Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘adolescência’

Desabafo

Ontem por whatsapp, recebi este desabafo de uma prima, que mora em São Paulo:

Esta semana realmente foi muito singular em minha vida: fui feita de boba, enganada, roubada, traída…. (muitas outras coisas aconteceram que não posso abertamente falar mas cada um que contribuiu para isso sabe o seu quinhão).
Tudo isso me fez pensar porque estas coisas aconteceram, qual a origem destes fatos?
E a resposta que não sai da minha cabeça é: VALORES.
FALTAM VALORES EM NOSSA SOCIEDADE.

Esta semana duas notícias em particular me CHOCARAM: um pequeno filhote de cachorro de 19 dias teve o seu pênis AMPUTADO para ser vendido como fêmea.!
Como assim? Para ganhar R$ 200 ou R$ 300 a mais amputa-se sabe-se lá em que condições o pênis de um bichinho!!!! E o que é pior, deixaram o bichinho doente, sem condições de urinar, pronto para a morte.

A segunda notícia quando li, acreditei em mais uma das lendas da internet. Não conseguia acreditar que isso poderia ser dito por alguém, em que pese ter tido uma qualificação acadêmica deficiente (será que teve?!), e que um dia governou este país por 8 anos.

Disse o dito molusco: “A profissão mais honesta é a do político. Sabe por quê? Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir voto. O concursado, não. Ele se forma numa universidade, faz um concurso e está com o emprego garantido.”
Como assim? É permitido que um político seja ladrão? Isso é normal? Isso é ético?
Desmerecer alguém porque estudou, se preparou e passou em uma prova para exercer o serviço público?!?!

Quem fez a lei que um concursado não pode ser dispensado se não estiver prestando o serviço que a sociedade necessita? Se está certo ou errado não cabe a mim dizer.

Sou concursada sim e duas vezes. Mas cresci nas empresas em que trabalhei em função do meu esforço, da minha vontade de crescer e de ganhar mais. Todo dia acordo e chego ao meu trabalho com a vontade de dar o melhor de mim e de entregar todo o potencial que tenho e posso dispor. Mas não vou generalizar. Cada um sabe o que faz de sua vida.

Meu post hoje é em função da falta de valores em nossa sociedade.
A criminalidade cresceu porque? Porque o adolescente tem hoje valores distorcidos.
Porque o ter é muito mais importante do que o ser.

Fui assaltada por uma gangue de mais de 10 jovens em busca de qualquer coisa que pudesse acabar com a fissura por uma droga cujo efeito deve durar no máximo por meia hora. Mas o trauma que me causou com certeza vai durar muito tempo.

Hoje o jovem quer o celular da moda, o tênis top, a roupa de grife.
Mas e se seus pais só tem o dinheiro para colocar a comida na mesa. Esse adolescente não pode trabalhar, se alguma empresa o contratar para ser um aprendiz poderá ser multada em  valores estratosféricos.

Vocês podem me afirmar que existe o programa do menor ou jovem aprendiz.
Sim existe, mas quantas vagas estão disponíveis? Quanta burocracia existe para esta contratação ocorra? Quantas exigências existem para a micro e pequena empresa possa atender para aproveitar esta mão de obra?

Há uns meses atrás me deparei com a seguinte situação: um terceirizado deveria ser dispensado. Meu coração apertado me dizia para ajudar esta profissional, já que tinha alguns filhos para criar. Ao perguntar se queria ajuda para uma recolocação profissional ouvi que ia descansar uns meses pois teria a ajuda do seguro desemprego!!!

Postei sobre a devolução do meu celular e viralizou na cidade onde a pessoa mora. Essa que deveria ser uma atitude normal  é reconhecida como  uma atitude única num universo onde a lei de “Gerson” prevalece.
Aliás, Gerson que foi um jogador de futebol que jogou e ganhou na copa do mundo de 1970 nunca mais conseguiu fazer uma propaganda pois seu nome virou uma lei de um valor distorcido de nossa sociedade.

No final de semana passado, o local do meu trabalho foi vandalizado. Olhando as imagens é inacreditável o que vi.
Crianças e adolescentes, andando na madrugada de segunda-feira (03;20 hs) como se estivessem no calçadão de Copacabana. Mas estavam no centro velho de São Paulo, onde não existe absolutamente nada para ser feito. E andavam, olhavam para  uma janela de vidro e simplesmente resolviam esmurrar, chutar, bater. Porque? Por nada!!!! Pelo prazer da destruição!!!

