Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Arquivo para janeiro, 2018

Queria ser dono de jornal

Queria ser dono de jornal.
Um jornal diferente.
Um jornal que não colocasse na primeira página manchetes como:

  • jogador de futebol tingiu o cabelo
  • a vida çequissuau duzartista da casa mais vigiada do país
  • famosa cantora desconhecida passa férias em ilha paradisíaca do outro lado do mundo
  • torcedores fanáticos customizam automóveis
  • saiba onde comer bolinho de bacalhau
  • morre atriz pornô
  • aberto concurso para concurseiros fracassados
  • remédios florais para pets
  • casal cria fábrica de geléias
  • vocalista diz que já perdeu as contas de quantas vezes se apresentou em festival
  • Kardashian en ropa interior para Calvin Klein
  • Woman coughs so hard she breaks rib
  • 130 000 dollars pour voir l’épave du Titanic
  • Amore tra principessa indù e sultano islamico scatena ira delle donne
  • Luxurious mansions you can stay in
  • The season’s sweetest hot chocolates
  • Mit dieser App siechern Sie sich vor dem Sex rechtlich ab

Não inventei nenhum. Todas essas manchetes estão hoje nos sites de jornais de quase todo o mundo.
Apenas dei a elas uma redação mais elaborada, em alguns casos.

Será que isso tem alguma relação com a infantilização e com a imbecilização geral da sociedade?
Esses assuntos merecem de fato o destaque que lhes é dado pela enpreimça?
Duvido que as pessoas que conheço também não preferissem outro tipo de notícias com que se ocupar.

 

 

 

 

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Honorários sem honra

Se este país tivesse o mínimo de responsabilidade, as autoridades fazendárias analisariam a origem dos “honorários” pagos aos advogados criminalistas.

A conseqüência seria não apenas o confisco do dinheiro sujo, mas também o indiciamento do oabista como cúmplice do bandidão.
Maluf, Cabral, Marcola, Beira Mar, …

Afinal de contas, lavagem de dinheiro é crime, mas muitas vezes a lei protege.

Vices

Sucessão e incapacidade

No caso de falecimento ou renúncia do Presidente, o governo é assumido interinamente pelo Presidente do Senado.[3] Até o presente momento, Alain Poher foi o único a assumir o governo temporariamente, o que fez em duas ocasiões distintas. A primeira ocasião foi em 1969 após a renúncia de Charles de Gaulle; e a segunda em 1974 em decorrência da morte de Georges Pompidou. É importante frisar que nesta situação o Presidente do Senado torna-se Presidente interino da República, sendo necessária a convocação de novas eleições presidenciais. Apesar da informalidade do cargo, Alain Poher é listado oficialmente como Presidente da França.

O primeiro turno de uma nova eleição presidencial deve ser organizado em não menos do que 20 dias e não mais do que 35 dias a contar da morte ou renúncia do Presidente antecessor. Na prática, por conta do espaço de 15 dias entre o primeiro e o segundo turno, o Presidente do Senado só pode atuar interinamente por um período de 50 dias, no máximo. Alguns poderes do Presidente da República são suspensos durante o governo interino, como a convocação de referendo e a dissolução da Assembleia Nacional. No caso de ausência do Presidente do Senado, os poderes do Presidente da República são exercidos por um governo provisório composto pelo Gabinete. Entretanto, os senadores podem eleger um novo Presidente entre si para assumir provisoriamente o governo.

Durante o mandato presidencial, o Primeiro-ministro pode representar o Presidente em eventos oficiais ou reuniões de cúpula.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_Fran%C3%A7a

É isso o que deveríamos fazer.
Acabar com essa coisa repugnante do vice, copiada dos Estados Unidos, que criou um presidente imperial, com vice para fazer o papel de príncipe de Gales.

E acabar com todos os vices, em estados e em municípios.

E nada de fazer eleição e levar mais de um mês para tomar posse.
Para dar tempo para o que vai sair roubar mais?

 

 

A ditadura em que vivemos

Vivemos desde 1988 uma ditadura dos bacharéis em direito.
Juízes, promotores, procuradores e advogados, do alto de suas palavras, dão ordens em tudo e a todos.

