Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘África’

Ébola – palavra proparoxítona

Quando começaram a mencionar a doença, no antigo Zaire, a palavra era proparoxítona (*). De repente, no Brasil, tornou-se paroxítona, sabe-se lá por que motivo, apesar de que os irmãos lusitanos e africanos continuem a usar a forma com acento no É.

Basta ver o cartaz do UNICEF de Guiné-Bissau. Acho que eles têm mais contacto com a doença do que alguns jornalistas brasileiros…

clique para ver a imagem ampliada:

Ébola - palavra proparoxítona

Ébola – palavra proparoxítona

(*) – ebolA, oxítona em francês, mas isso é outra conversa…

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Recado a um leitor

O leitor que inseriu a pesquisa:

a que-se deve a penetracaodos europeus no interior da africa no inicio do sec.xix   – (sic)

sugiro que busque o post que está em

A Partilha da África

e que refaça a pesquisa com os termos de busca: escravidão África

Agradeço a visita.

 

 

A Terra dos Homens Livres

Documentário, com quase uma hora, sobre o que é a Libéria, a Terra dos Homens Livres.

http://youtu.be/ZRuSS0iiFyo

Não precisa ver tudo.

Dá uma idéia de como se escravizam pessoas.
Entendeu?

Esse inferno na terra tem mais um pouco:

O “gringo” e a equipe do documentário devem ter ficado em hotel, ou hospedados com alguém,
não alugaram um lugar para morar,
não foram fazer compras de mercado para o dia a dia,
não tiveram de chamar um encanador ou coisa do tipo para consertar alguma coisa em casa.

Conheço uma senhora que morou lá, por dois anos. Dessas pessoas que acreditam que vale a pena fazer trabalho social, e por isso já tinha antes estado no Vietnã e na Palestina.
Ela me disse que até para essas coisas do cotidiano que mencionei acima era necessário o suborno.
“Alguém” tinha de ser o “apresentador” no comércio ou serviço, para poder receber o atendimento pelo qual já iria pagar.
Para ela, era um alívio ir de vez em quando a Lagos, na Nigéria.
É, a Nigéria de que ouvimos sempre falar coisas horríveis!
Ela está doente, hoje em dia.
Será que tem alguma relação com o período em que MOROU lá?

Jornalista (e assemelhados) tem o conforto de que passa apenas uns dias no lugar,
e depois ainda se julga no direito de “ficar escandalizado” com o que é o mundo real.
’tadinhos…

Ah, algumas coisas lembram um certo país do qual de vez em quando temos notícias. Certo?
Nada está tão ruim que não possa piorar…

Protestos…

Escrevi há poucos dias sobre a interminável “tendência” a escravizarem-se pessoas na África.

Hoje me deparo com a notícia de que a “coitadinha” da esposa do Obaoba segurou um cartaz em favor do resgate das mais de 200 meninas cristãs que foram seqüestradas na escola, por terroristas muçulmanos.

Pois é, a senhora que é tão culta, tão estudada, tão preparada, não sabe que a escravidão é praticada há milênios na mamma África? Ainda pensa que os brancos malvados entravam para “caçar” escravos? Não minha senhora, foram antepassados dos vizinhos dos seus antepassados que os aprisionaram e os venderam para ingleses, e assim terminaram vindo trabalhar na América. Da mesma forma como milhões de outros foram enviados para trabalho nos sultanatos e califados muçulmanos.

É, minha senhora, muçulmano como o padrasto indonésio de seu ilustre marido, o mestiço filho de uma hipponga loira com um estudante (não escravo, mas elite) queniano, e que apesar de ter sido criado pela família materna preferiu o oportunismo de declarar-se negro, e não abrir mão do preconceito.

Adoro esses “intelectuais” que sempre se posicionam no comodismo das modas.

Aliás, na matéria que está no site do Globo, há uma grande quantidade de pessoas que perguntam:
– Onde estão as “ativistas” do Femen, que gostam de tirar a roupa em igrejas e catedrais católicas ou ortodoxas?
Por que elas não vão à Nigéria para uma manifestaçãozinha rápida? Será que estão com medinho?

E aquela ativista do Green piss do Rio Grande do Sul, que posou para a Playboy, ela não se comove com o extermínio de pessoas?
Ah, é só gente. Se fossem ursos ou zebras certamente mereceriam bloquear um porto, ou uma avenida do Rio e de São Paulo.

 

Escravidão? Firme e forte na África.

