Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Arquivo para a categoria ‘internacional’

Pablo Neruda

Muitos conhecem a biografia do poeta Pablo Neruda.

Hoje tive a surpresa de encontrar em um jornal espanhol um artigo sobre o literato.

Como tenho quase certeza de que a imprensa brasileira (correspondente de El País) não fará tradução do artigo,
difundi-o entre meus amigos, e agora o faço entre os leitores do blog,
para que se conheça algo mais de sua personalidade.

Leia:

http://www.elmundo.es/cronica/2018/02/20/5a887f04468aeb31798b4592.html

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Ah, os turistas

Já comentei anteriormente sobre turistas e as cidades.
A tag/etiqueta pode demonstrar mais vezes. Algumas dezenas de vezes.

Parece que as principais cidade se dão conta de que essa espécie predadora não traz tanto dinheiro para a economia como faz mal à saúde dos habitantes.

https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/aos-poucos-europa-esta-se-cansando-do-turismo.ghtml

E no caso do Brasil, para aguardar a expectativa do carnaval, esperamos terminar o carnaval para que o governo percebesse que há algo de podre no reino do Rio de Janeiro.

https://g1.globo.com/politica/noticia/governo-decide-decretar-intervencao-na-seguranca-publica-do-rio.ghtml

Não ficava bem assustar os turistas.
O problema não é o turismo, mas as pessoas que são obrigadas a ficar trancadas em casa.

notícias inúteis

Há umas semanas escrevi que queria ser dono de jornal.

Hoje me deparo com notícia que, como disseram os leitores, vai mudar o rumo do planeta.
Trump, com seus 71 anos, apresenta sinais de calvície.
Há menos de um mês, William de Gales também foi objeto dessa enpreimça fofoqueira, com a mesma preocupação.

Será que não há nada com que os gehornallyztas possam se ocupar em suas redações?
Podiam passar o tempo estudando Língua Portuguesa, História e Geografia, para não fazerem os leitores mergulhados nos erros que abundam nos noticiários.
Ou, quem sabe, jogar paciência nos computadores.
Seriam menos prejudiciais para a sociedade.

Queria ser dono de jornal

Queria ser dono de jornal.
Um jornal diferente.
Um jornal que não colocasse na primeira página manchetes como:

  • jogador de futebol tingiu o cabelo
  • a vida çequissuau duzartista da casa mais vigiada do país
  • famosa cantora desconhecida passa férias em ilha paradisíaca do outro lado do mundo
  • torcedores fanáticos customizam automóveis
  • saiba onde comer bolinho de bacalhau
  • morre atriz pornô
  • aberto concurso para concurseiros fracassados
  • remédios florais para pets
  • casal cria fábrica de geléias
  • vocalista diz que já perdeu as contas de quantas vezes se apresentou em festival
  • Kardashian en ropa interior para Calvin Klein
  • Woman coughs so hard she breaks rib
  • 130 000 dollars pour voir l’épave du Titanic
  • Amore tra principessa indù e sultano islamico scatena ira delle donne
  • Luxurious mansions you can stay in
  • The season’s sweetest hot chocolates
  • Mit dieser App siechern Sie sich vor dem Sex rechtlich ab

Não inventei nenhum. Todas essas manchetes estão hoje nos sites de jornais de quase todo o mundo.
Apenas dei a elas uma redação mais elaborada, em alguns casos.

Será que isso tem alguma relação com a infantilização e com a imbecilização geral da sociedade?
Esses assuntos merecem de fato o destaque que lhes é dado pela enpreimça?
Duvido que as pessoas que conheço também não preferissem outro tipo de notícias com que se ocupar.

 

 

 

 

Vices

Sucessão e incapacidade

No caso de falecimento ou renúncia do Presidente, o governo é assumido interinamente pelo Presidente do Senado.[3] Até o presente momento, Alain Poher foi o único a assumir o governo temporariamente, o que fez em duas ocasiões distintas. A primeira ocasião foi em 1969 após a renúncia de Charles de Gaulle; e a segunda em 1974 em decorrência da morte de Georges Pompidou. É importante frisar que nesta situação o Presidente do Senado torna-se Presidente interino da República, sendo necessária a convocação de novas eleições presidenciais. Apesar da informalidade do cargo, Alain Poher é listado oficialmente como Presidente da França.