Para os concursados é legal (embora imoral) a concessão de auxílio-moradia, auxílio-livros, auxílio-creche, auxíli-(e)terno, auxílio-gravata, auxílio-oscambau, …

Não tenho qualquer simpatia pelo movimento dos sei lá o que sem teto, mas concordo com a posição de que

Há R$ 400 mi para auxílio-moradia a juízes com teto, mas alega-se falta de dinheiro para o Minha Casa, Minha Vida atender aos sem-teto.
Guilherme Boulos, , coordenador do MTST, sobre órgãos ligados ao Judiciário liderarem a previsão de gastos com auxílio-moradia em 2018.

Por sua vez, os caríssimos advogados que impediram a prisão de Maluf por quase 30 anos, dizem que o mau velhinho não pode ser preso.
(De sua parte, na atrasada Alemanha decidiram que, apesar de seus 96 anos, o contador de Auschwitz pode passar alguns de seus últimos anos na cadeia.)

Dentre os muitos comentários sobre os (caros) advogados de Maluf, selecionei dois comentários:

  • advogado kakay, deveriam por você num hospício advogando com o dinheiro do povo
  • deveria haver uma lei que obrigasse o advogado a provar a licitude do dinheiro recebido do cliente, afinal de contas é advogado ou parceiro?

Cabe ser ressaltado que isso não vale apenas para os advogados de nóçus kiridus políticos, que ùltimamente passaram a ser convidados a conhecer algumas celas de cadeias (embora sempre por pouco tempo, pois logo recebem o direito de voltar para suas mansões).
O que vale para esses “homens do poder, da lei e da ordem” também valeria também para os muito bem remunerados advogados de fernandinho beira-mal, de marcola, e tantos outros ídolos do funk menos famosos.

Serviria para iniciar a ruptura dessa ditadura dos que tanto bradam o “estado democrático de direito”, que raramente serve para a população direita, mas apenas para quem está com muito dinheiro nas contas.

 

 

 

Heróis

Há alguns dias, em um site de notícias, encontrei uma matéria sobre política (não tenho a menor idéia da irrelevância dela, por isso não posso agora localizá-la), em que um leitor-comentarista escreveu que aquilo era algo para os heróis – e mencionou Joaquim Barbosa, Tiradentes e mais uns dois ou três (daqueles que podem ser nivelados a “famosos”).

Um outro leitor-comentarista respondeu que a lista era muito fraca para relacionar verdadeiros heróis.

Começou aquele bate-boca internautiqueiro, com outras pessoas participando, com os correspondentes dislikes para o contestador.

– Diga quem são então seus heróis.

– José Bonifácio, André Rebouças, Osvaldo Cruz e Machado de Assis.

Bem, a discussão se encerrou e o replicador teve vários likes.

Uzerói que a enpreimça gosta de divulgar estão de fato muito longe de quem trabalhou em prol do país.

Muito menos naziskola são ensinados os verdadeiros fatos relevantes, apenas acessórios do oba-oba.

 

Viaduto Marisa Letícia

Um prefeito interino (já que o titular e o vice estão sempre fora do posto) assinou alguma coisa que deu nome de Marisa Letícia a um viaduto na Avenida do M’Boi Mirim (que os gehornallyztas ainda não aprenderam que se pronuncia MBOI, imboi, quase como Embu, e não é emeboi), e o prefeito titular disse que não haveria cerimônia de inauguração, porque ele era contra a homenagem.

Babaquices politiqueiras à parte, e incompetência de ambos os dezoito lados, por que vehadores só se preocupam com óménaji a parentes de amigos?
O salário e as vantagens adicionais que recebem é só para isso?

Alguma vez já comentei em algum lugar do multiverso:
Não dá para esperar uns vinte aninhos para ver se a homenagem se justifica?
Vinte aninhos é um prazo razoável para se acabar com a emoção eleitoreira e politiqueira.

