Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Arquivo para a categoria ‘generalidades’

Pablo Neruda

Muitos conhecem a biografia do poeta Pablo Neruda.

Hoje tive a surpresa de encontrar em um jornal espanhol um artigo sobre o literato.

Como tenho quase certeza de que a imprensa brasileira (correspondente de El País) não fará tradução do artigo,
difundi-o entre meus amigos, e agora o faço entre os leitores do blog,
para que se conheça algo mais de sua personalidade.

Leia:

http://www.elmundo.es/cronica/2018/02/20/5a887f04468aeb31798b4592.html

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Ah, os turistas

Já comentei anteriormente sobre turistas e as cidades.
A tag/etiqueta pode demonstrar mais vezes. Algumas dezenas de vezes.

Parece que as principais cidade se dão conta de que essa espécie predadora não traz tanto dinheiro para a economia como faz mal à saúde dos habitantes.

https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/aos-poucos-europa-esta-se-cansando-do-turismo.ghtml

E no caso do Brasil, para aguardar a expectativa do carnaval, esperamos terminar o carnaval para que o governo percebesse que há algo de podre no reino do Rio de Janeiro.

https://g1.globo.com/politica/noticia/governo-decide-decretar-intervencao-na-seguranca-publica-do-rio.ghtml

Não ficava bem assustar os turistas.
O problema não é o turismo, mas as pessoas que são obrigadas a ficar trancadas em casa.

Senhas

Tenho um bloco de anotações, que já está quase completo, onde escrevo, usando o alfabeto amárico, as senhas de que necessito.

Cada site ou aplicativo pede um formato de senhas diferentes.
Só com algarismos.
Quatro algarismos, seis algarismos, pode repetir uma vez, não pode repetir nem uma.
Com letras e algarismos.
Letras maiúsculas e letras minúsculas se diferenciam.
Letras maiúsculas e minúsculas não se diferenciam.
Com sinais especiais. Sem sinais especiais.

Todos nós acabamos tendo aquela mundaréu de senhas.

Senha para a conta no banco em Itaquaquecetuba.
Senha para a conta no banco em Ananindeua.
Senha para o internet banking em Itaquá.
Senha para o internet banking em Anani.

Senha para o Imposto de Renda.
Senha para o contracheque.
Senha para o plano de saúde.

Senha para wifi em casa.
Senha para internet no trabalho.
Senha para o correio eletrônico pessoal.
Senha para o correio eletrônico profissional.

Senha para

  • facebook
  • instagram
  • tinder
  • pinterest
  • spotify
  • whatsapp
  • site de notícia
  • youtube
  • twitter
  • e até aquela senha que era usada no orkut.

Senha para doze diferente sites de busca de hotéis.
Senha para vinte e cinco empresas aéreas.

Senha para

  • Uber
  • 99Taxis
  • Cabify

Senha para ligar o computador.
Senha para acessar o celular, antes de marcar a digital.

Senha para desbloquear o elevador.
Senha para usar o carrinho de supermercado do prédio.

Senha para falar com a empresa de

  • luz
  • de água
  • de gás
  • de telefone fixo
  • de telefone celular atual
  • de telefone celular antiga
  • do condomínio

Senha para a conta do Maluf em Jersey.
Senha para a conta da Adriana na Suíça.
Senha para aquela conta que vovó abriu em Cayman, e você nem sabia.

Senha para o motoboy do sanduíche.
Senha para o riquixá da comida chinesa.
Senha para o bicicleteiro da padaria.
Senha para a Lamborghini do disk-drogas.

Senha para controlar os exercícios na academia.
Senha para os pagamentos da academia.

Senha para a lista de presentes para o casamento da filha da vizinha da prima do cunhado da irmã da antiga professora de sânscrito.
Senha para ir à imperdível festa de aniversário da Fifi, a yorkshire da síndica.

Senha para regular o botox no rosto.
Senha para ajeitar o silicone nos glúteos.

Por mais que você tente, sempre precisa criar uma senha nova, diferente.

Não adianta deixar tudo memorizado,
pois um dia o computador vai para o conserto,
ou o celular precisa ser trocado porque um vírus nele mofo deu.

Olho o bloco de anotações.
Encontro até a senha para entrar no paraíso.
Só não encontro a senha para sair deste inferno de senhas.

 

 

Circula no whatsapp (3): rede globo

Sobre a campanha (?) da rede globo
Que Brasil você quer para o futuro?
Sabia como enviar o seu vídeo.

Enviaram-me a resposta:

O Brasil que eu quero é sem rede Bobo.
Um Brasil sem fátima bernardes, sem luciano huck e angélica, sem pabllo vittar, sem leilane neubarth e a bobonews, sem bbb, sem galvão bueno, etc.

Não tenho televisão.
Nem posso desligar o aparelho.
Infelizmente muitas pessoas sequer sabem trocar de canal.

 

Circula no whatsapp (2): assédio

Recebi fotos de uma moçoilas preparadas para o carnaval.
Prefiro não compartilhar os rostos dessas figuras,
(podem acusar de invasão de privacidade)
mas menciono os cartazes que ela portavam nas fotos:

Não sou pavê

Uber Pool
pego você e seus amigos

Não uso fantasia,
apenas realizo!

Lavo e Passo
Cuzinho não

Me atiro no pau do gato

Estrago a pessoa amada em 3 dias

A única diferença entre eu e o mosquito
é que ele para de chupar quando leva tapa.

Não lavo nem passo,
só cuzinho.

Mostrei as imagens para meu círculo de amigos (e amigas) e as respostas foram:

  • Depois reclamam dos homens,
  • Nem se vendem. Dão simplesmente porque precisam mostrar na internet pras ‘migas.
  • Aí depois querem pagar de moralistas contra o assédio.
  • Depois aparecem na tv pedindo respeito.
  • Tem horas em que acho que quem era para ir pro céu já foi, e nós ficamos no inferno

 

P.S. Explicaram-me, depois, que são fotos do carnaval de Ouro Preto, famosa cidade universiotária de minas.
Ainda bem que eduação é uma prioridade do país e dos paiseiros.

Circula no Whatsapp (1) – Pabllo Vitar

O problema de Pabllo Vitar não é a sexualidade, é o talento mesmo.
Porque para ser ruim ele teria que melhor muito ainda.
Chamar de homofobia a não aceitação dele pela maioria das pessoas
é esquecer-se de artistas como Cazuza, Cássia Eller, Ney Matogrosso,
Renato Russo e Freddie Mercury, que mesmo sendo discriminados pelo fato de serem gays,
sempre foram reverenciados pela maioria, porque o talento era indiscutível.
Mas oferecer música boa para essa geração é igual a dar caviar para urubus:
eles sempre preferirão a carniça.

Contas não fecham

Montesquieu se equivocou quando falou de igualdade e harmonia entre os poderes.

 

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