Sei lá quanta e quantas vezes já escrevi aqui sobre o problema da escravidão na África, que os hipócritas mal resolvidos da correção política fingem desconhecer.

Pois um líder nigeriano disse que vai vender, por mais ou menos R$ 30,00, as meninas que capturou em uma escola.

É, como já escrevi tantas vezes. Existe escravidão na África Ocidental:  – Mauritânia, Burkina, Serra Leoa, Gâmbia, e sei lá quantos outros.
O vendedor de gente, nesse caso específico, disse que vai negociar no Tchade e nos Camarões.

Os europeus e os árabes não precisavam entrar no interior da África para “caçar” escravos, como contam os mentirosos.
Bastava chegar no litoral que havia entrepostos comerciais para “pegar e levar” os escravos que tinham sido capturados pelos régulos africanos.
A partilha da África, e a penetração dos europeus no interior do continente deu-se muito depois, no final do século XIX, quando o comércio de gente da África para a Europa e para a América já tinha sido extinto.

É tão difícil aceitar esse fato? Ou melhor continuar repetindo mentiras “coitadísticas” o tempo todo?

Que tal a Secretaria da Igualdade racial mudar o discurso e lembrar que dívida histórica existe por parte dos ditadores africanos que são, até hoje, apoiados pelo governo brasileiro?

 

organismos internacionais

O Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei, já sancionado pelo Executivo, que prevê o bloqueio de entrada no país de qualquer indivíduo envolvido em espionagem ou atividade terrorista contra os EUA ou que represente ameaça à segurança nacional. Lei feita em razão de o Irã ter indicado como seu representante permanente na ONU um diplomata envolvido na crise dos reféns em Teerã, entre 1979 e 1981 (durante o mandato do “democrata” Jimmy Carter).

Até aí, é normal, pois qualquer país tem o direito de não conceder visto a um diplomata que ele não queira receber em seu território, assim como tem o de declarar alguém persona non grata.

Existe, por outro lado, o princípio de que um país sede de organismo internacional não interferirá no funcionamento desse ente.
Desde que, é claro, os representantes no O.I. dediquem-se apenas a suas tarefas multilaterais, e não a outras que envolvem a esfera bilateral.

Desde a II Guerra Mundial, após o fracasso da Liga das Nações (engendrada pelo presidente americano Wilson, mas da qual os EUA não fizeram parte, por decisão de seu legislativo), tem pululado um sem número de organismos internacionais. A “indústria” de “especialistas” em O.I. tornou-se uma grande mamata para muita gente. Organizações com os mais diferentes rótulos, e de pouquíssimo resultado, diga-se de passagem. Como já disse aqui tantas vezes: organismos internacionais, o maior cabide de empregos do mundo.

A França, claro, a França, tem todo o interesse em que a UNESCO seja sediada em Paris. Paga para isso. Afinal de contas, a cultura francesa dá muitos dividendos ao orçamento nacional, e, se não for incentivada, desaparece no caldeirão multicultural com predomínio anglo-saxão e africano. Então, é melhor dar bastante espaço para que os “ex-“colonizados possam se expressar bastante – en français, bien sûr. Se a sede fosse em Uagadugu, a UNESCO se sentiria desprestigiada?

Sei lá quantos outros organismos espalham-se pela Suíça, pela Áustria, por Londres, pela Haia, por Roma.

É bom lembrar que também o Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires têm seus pequenos nacos na distribuição de sedes de organismos regionais. La Paz, Quito  e Tegucigalpa não tiveram o mesmo privilégio.

Pergunta: por que outros, como não gostam de cidades “menos cosmopolitas”?
Por que a Organização para Alimentação e Agricultura – FAO, por exemplo, não se muda das cantinas e pizzarias romanas e se desloca para a Somália, ou para o Tchad?
Por que a Organização Mundial do Comércio não trabalha em Argel ou em Sófia?
Por que a Organização Marítima Internacional não tem sede em Dacar, ou em Dhaka?
Estranho, não é mesmo? Ficariam mais próximos dos reais problemas, e um pouco mais afastados do conforto das decadentes cidades ocidentais, e do cruel consumismo capitalista. Cumpririam melhor suas funções, e serviriam para contribuir no desenvolvimento de países de terceiro, quarto, e quinto mundos.
A OMS talvez ficasse mais “saudável” se ficasse um pouco mais afastada dos laboratórios suíços, e trabalhasse em uma “aprazível” praia do Golfo da Guiné.