Ao invés de vermos a união da sociedade, entrando em uma escola para pintar suas salas, consertar um telhado com vazamento, ou fazer uma comida decente para as crianças, vimos pais e alunos desrespeitando os professores, que com seus salários achatados estão ali por amor.

VALOR!!!! É na família que transmitimos os valores.
Honestidade, Amor ao próximo (ao Homem, aos animais, ao meio ambiente), Responsabilidade, Verdade, Responsabilidade e outros tantos que deixaram de existir.

Não tenho intenção nenhuma de mudar o mundo. Não tenho intenção nenhuma de estar certa, pois só quero ser feliz.
Mas tenho certeza que conseguiria ser mais feliz se vivesse em um mundo onde a ética e os valores prevalecessem….

Coloque o desabafo dela aqui no blog, pois gostaria que outras pessoas o pudessem ler.

 

a ditadura da hipocrisia

Estou em um hotel em São Paulo, de conhecida rede internacional francesa.
Como em outros, há televisão por cabo.
Com uma diferença, porém:

a gerência, em um ato extremado de hipocrisia totalitária, impede no contrato que programas “proibidos para menores” sejam exibidos nas televisões.

Não adianta tentar pedir o desbloqueio, é parte do contrato.

Afinal de contas, é muito ruim que hóspedes possam assistir seriados e filmes “proibidos”. CSI, Law & Order, por exemplo, ficam bloqueados. São “muito fortes“.

O mais ridículo disso tudo é que são liberados os canais abertos, mesmo que exibam aquelas deprimentes cenas de crimes no fim da tarde ou as danças de bundas funkeiras no domingo na hora do almoço.

Sabem do que mais: é proibido – por lei – que menores de 18 anos se hospedem sòzinhos em hotéis. Caberia, portanto, aos pais e/ou responsáveis selecionar o que as crianças poderiam ou não assistir na tv do hotel.

Não importa. Hóspedes sexagenários também são tratados como incapazes pela gerência do hotel, que, no afã de “salvar a moral e os bons costumes”, decide totalitàriamente o que pode o não ser exibido nos televisores do hotel.
O polìticamente correto assumindo – outra vez – seus ares ditatoriais. Só eles sabem o que é melhor para a sociedade. Esquerdismo disfarçado. E ainda com coragem de chamar os outros de fascistas… Parece ser a regra da lavagem cerebral dos gerentes da Rede Accor. Já presenciei outras cenas da asquerosa hipocrisia gerencial em outras situações. Afinal de contas, os diretores franceses sabem melhor do que ninguém o que é bom ou ruim para esses povos subdesenvolvidos onde eles têm filiais.   Liberté, égalité, fraternité, pois estamos nu pudê. 

Adolescência

Encontrei no twitter:

Admiro quem consegue exaltar a adolescência como uma fase incrível na vida do ser humano, já que até a bíblia omitiu essa parte da vida de Jesus.​

 

Rapunzel

Antes de dormir, leio um ou dois contos de fadas.
É sério!
Há uns dias, li Rapunzel.
É, aquela fulana que tinha esse nome por conta dos raponços (ou rapôncios) [procure no dicionário] que, por conta do desejo de grávida. a mãe dela roubava da vizinha, a bruxa Gotel, . O conto não explica se ela comia raponços com creme de chocolate e molho barbecue, ou ao vinagrete com batatas fritas.

Bem, além de ter uma mãe ladrona, descobri que Rapunzel era mãe solteira!
Já explico.

A mãe e o pai tinham acertado com Gotel que, em vez de colocar o bebê na lixeira, como é comum no Brasil, dá-lo-iam à vizinha generosa.
Gotel criou Rapunzel, até que ela virou adolescente, e passava o dia todo ouvindo Luís Gonzaga – “ela só quer, só pensa em namorar”.
A guardiã decidiu proteger Rapunzel e construiu a torre sem portas ou escadas, onde a donzela passou a viver protegida.
Para a alimentação, havia a famosa senha: “Rapunzel, jogue suas tranças”, e Gotel subia com a quentinha para a fogosa.
Nas horas vagas, Rapunzel ensaiava para algum programa de revelação de cantores.

Um dia, o príncipe passou por lá e ouviu a artista cantando. En-cantou-se com a música e ficou ouvindo, até que Gotel chegou e usou a senha.
Ele clonou o código, e o usou à noite.
Subiu na torre.
Passou a subir na torre todas as noites.