Regra que deveria valer para todo tipo de denominação – ruas, pontes, estradas, aeroportos, edifícios públicos, estádios municipais, parques, até mesmo bairros inteiros…

Por que os nobres vehadores não se mobilizam para devolver à Estrada do Bororé o nome antigo (como Avenida), e retirar a execrável  homenagem à mãe de um governador que atualmente está cumprindo pena em cadeia nos Estados Unidos, depois de umas pequenas irregularidades no futebol internacional.

Pior que já fizeram até mesmo homenagem a pessoas vivas (vivaldinas).
Em São Paulo, lembro do ilustre desconhecido presidente da Itália Giovanni Groncchi, e do Estádio do Pacaembu. Em outras cidades, porém, sobretudo no Rio de Janeiro, isso é regra desde que Villegaignon se retirou da cidade, com Presidente Vargas, Rainha Elizabeth (da Bélgica), e muito mais. E Brasília segue com todo o vigor nessa atitude (estádios, bairro, … ) . Nada porém supera o Maranhão, sabemos.

Ah, mas aí o nobre vehador ou o dê-putado não poderá usar de seus quinze minutos de brilho…

Tenho certeza de que aguardando o defunto esfriar e virar ossos, a homenagem será muito mais respeitada.

 

Feriados, férias, viagens

Conversei esta semana com uma amiga e o sócio dela sobre os feriadões, as férias, e “a necessidade das viagens”, exigência da indústria do turismo aos consumidores.

O sobrinho de minha amiga foi com a família, mais uma vez, passar o ano novo no Rio de Janeiro.
Talvez a areia de Copacabana seja outra, talvez os fogos sejam outros, talvez o calor seja diferente…

Meu irmão tem passado o aniversário, nos últimos sei-lá-quantos-anos, em Ubatuba.
Eu já perdi a conta dos aniversários que não comemoro…

Um casal de amigos aqui não perde janeiro sem ir à praia do Pipa, no Rio Grande do Norte – nem mesmo este ano, com o Exército no lugar da Polícia.

Outros declaram em VOZ BEM ALTA que vão de novo a Paris  (será que não é ao Pari, ao lado do Brás e do Bom Retiro?).

Por sua vez, essas pessoas nunca estiveram no Pantanal, ou na Chapada dos Guimarães, que são parte da riqueza natural do Brasil, ou sequer conhecem a capital do próprio país.
Sentem arrepios ao ouvir a palavra África.

Sei lá, para mim há lugares que visitei uma vez e que já satisfizeram minha curiosidade nessa única vez.
Tipo São Luís do Maranhão e Holanda.
Certas datas também não me atraem nem um pouquinho, como a noite em que se comemora a chegada de novos boletos de impostos…

Outros visitei umas três vezes, e dei por concluída a missão de ver a localidade e seus arredores – Salvador, Tiradentes, Alemanha.

Desde criança, nunca gostei de sofrer nas intermináveis filas de estradas, nem nas salas de espera de aeroportos super-lotados.
Aproveito muito mais uma viagem se ela for realizada com menos tumulto.
Sei que nem todas as pessoas têm essa disponibilidade de tempo, mas voltar para casa estressado por conta de um feriado é pior do que ficar em casa e aproveitar um bom livro e uma boa música.

Quando me dizem que já viajei muito, discordo. Não foram cinqüenta países. Não coleciono carimbos em passaportes. E não fui a todos os Estados brasileiros.
O que vi, porém, tem sido suficiente.
Poucos lugares que não visitei ainda me dão curiosidade. A Rússia, por exemplo, mereceria uma viagem, mas certamente não é para apenas visitar museus.
Sei que jamais teria interesse em visitar Vietname, Maldivas, ou México. Simplesmente não me interessa o que está na moda.
Tenho mais curiosidade em conhecer a Armênia e Geórgia, ou a Ilha da Madeira.
Certamente não pretendo voltar a Paris, nem à Bolívia.
Não tenho coragem para encarar novamente o Japão e a Coréia.
Orgulho-me de nunca ter ido a qualquer parque disney no mundo.

No entanto, ainda há dezenas de dúzias de livros que pretendo ler, enquanto ainda posso compreender o que neles está escrito.
Há também muitos compositores e intérpretes que ainda não conheço…

 

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