Mudem a sede da ONU para Alice Springs, e vejam que as reuniões podem ser conclusivas mais ràpidamente.
Transfiram também a sede da OEA para Porto Príncipe.

Joãosinho Trinta disse que quem gosta de miséria é intelectual. Faltou complementar que gosta de miséria para explorar os miseráveis, não para viver nela, ou conviver com ela.

Lugares odiados

O jornal inglês The Telegraph publicou uma matéria, em que um monte de celebridades (desconhecidas para nós) falou sobre lugares que odeiam.

Nunca tinha ouvido falar dessas celebridades, e tampouco de alguns desses alguns desses lugares.

Amigos comentaram qual impressão tiveram desses mesmos lugares.

Eis a lista:

  1. Las Vegas – nunca fui e não conheço ninguém que tenha gostado de conhecer a cidade;
  2. Kuala Lumpur – os ingleses não gostaram, eu não conheço e não pretendo ir até lá, brasileiros disseram que gostaram e curtiram a cidade;
  3. Dubai – tão visitada por certos brasileiros, é a marca registrada da breguice do planeta; contém a aura do consumismo, segundo um dos ingleses;
  4. Nova “Inhoque” – um dos ingleses definiu a cidade como superficial; a maioria dos brasileiros considera, porém, que lá é que está tudo de melhor no mundo; não faz meu gênero;
  5. Los Angeles – alguém bom da cabeça gosta de Los Diablos? feia, esparramada, com um trânsito de fazer inveja ao pior plutoniano;
  6. Viena – inamistosa; bem, eles não falam alemão, mas o dialeto próprio; os brasileiros que foram até lá gostaram da cidade; os que ainda não foram pretender conhecê-la;
  7. Mombaça (Quênia) – você faria uma viagem até lá? ou a Mombaça, no Ceará? conheço duas pessoas que já visitaram as praias e os focos de malária da cidade; poor people;
  8. Skegness – tive de procurar no google para saber que é um recanto de verão inglês; deve ser mesmo muito animada… ; nem devia estar na lista – podia ceder o lugar para La Paz, onde o pessoal, aquela cidade a respeito da qual os bolivianos dizem: Prefiero morir en La Guerra que vivir en La Paz;
  9. Hong Kong – um dos ingleses definiu com um cenário de Blade Runner; brasileiros que a conheceram dizem que é uma cidade com muita vida;
  10. Chittagong – eu aposto que o sonho de consumo de meus leitores seja fazer turismo em Bangladesh, não é mesmo?
  11. Délhi – todos os brasileiros que conheço, que lá estiveram, dizem que Nova Délhi é 0,25% melhorzinha; feia, mal acabada, com um trânsito caótico (lá sim é caótico!);
  12. Lutton – algum lugar perto de Londres; outra vez uma cidade que não deveria estar na lista – não faz sentido esse provincianismo na lista;
  13. São Paulo – a cidade em que nasci é idolatrada por quem mora lá; eu não a suporto; fico o menor tempo possível quando tenho de fazer alguma viagem até lá; alguns amigos comentaram que algumas regiões têm o seu charme, enquanto o restante parece entulho cheio de cinza;
  14. Seattle – parece tão simpática nos filmes americanos; talvez valesse a pena conhecer, apesar do clima eternamente chuvoso;
  15. Abu Dhabi – irmã gêmea de Dubai; não fui e não quero conhecer nem nas outras quarenta e cinco próximas “encadernações”;
  16. Reykjavik – eu ir até lá e correr o risco de encontrar a Björk na esquina? além do mais, passar frio não é meu esporte;
  17. Tóquio – os ingleses cujos comentários serviram de base para a matéria comentaram que não gostam de lugares muito grandes (só o Hyde Park, claro); a mim  impressionou muito, e me assustou muito – é o exagero do exagero do superlativo; alguns amigos disseram que quem não conhece Tóquio nunca conheceu uma verdadeira cidade em sua vida;
  18. Perth – é tão longe que nem os australianos sabem direito onde fica; não conheço e não pretendo ir até lá;
  19. Romênia – desde quando Romênia é cidade, seus inglesezinhos? Conheci o país há 30 anos, e garanto que era MUITO PIOR do que é hoje;
  20. Benidorm – vê se pode, um Camboriú piorado, perto de Valência, com esse nome de BeniDorme? Eu, heim… não conheço quem pretenda ir até lá.E você, quais suas impressões sobre essas cidades, e qual sua lista de as piores do mundo?

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