Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Neruda, de novo

Outra artigo jornalístico sobre Pablo Neruda:

http://www.elmundo.es/cronica/2018/03/09/5a9caff922601d2c578b456f.html

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Velharada asquerosa

Fu​i ontem a uma agência bancária, para fazer a comprovação de que continuo vivo e mereço receber os proventos de aposentadoria.
Estava sendo atendido, quando uma bicha velha chegou esbravejando, na mesa onde eu estava sendo atendido, para dizer que “tinha atendimento prioritário” e o fulano da mesa ao lado não o tinha chamado.

A funcionária disse que já o chamaria.
Ele voltou e reclamou de novo.

Eu, discretamente, com tom de cantor de ópera, disse:

EU TAMBÉM TENHO ATENDIMENTO PREFERENCIAL, E O SENHOR ESTÁ ATRAPALHANDO MEU ATENDIMENTO.
SENTE-SE E AGUARDE.
CUMPRA SEUS DEVERES ANTES DE RECLAMAR SEUS DIREITOS.

A tiazona sentou, acanhada, e a moçoila continuou a fazer meu recadastramento.
Ela disse:
Suas palavras foram exatamente as que eu queria ter dito.
O problema cultural do Brasil só será resolvido quando houver outro povo.

Quando saí, o segurança da agência me cumprimentou.

And the Oscar goes – com adendo

E oscagô vai para…
Curioso como meios de comunicação de massas manipuladas se esforçam em divulgar prêmios como oscar, palma de outro, miss isso, miss aquilo, prêmio ignóbil da paz, grammy, e outras tranqueiras.

Alguém ainda leva esses conchavos a sério?

adendo:

Oscar 2018 bate novo recorde negativo de audiência

Cerimônia da Academia aconteceu no último domingo (4)
Só posso dizer:
que bom. As pessoas começam a tomar juízo.

Os ecochatos, como viver sem eles?

Pois é, a Noruega, país da hipocrisia ecochata, que quer ditar regras aos países maiores e mais populosos, foi flagrada poluindo águas do Pará, com sua mineradora em Barcarena, fazendo os mesmos estragos que “nóça” anglo-australiana fez em Mariana, há dois anos.

A Alemanha, manhosa com os outros, primeiro teve de admitir que fraudava testes de automóveis, e agora, só agora, descobriu que seus veículos bonitões movidos a óleo diesel poluem mais do que os que circulam movidos a gasolina.

Há alguns anos, tivemos o caso de lixo doméstico que o país do ecopríncipe de Gales exportava para o Brasil em contêineres.

Temos uma indústria “brasileira” que leva matérias brasileiras para produzir na França produtos de toalete.
A mesma indústria que financiou campanha política de uma senhora cujo marido é exportador de madeira da Amazônia.

Os casos não param de se repetir.

A filha de uma amiga minha foi trabalhar na Greenpeace (ou greenpiss) na Nova Zelândia.
Como era brazuca, foi devidamente hostilizada pelos defensores da cultura maori e ela caiu na realidade dura e crua da hipocrisia.

Prefiro as regras de defesa do ambiente (inteiro, e não meio ambiente, como os maus tradutores fazem aqui), que aprendi com meu avô.
Elas têm mais consistência do que os blablablás de gehornallyztas especializados.

Pablo Neruda

Muitos conhecem a biografia do poeta Pablo Neruda.

Hoje tive a surpresa de encontrar em um jornal espanhol um artigo sobre o literato.

Como tenho quase certeza de que a imprensa brasileira (correspondente de El País) não fará tradução do artigo,
difundi-o entre meus amigos, e agora o faço entre os leitores do blog,
para que se conheça algo mais de sua personalidade.

Leia:

http://www.elmundo.es/cronica/2018/02/20/5a887f04468aeb31798b4592.html

Ah, os turistas

Já comentei anteriormente sobre turistas e as cidades.
A tag/etiqueta pode demonstrar mais vezes. Algumas dezenas de vezes.

Parece que as principais cidade se dão conta de que essa espécie predadora não traz tanto dinheiro para a economia como faz mal à saúde dos habitantes.

https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/aos-poucos-europa-esta-se-cansando-do-turismo.ghtml

E no caso do Brasil, para aguardar a expectativa do carnaval, esperamos terminar o carnaval para que o governo percebesse que há algo de podre no reino do Rio de Janeiro.

https://g1.globo.com/politica/noticia/governo-decide-decretar-intervencao-na-seguranca-publica-do-rio.ghtml

Não ficava bem assustar os turistas.
O problema não é o turismo, mas as pessoas que são obrigadas a ficar trancadas em casa.

Senhas

Tenho um bloco de anotações, que já está quase completo, onde escrevo, usando o alfabeto amárico, as senhas de que necessito.

Cada site ou aplicativo pede um formato de senhas diferentes.
Só com algarismos.
Quatro algarismos, seis algarismos, pode repetir uma vez, não pode repetir nem uma.
Com letras e algarismos.
Letras maiúsculas e letras minúsculas se diferenciam.
Letras maiúsculas e minúsculas não se diferenciam.
Com sinais especiais. Sem sinais especiais.

Todos nós acabamos tendo aquela mundaréu de senhas.

Senha para a conta no banco em Itaquaquecetuba.
Senha para a conta no banco em Ananindeua.
Senha para o internet banking em Itaquá.
Senha para o internet banking em Anani.

Senha para o Imposto de Renda.
Senha para o contracheque.
Senha para o plano de saúde.

Senha para wifi em casa.
Senha para internet no trabalho.
Senha para o correio eletrônico pessoal.
Senha para o correio eletrônico profissional.

Senha para

  • facebook
  • instagram
  • tinder
  • pinterest
  • spotify
  • whatsapp
  • site de notícia
  • youtube
  • twitter
  • e até aquela senha que era usada no orkut.

Senha para doze diferente sites de busca de hotéis.
Senha para vinte e cinco empresas aéreas.

Senha para

  • Uber
  • 99Taxis
  • Cabify

Senha para ligar o computador.
Senha para acessar o celular, antes de marcar a digital.

Senha para desbloquear o elevador.
Senha para usar o carrinho de supermercado do prédio.

Senha para falar com a empresa de

  • luz
  • de água
  • de gás
  • de telefone fixo
  • de telefone celular atual
  • de telefone celular antiga
  • do condomínio

Senha para a conta do Maluf em Jersey.
Senha para a conta da Adriana na Suíça.
Senha para aquela conta que vovó abriu em Cayman, e você nem sabia.

Senha para o motoboy do sanduíche.
Senha para o riquixá da comida chinesa.
Senha para o bicicleteiro da padaria.
Senha para a Lamborghini do disk-drogas.

Senha para controlar os exercícios na academia.
Senha para os pagamentos da academia.

Senha para a lista de presentes para o casamento da filha da vizinha da prima do cunhado da irmã da antiga professora de sânscrito.
Senha para ir à imperdível festa de aniversário da Fifi, a yorkshire da síndica.

Senha para regular o botox no rosto.
Senha para ajeitar o silicone nos glúteos.

Por mais que você tente, sempre precisa criar uma senha nova, diferente.

Não adianta deixar tudo memorizado,
pois um dia o computador vai para o conserto,
ou o celular precisa ser trocado porque um vírus nele mofo deu.

Olho o bloco de anotações.
Encontro até a senha para entrar no paraíso.
Só não encontro a senha para sair deste inferno de senhas.

 

 

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