Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Eu (me)

Em primeiro lugar, para que você quer saber quem sou eu, se eu não sei quem é você? Apenas para saciar o espírito de bisbilhotice das tais “comunidades sociais”? Então vai se decepcionar…

Quer saber quem é o velho ranzinza que escreve as barbaridade assinadas por Boppë.  Faz alguma diferença? Sou careca, tenho 1,75m de altura, peso 75 kg, meus olhos são verdes. A côr de minha pele é beige. Pertenço à raça humana, em processo de extinção.

Sou mis-antropo por excelência. Acho que todas as praias deveriam ser limpas da areia e dos freqüentadores, e a água do mar que as banha já deveria chegar des-salinizada.

Ouço música clássica e folclore escandinavo. Gosto de Mendelssohn, Mozart, Liszt e de música barroca. Não ouço MPB, mas escuto throating songs de Tanu Tuva, música cantada em hebraico, em turco, ou qualquer outra língua que eu não entenda, justamente porque me interessa a sonoridade, e não as palavras.

Não acredito nem um pouco em latino-americanidade – bem ao contrário disso. Só conseguiremos unir o continente se, um dia, entendermos que somos todos diferentes, como na Europa.

Acho 90% dos jornalistas um chatos, que não admitem que são empregados a obedecer o que os chefes dão como pauta, in-capazes também de perceber a triste realidade dessa sub-serviência ao patrocinador.

Adoro o trema (umlaut – diérese), tanto que o incorporei a meu nome, tal como fez o pai das irmãs Brontë.

Abomino o acôrdo orto-gráfico de 2009, cujo único objetivo foi aumentar o lucro das editoras brasileiras.  Ingleses, estado-unidenses norte-americanos, canadenses (também norte-americanos), australianos, neo-zelandeses (e outros) até hoje não se preocuparam em definir se o “único” certo é centre ou center, se é “áidher” ou “ídher“. Isso ajuda a vender mais e a ter a tal competitividade que, no Brasil, tentam conseguir sempre com a mãozinha de uma despesa a mais para o Tesouro pagar (como os livros didáticos que tiveram de ser refeitos). Aprecio muito a orto-grafia de 1943, com os acentos diferenciais e sub-tônicos.

Acho que a esperança já morreu há muito tempo.

Meu novo lema é: seja cético para não se tornar séptico.

Apenas escrevo porque tenho vontade, não por qualquer tipo de obrigação.

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