Um dia Gotel percebeu que Rapunzel tinha ficado “embarazada”, com dizem nossos vizinhos (“embuchada”, como se diz no interior do Brasil).
A bruxa, morta de inveja, ex-pulsou a ex-donzela para uma floresta, e ficou na torre, aguardando a volta do príncipe, para fazer com ele as mesma posições kama-sutrianas que Rapunzel fazia.
Só que quando ele viu a cara da mulher, ele pulou da torre. Não morreu, mas ficou cego por conta dos espinhos que havia embaixo.
Ficou perambulando pela floresta, até que um dia ele ouviu Rapunzel cantando para os bebês gêmeos, que ela tinha parido, e ele logo reconheceu a voz daquela sedutora que o levara para o alto da torre, meses antes.
Apesar de ele estar um trapo, ela o reconheceu. Chorou e suas lágrimas curaram os olhos do príncipe.
Com isso, eles foram embora da floresta, com os dois bacuris, e foram felizes enquanto viveram.

Não estou brincando!
Contos dos Irmãos Grimm
– Editora Rocco, 2005.

Fomos enganados quando nos contaram outra versão da história.

Antes, eu já havia descoberto que nunca houve ratinhos nem carruagem de abóbora na história da Gata Borralheira (Cinderela). Isso foi invenção de Walt Disney. Ela foi levada ao baile por pássaros. A madrasta da Branca de Neve, por sua vez, foi morta pelo príncipe, que a matou calçando nela sapatos de ferro em brasa.

Comentou uma amiga que esses contos de fada não ficam nada a dever para os contos de terror.
“Vai ver que o Drácula, para não sair do armário, dizia que era sangue quando o batom borrava…”

Como vêem, a “real” fantasia de reis e princesas é parecida com a “realidade” dos jornais.

Esquerda Caviar

Esquerda Caviar – A hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo, de Rodrigo Constantino (Editora Record, 2013, 423 p., R$ 42,00) caiu perfeitamente para muitos parentes, amigos, conhecidos e ex-colegas de trabalho. Confesso que eu algumas partes fui ao espelho e fiz um mea culpa.

O livro divide-se em três partes, a primeira das quais muito bem fundamentada, com muitas pensadores de um lado e do outro contrapostos, para que se possa ver com nitidez o quanto são ridículos, sujos, imbecilizantes e outras coisas mais, esses modismos hipócritas da correção política, das “minorias” no domínio da sociedade, e toda a “bondade rousseauniana” das leis que moldam as pessoas em robozinhos.

O capítulo sobre as origens da esquerda caviar, ou liberal limousine (EUA), champagne socialist (Inglaterra), radical chic (Itália), ou simplesmente a velha conhecida “esquerda festiva” dos centros acadêmicos, trata de vinte variantes: oportunismo hipócrita, narcisismo, elite culpada, tédio, histeria, racionalização, preguiça mental, ópio dos intelectuais, alienação, insegurança e covardia, medo, nihilismo, síndrome de Estocolmo, ressentimento, infantilidade, romantismo, desprezo popular, arrogância fatal, sede pelo poder, ignorância. Em seguida, fala sobre o duplipensar, ou seja, alterar o significado de palavras para que elas se encaixem ao pensamento polìticamente correto e hipócrita, e conclui essa primeira parte com o viés da imprensa.

A segunda parte menciona algumas das bandeiras que a esquerda caviar gosta de empunhar: a obsessão anti-americana, o ódio a Israël, o culto ao multiculturalismo (e ao Islã), os pacifistas, o mito Che Guevara, a ilha presídio de Cuba, os melancias (verde por fora e vermelho por dentro), os clichês de justiça social, os preconceitos dos que não têm preconceitos, as minorias, e a juventude utópica.

A terceira parte aborda alguns santos de pau oco, que ganham muito dinheiro às custas de propagandas e campanhas em prol da falsidade, e do escamoteio do estilo de vida desses mesmos santos: Obama, Gandhi, John Lennon, Noam Chomsky, Paul Krugman, Michael Moore, Sting, Al Gore, Peter Singer, John Kerry, Ted Kennedy, Bill Clinton, George Soros, Harrison Ford, Leonardo DiCaprio, Cameron Díaz, Robert Redford, Bread Pizza, Angelina Jolie, George Clooney, Barbra Streisand, Richard Gere, James Cameron, John Travolta, Bruce Springsteen, Oliver Stone, Whoopi Goldberg, Jack Nicholson, Matt Damon, Gérard Depardieu, Ben Affleck, Sean Penn, Bono Malo Vox, Oprah Winfrey, Benicio del Toro, Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Luís Fernando Veríssimo, Wagner Moura, Eduardo Matarazzo Suplicy ex-Smith de Vasconcelos, Chico Alencar, Luciano Huck. Fora isso, muitos outros nomes são assinalados durante as duas partes anteriores, como Gilberto Gil, Fernanda Montenegro,
Desde o início do livro, Rodrigo Constantino salienta que não coloca em xeque o valor artístico das pessoas, mas a contradição entre o que dizem polìticamente e o estilo de vida que levam.

