Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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Municípios demais

O Estadão publicou um editorial chamado Municípios demais.

Já abordei dúzias e dúzias de vezes aqui no blog sobre a máfia municipalista que espalha a metástase do câncer da corrupção pelo país.

O editorial chega à conclusão óbvia de que boa parte dos municípios existe apenas para satisfazer os eguinhos de políticos caciques locais.
Nada propõe em troca, contudo.

A CF 88 continua a ser endeusada pelos deformadores de opinião, sem jamais levar em contra que foi escrita por um congresso que de forma espúria foi transformado em constituinte, para solidificar os interesses dos partidos políticos, dos sindicatos, de ongs e dos órgãos ligados à oab. Tudo em nome da “cidadania”.

Aliás, a farra dos municípios começou com a constituição de 1891, que tentou traduzir a constituição dos Estados Unidos e ser melhor do que essa.
Anteriormente, para ter status de cidade, a sede de município tinha de preencher certos requisitos. Isso existe em quase todos os países e em quase todas as línguas – city e town não são a mesma coisa; ville e village; stadt e dorf; ciudad e pueblo. No Brasil, qualquer corrutela no interior do inferno é uma “cidade”, e nessa “qualidade” recebe verbas, como se fosse igual às demais, além de arcar com os custos burocráticos obrigatórios decorrentes da “emancipação” (quase nunca financeira).

Que tal os deformadores de opinião começarem a pensar na necessidade de se extinguir, digamos, uns 55% dos municípios que sugam as verbas do país?
Seria um grande passo para que o país se livre de tanto desperdício e de tanta corrupção…

 

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o desacordo ortographico, aguêin

Enviaram-me este link, e dei muitas risadas.

https://youtu.be/JVyKCStHMHc

Infelizmente o herro qontinúa.
E há livros que se orgulham de dizer que adoptaram a rephórma do desacordo.

a enpreimça

Sempre reclamei aqui da chamada enpreimça brasileira.

Só que ela tem piorado.

Os principais jornais e revistas eståo em um nível nunca antes imaginado.
A maioria das manchetes contêm apenas fofoquinhas de pseudo-famosos da televisåo e seus namoros.

A parte política é um amontoado de clichês de estudantes em assembléia.

A falta de revisåo e as incoerências encontráveis em cada artigo superam boa parte dos leitores.
Traduçøes muitas vezes nåo fazem sentido.

A cada dia encontro menos prazer em algo que até alguns anos (uns 30, a bem dizer) ainda tinha significado.

Stanislaw Ponte Preta havia escrito, em 1966, o Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País. Se estivesse vivo agora, sem dúvida ele choraria ao constatar que tudo o que é ruim sempre pode piorar.
Hoje em dia, a enpreimça brasileira é o caminho mais rápido para o emburrecimento.

 

 

Excrementos

Estou sem vir ao blog hå algum tempo.

Mudei, ainda nåo abri todas as caixas, e o commuitador resolveu ficar dodøi.
O tecniqueiro nåo arrumou o que tinha de defeito e ainda criou outros.

Acompanhando por alto esse festival de vaidades que assola o payz, porém, nåo posso deixar de comentar:

esses seres de outras espécies, que exigem ser tratados de Fossas Excreméncias, såo de fato uma imensa cloaca (para nåo dizer outra palavra).

Fossa Excreméncia é mesmo um pronome de tratamento muito apropriado para eles todos.

Ex-cócia, Br-Exit, Carla Camurati e afins

Recebi um e-mail de velha parente  (parenta soa horrìvelmente!) que reproduzo:

Primeiro vamos lembrar que a Escócia  só foi “juntada” ao Reino Unido há mais ou menos uns 250 anos. Batalha de Culloden, Lembra ? Vencida pelo “açougueiro” Lorde Cameron com a destruição total da língua, costumes, etc. Não me parece que  eles
tenham algum motivo para amar os ingleses. Acho apenas que é a volta do nacionalismo de um povo de origens diferentes, língua diferente e costumes diferentes. Lembra que o Sean Connery sempre disse que era escocês. E meu pai tinha um amigo, o Aidan, que dizia a mesma coisa.

