Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘alimento’

Cenas do cotidiano

Encontrei casualmente esse vídeo no youtube, e o repassei por whatsapp para várias pessoas de minha lista.
A reação de três pessoas (que não se conhecem) foi a mesma:

  • que gente elegante!
  • reparou que não havia gente gorda naquela época? Não vi nenhum no filme inteiro
  • as pessoas não usavam camisetas cheias de coisas escritas

Pois é, as pessoas não eram obesas – não ficavam diante do televisor comendo o hambúrguer com queijo cheddar pedido por aplicativo de telefone celular;
caminhavam até o ponto de ônibus ou bonde, nos quais viajavam espremidos de tantos passageiros;
brincavam nas ruas;
conversavam em cadeiras na frente da casa;
etc. etc. etc.

Difícil seria a vida de um médico de cirurgia bariátrica. Ficaria mais magro do que as pessoas retratadas no vídeo.

Vale o mesmo para o Rio de Janeiro, então capital do país, na mesma época.

Pois é, o progresso chegou…

 

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o café e a tapioca

Há muitos anos me acostumei a tomar granola na xícara de café.
Não gosto de leite nessa mistura.

Certa vez, em um hotel, a funcionária ia de mesa em mesa, com a bandeja com bule de café e de leite. Eu pedi que ela derramasse o café na tigela onde já estava o cereal.
Ela serviu leite.
Devolvi a tigela, fui buscar mais granola e insisti: quero café!
Arregalou os olhos e me perguntou: é bom?

 – Para mim, é bom.

 

Bem, hoje em dia existe a moda do beiju/tapioca, em tudo quanto é lugar.  Até para ministro comprar com cartão porcorativo na rua.

As pessoas comentam:

– Eu gosto só na manteiga.

– Eu prefiro a salgada.

– Eu sempre como com geléia.

– Eu gosto com cocô.

E eu simplesmente digo:

ODEIO TAPIOCA!

Deixem-me com o café na granola, e afaste de mim essa gosma.

 

Imagem

Imagem comovente

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tapioca

Há umas semanas, contei um segredo a parentes e amigos :

detesto tapioca
não sei de onde veio essa moda de as pessoas serem obrigadas a dizer que gostam dessa maçaroca
aliás, contei-lhes dois segredos –

açaí tem gosto de isopor gelado;
o que salva é a banana ou os sucrilhos

Como resposta, tive:

Vou contar o mesmo segredo, também não suporto tapioca!

Também detesto tapioca!!! E olha que eu sou um bom garfo. Tem muita pouca coisa da qual não gosto. Açaí? nunca provei!!! Nem tenho vontade.

O pior é que agora  todo mundo fala da tal de tapioca.

Pior que isso, só camarão mal preparado, com gosto de isopor temperado com alho!

 

Laticínios

Um amigo me contou que, quando tinha uns 12/13 anos, pensava que laticínios fossem aquelas coisas que havia nos armários da casa, do tipo leite condensado, ervilhas, sardinha, …
Tudo em lata!

Aliás, nessa época, gordura de côco (Brasil) e óleo de algodão / óleo de amendoim  também vinham em latas.
Trocaram pelos plasticínios.

Festa junina

Fui ontem à noite a uma festa junina.

Aquelas comidas típicas da roça:

Acarajé,
Apfelstrudel,
Bobó,
Cachorro quente com molho de ervas,
Churro,
Crepe de chocolate,
Gyozá,
Vegana (ouvi uma pessoa perguntando o que era “vegana”; ela pensava que fosse um salgadinho),
Yakissoba,

As bebidas, claro, eram Coca-Cola e Heineken.

A globalização tingiu tudo com cores pastel.

Fala, falsidade!

Vi há alguns dias uma cena típica do comportamento de algumas pessoas:
pisam com facilidade nos “inferiores” e bajulam os “superiores”.

Eu estava em uma mesa de restaurante e pude ouvir o que se passava ao lado, dado que a “advogada criminal” ali sentada falava em um volume, vamos dizer, assim um tanto quanto alto. Talvez ela pensasse estar em algum tribunal.

Terminada toda a refeição, o garçon lhe perguntou se tinha apreciado a comida.

A mulher respondeu, com ar professoral, que tinha apreciado o almoço, MAS que o ceviche estava muito cítrico, e que o peixe tinha uma consistência “borrachuda”.
(Acho que ela não sabe que ceviche é peixe cru marinado em limão.)

Em seguida, o próprio dono do restaurante chegou para cumprimentar a cliente e fez mesma pergunta.

“Estava tudo maravilhoso. Adorei.”

A referida causídica, pelo visto, está sempre do lado dos mais fortes.  Muda de opinião conforme o interlocutor.
Um perigo e, ao mesmo tempo, um exemplar muito comum à solta na sociedade.
Como será que ela defenderia um cliente envolvido com abuso de autoridade?

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