Não dá para concordar com tudo o que Rodrigo Constantino colocou no livro. Falar do Tibete como “vítima” é um tanto quanto “esquerdismo caviar” de muita gente que ignora que a região SEMPRE foi parte do império chinês, que NUNCA foi um país independente, que em 1911 deputados tibetanos fizeram parte da assembléia constituinte republicana chinesa (ou seja, eram parte da China), e que o que deixa o dalai lama indignado não é o domínio chinês, mas a perda do poder feudal que ele e seu clero exerciam sobre 85% da população tibetana que vivia em regime de servidão, para atender 10% de sacerdotes.
Só no finzinho do livro RC lembrou de juntar Mr. Richard Gere e Mr. Tenzin Gyatso no mesmo cesto de artistas festivos, caviarescos e champanhotes.

Interessante a menção final, de luz no fim do túnel, ao citar a mudança de opinião de Ferreira Gullar, enojado com o que seus antigos colegas “socialistas” têm feito nos últimos 90 anos. Um mar de sangue e um sem fim de prisões a quem os contrariar. Pena que o livro tenha sido escrito em 2013, e não tenha tido a oportunidade de incluir o que Eduardo Galeano disse em Brasília sobre “Veias Abertas da América-Latina”:

“Hoje não gostaria de reler o livro. Não me sinto mais ligado a esse livro como era. Quando escrevi, tinha 19, 20 anos. As veias abertas da América Latina tinha de ser um livro de economia política mas eu não tinha o conhecimento necessário para isso. A realidade mudou muito e eu também mudei”.

 

O neto de minha amiga

Tenho uma amiga que não se cansa de elogiar o neto e de dizer das expectativas que ela tem com relação ao pimpolho..

Imaginem que ele, com só 15 anos, já consegue amarrar sòzinho os cadarços do tênis!

Menino prodígio.

Deve ser por conta da alimentação que ele recebeu dos pais, à base de mc-donald’s, ruffles e coca-cola, produtos 100% naturais.

Há umas semanas, porém, o gurizinho disse que tinha vontade de saber como é andar de ônibus.

Ainda bem que minha amiga estava por perto, e evitou que o pai e a mãe cedessem a esse pedido estapafúrdio da criança.

Minha amiga foi a um site de compras e fez o neto escolher uma bicicleta para ele passear nos fins de semana. Quem sabe com isso ele perca o interesse por esses meios de transporte coletivos.
Ele encontrou uma de R$ 6.000,00, mas disse que precisa ser equipada. No final vai ficar por R$ 11.200,00. Uma pechincha.

Como vemos, há rasgos de esperança neste mundo.

violência juvenil

Há cerca de uma semana, um amigo me mandou o link para uma notícia asquerosa, estarrecedora, de um fato violento que ocorreu em Norwich, no norte da Inglaterra.

Uma senhora de 57 anos, que usa bengala, foi atacada por uma gangue de adolescentes, que nela bateram na cabeça e que em seguida urinaram sobre a mulher, enquanto permanecia deitada na calçada.

Violência gratuita não é exclusividade do Brasil.
A televisão espanhola exibiu, esta semana, uma matéria sobre professores que são agredidos por alunos e pelos estúpidos pais desses meliantes infanto-juvenis. Nada diferente do que ocorre em escolas brasileiras.

Encontramos os mesmos comentários dos leitores dos jornais, que reclamam de seus governantes e da falta de leis mais duras para esse (e outros) tipo de violência.

Mundo contemporâneo que não consegue estabelecer limites para “liberdades”. Depois os outros são chamados de “reacionários”. Bem, mas reacionário é quem reage a qualquer tipo de coisa, não quem se acomoda diante dos absurdos do cotidiano. Covardes são os que preferem o silêncio ou acobertam crimes.

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