A resposta que lhe enviei foi:

Quando houve a batalha de Culloden a Inglaterra já tinha estado sob os pés dos reis escoceses Stuart, desde 1603.
O que eles queriam era colocar de volta os Stuarts católicos, e depor os Hanovers, que tinham ascendido por falta de herdeiros diretos dos Stuarts que atendessem os requisitos das leis de sucessão.
A briga entre Stuarts e Hanovers tinha motivação porque um ramo católico queria assumir o trono, quando a reforma anglicana (Inglaterra) / prebisteriana (Escócia) já estava bem instalada na ilha.

Escoceses adoram distorcer os fatos para se fingir de vítimas.
Como aquele filme horroroso do Coração Valente, que narra fatos do século XIV como se fossem os últimos ocorridos.

Vítimas foram os ingleses, que viram o filho de uma fofoqueira profissional (Maria Stuart) virar rei da Inglaterra (1603 – Jaime VI Jaime I)
Maria Stuart viajava por tudo quanto era lugar tentando depor Elizabeth I, só que esta foi mais esperta e prendeu a prima.
Os Tudor tinham de buscar parentes remotos no País de Gales, que seriam menos chatos.

Além disso, Elizabeth Bowles-Lyon, mãe da atual rainha, tinha origem escocesa.
Não dá para Elizabeth II deixar de ser rainha da Escócia.

Os escoceses votaram em 2014 pela manutenção da ligação com o Reino Unido.
Quem votou contra foram os sindicalistas de Glasgow, que ainda vivem no século XIX.
Esses são os escrotos, não os escoceses.

E quase ninguém mais fala a língua gaélica (exceto os moradores do extremo-norte, justamente onde o Sim ganhou em 2014).
São muito menos numerosos (menos de cem mil pessoas) do que galeses falando galês em  Cymru (600 mil).
Escoceses usam sim o scots, que é um dialeto do inglês, uma língua germânica, e não uma língua celta.

Eu tinha um amigo escocês, que sempre brincava que Elizabeth de Windsor era a primeira, pois a outra, a Tudor, tinha sido antes da união e não entrava na numeração da Escócia (0 que não é verdadeiro).
Mas ele era o mais ardoroso monarquista que já conheci, filho de diplomata britânico que se radicou em Petrópolis após aposentar-se.

Existem dois filmes sobre a tal batalha de Culloden, um da década de 1964 (que lembro de ter assisti na televisão em preto e branco) e outro de 2003.
Minha parente deve ter fundamentado a opinião nos filmes.
Ou terá sido em algum romance? Alguma matéria de jornal brasileiro, mal traduzida e baseada em uma única fonte?
Muita gente confunde arte com História, e acredita nas versões vitimistas ou pastelões. Seja com aquele canastrão do Mel Gibson ou com aquela “comedianta” da esquerda caviar chamada Carla Camuflatti.

Quanto a Sean Connery ser escocês, devo dizer que nasci em São Paulo, mas nem por isso nunca deixei de ser brasileiro, assim como o ator nunca deixará de ser britânico.

Infelizmente, a lavagem cerebral decorrente da imprensa pode mudar opiniões.

Mário Quintana

Espelho Mágico

L (cinqüenta)

Da Amizade entre Mulheres

 

Dizem-se amigas… Beijam-se… Mas qual
Haverá quem nisso creia?
Salvo se uma das duas, por sinal,
For muito velha, ou muito feia…

 

Bem, Quintana escreve essa trova em 1951, em homenagem à memória de Monteiro Lobato.

Como reagiria o grande e velho Mário Quintana se ainda vivo fosse?

Nas escadas rolantes de centro comercial, o mais comum é ouvir uma falsa madame de 20 ou 30 aninhos, falando bem alto ao telefone amebular:

– Oi miga, nem te conto, você nem imagine o que ….

Na vitrine de uma loja de “decocoração”, vi uma tranqueira à venda com o texto

Miga sua louca.

Sempre fico na dúvida se miga é forma reduzida de migalha ou de inimiga…

 

 

dúvida

Tenho uma dúvida sobre algumas palavras:

se quem faz tricot é tricoteira,

se quem faz crochet é crocheteira,

se fricote é coisa de fricoteiro,

se quem prepara croquetes é croqueteira,

se decote dá decotaria,

por que quem joga cartas de tarot quer ser chamada de tarólogo, e não de taroteiro?

 

 

 

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