa mesmo o controle, não só da pressão, mas também de diabetes, colesterol, e outros tantos exames de rotina.

A máfia dos homens de branco podia ao menos ter coerência.

Vereadores e prefeitos podiam imiscuir-se menos na vida dos habitantes das cidades.

 

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