O primeiro turno de uma nova eleição presidencial deve ser organizado em não menos do que 20 dias e não mais do que 35 dias a contar da morte ou renúncia do Presidente antecessor. Na prática, por conta do espaço de 15 dias entre o primeiro e o segundo turno, o Presidente do Senado só pode atuar interinamente por um período de 50 dias, no máximo. Alguns poderes do Presidente da República são suspensos durante o governo interino, como a convocação de referendo e a dissolução da Assembleia Nacional. No caso de ausência do Presidente do Senado, os poderes do Presidente da República são exercidos por um governo provisório composto pelo Gabinete. Entretanto, os senadores podem eleger um novo Presidente entre si para assumir provisoriamente o governo.

Durante o mandato presidencial, o Primeiro-ministro pode representar o Presidente em eventos oficiais ou reuniões de cúpula.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_Fran%C3%A7a

É isso o que deveríamos fazer.
Acabar com essa coisa repugnante do vice, copiada dos Estados Unidos, que criou um presidente imperial, com vice para fazer o papel de príncipe de Gales.

E acabar com todos os vices, em estados e em municípios.

E nada de fazer eleição e levar mais de um mês para tomar posse.
Para dar tempo para o que vai sair roubar mais?

 

 

A ditadura em que vivemos

Vivemos desde 1988 uma ditadura dos bacharéis em direito.
Juízes, promotores, procuradores e advogados, do alto de suas palavras, dão ordens em tudo e a todos.

Para os concursados é legal (embora imoral) a concessão de auxílio-moradia, auxílio-livros, auxílio-creche, auxíli-(e)terno, auxílio-gravata, auxílio-oscambau, …

Não tenho qualquer simpatia pelo movimento dos sei lá o que sem teto, mas concordo com a posição de que

Há R$ 400 mi para auxílio-moradia a juízes com teto, mas alega-se falta de dinheiro para o Minha Casa, Minha Vida atender aos sem-teto.
Guilherme Boulos, , coordenador do MTST, sobre órgãos ligados ao Judiciário liderarem a previsão de gastos com auxílio-moradia em 2018.

Por sua vez, os caríssimos advogados que impediram a prisão de Maluf por quase 30 anos, dizem que o mau velhinho não pode ser preso.
(De sua parte, na atrasada Alemanha decidiram que, apesar de seus 96 anos, o contador de Auschwitz pode passar alguns de seus últimos anos na cadeia.)

Dentre os muitos comentários sobre os (caros) advogados de Maluf, selecionei dois comentários:

  • advogado kakay, deveriam por você num hospício advogando com o dinheiro do povo
  • deveria haver uma lei que obrigasse o advogado a provar a licitude do dinheiro recebido do cliente, afinal de contas é advogado ou parceiro?

Cabe ser ressaltado que isso não vale apenas para os advogados de nóçus kiridus políticos, que ùltimamente passaram a ser convidados a conhecer algumas celas de cadeias (embora sempre por pouco tempo, pois logo recebem o direito de voltar para suas mansões).
O que vale para esses “homens do poder, da lei e da ordem” também valeria também para os muito bem remunerados advogados de fernandinho beira-mal, de marcola, e tantos outros ídolos do funk menos famosos.

Serviria para iniciar a ruptura dessa ditadura dos que tanto bradam o “estado democrático de direito”, que raramente serve para a população direita, mas apenas para quem está com muito dinheiro nas contas.

 

 

 

professores kkkkkkkkkk

Essa matéria, retrato do poço sem fundo da pretensão do jornalismo (lembre-se que o sufixo -ismo denota doença), demonstra que a doença da burrice não é exclusividade do baixo nível daziskóla tupinambás:

http://www.elmundo.es/espana/2017/12/24/5a3fce25468aeb8a668b462e.html

Jornalistas se consideram “donos da língua”.
Devogádus são os donos du deretchu.
Hátrêtas são donos da fisiologia.
Atores de novelas são donos dazártchi.
Arquitontos são os donos do conforto.

Houve tempo em que alguns grandes profissionais eram modelo e exemplo para serem seguidos.
Mas isso foi há muito muito tempo. Parece que, como diziam os contos de fadas, nos tempos em que compreendíamos o que os animais falavam.
Hoje em dia, urram e ninguém consegue entender o que dizem na tv, ou escrevem nos sites.

Em lugar de aulas de marquetíngue (para enaltecer cantores de phumky, ou jogador de peladas, que ganham milhões de dólares),
seria conveniente que as fakús de comunicação social dessem aos alunos noções de História e de Geografia, por exemplo.
Já me cansei de ouvir / ler que Sydney é a capital da Austrália, ou que o bitcoin (O?  moeda é do gênero feminino, em português) veio para ficar (igual às tulipas holandesas no início do século XVII).

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