Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

enfim, então…

Quando eu tive aulas de alemão no Goethe, os professores pediam para os próprios alunos indicaram aos colegas as muletas de linguagem, do tipo, ahnnn, enfim, então, hummm, que faziam quando /enquanto formulavam as frases.

Comentei isso com umas pessoas e houve quem ficasse escandalizado, “com tanta repressão” e vigilância. Que coisa nazista! Viva a hipocrisia da liberdade educacional. Falar herado é sertu.

Gostaria muito que essa regra fosse válida em todas as profissões brasileiras.

Estou um tanto quanto exausto, farto, de tanto ouvir as pessoas iniciarem as frases com … então… então…  e aquelas outras que começam com … enfim.
Curioso que reparo que essa praga do uso de muletas é ainda mais divulgado entre os “inteligentes” que percorreram diversos degraus de cursos superiores.
Aprenderam a decoreba, mas não aprenderam a se exprimir.
Então, enfim,  segure a língua se não sabe o que vai dizer.
Os ouvidos alheios agradecem.

 

Comentários em: "enfim, então…" (1)

  1. Ontem ouvi um argumento interessante: a democracia proibiu as pessoas de expressarem livremente seus preconceitos; a repressão foi tanta que a tampa (Trump) da panela explodiu!

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