Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Amazônia’

países caga-regras

Existem países ricos especializados em tentar impor regras para os outros, fingindo que nunca estiveram envolvidos em nada herado.

Mais uma vez a regra se comprova:

Apesar de criticar desmatamento, Noruega é dona de mineradora denunciada por contaminação na Amazônia

Estado holandês é condenado por massacre de Srebrenica

Isso, apenas nesta semana.
Sobram ainda muitos e muitos fatos mais antigos, como Ruanda, Sudão do Sul (e Sudão do Morte), Somália, Líbia,

Assim caminha o mundo, desde a epopéia de Gilgamesh…

 

Desmatamento na Amazônia e as secas no Sudeste

Para aquelas pessoas todas que fizeram parte da escandalocracia da seca em São Paulo, durante 2014…

Aquelas que fizeram manifestações xamânicas no Tietê e no Piracicaba, e que agora absolvem as corruptas prefeituras que nunca limparam bueiros durante os meses de seca… e os governos estaduais nunca lembraram de desassorear os rios. Afinal de contas, quando voltam as chuvas elas se encarregam de fazer o serviço que os desgovernos preferem não realizar, porque podem sujar as mãozinhas.

Sem contar aqueles “generosos políticos” que, em troca de apoio político, permitem que margens de represas sejam ocupadas por milhares de pessoas que não têm saneamento básico.

A Grande Farsa do Aquecimento Global

A afirmação de que as secas da Região Sudeste estão sendo causadas pelo desmatamento da Amazônia é leviana, não tem base científica, pois não sobrevive a uma análise de dados climáticos, além de ser contrária ao bom senso. A anomalia climática pela qual São Paulo está passando é decorrente da variabilidade natural do clima e já ocorreu, até com intensidade maior, no passado. O gráfico abaixo representa a variação dos desvios de precipitação padronizados para a Estação da Luz, no centro da capital paulista, que tem dados observados de chuva desde 1888. Nesse gráfico, notam-se desvios fortemente negativos em anos como 1933 e 1936, e na década dos anos 1960, como 1963, 1968 e 1969. Séries de precipitação mais curtas, a partir dos anos 1950, também registram as secas da década de 1960 que afetou a Região Sudeste. Ou seja, a Região já esteve submetida a secas severas no passado…

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Deputados, senadores, estados, municípios, voto distrital, etc e tal

O Japão, país “muito pobre”, como sabemos, vai reduzir o número de deputados de 480 para 475 (câmara baixa).
É pouco. Podia reduzir muito mais. A economia do país agradeceria.

O Egito também fez uma redução no número de deputados e “senadores”, e passou, no total, de 768, conforme a constituição de 1971, para um total de 664 ocupantes de cargos no legislativo nacional, após a “primavera”.

A China tem o maior número de ocupantes de seu legislativo, com 2967 membros que têm “o poder” de referendar – por unanimidade – o que os dirigentes do Partido Comunista Chinês decide. Não é mesmo uma gracinha, como diria Hebe?
Cuba tem 614 deputados. Nenhum na oposição aos irmãos Castro.

Eleição e número de deputados não são exatamente sinônimos de democracia. Basta lembrar que Saddam Hussein era sempre reeleito com 98% dos votos…
Os Kims norte-coreanos conseguem 100%! Como são populares

A imensa Rússia tem 450 deputados. O Brasil tem tido, desde 1988, 513…

Muita gente diz que é um absurdo Roraima ter 3 senadores e 8 deputados.
Concordo. Vou mais além.

Além de Roraima ter 8 deputados, outras unidades federadas também contam com o mínimo de 8 deputados: Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
11 x 8 = 88. Roraima não tem ainda 500 mil habitantes, e o Amazonas tem quase 3.900.000 habitantes. Uma incrível disparidade, entre estados com a mesma bancada, e, no caso, entre UF’s da mesma região geográfica.
Detalhe interessante, o Amazonas tem mais habitantes, porém menos deputados do que estados menos populosos, como Alagoas e Piauí, e menos do que Espírito Santo e Paraíba, com os quais praticamente empata no número de habitantes.
O número máximo, porém, é de 70 deputados, e aplica-se exclusivamente a São Paulo, que é seguido de Minas Gerais, com 53, e pelo Rio de Janeiro, com 46, os três no Sudeste, vindo a seguir a Bahia, com 39.
Todos os estados do Norte, apenas o Pará, com 17, está acima da regra dos 8. Se tivessem sido aprovados os projetos de criação dos estados de Carajás e de Tapajós – o atual Pará passaria de 17 para 35, já que a regra não prevê a redução das bancadas, com a criação de novas unidades…

Bem, digamos que entre em vigor a tal reforma do voto-distrital (ou vereadores detritais). Nesse caso, Roraima será dividido em 8 distritos eleitorais, com 62 mil habitantes (em média) cada um – menos do que 500 municípios do país.

Se o “cãogresso bostituinte sarnento” não tivesse sido “tão generoso”, e tivesse mantido Amapá e Roraima como territórios, seriam 4 deputados para cada um, e nenhum senador. Difìcilmente “conheceríamos” Romero Jucá, Ranfolfe Rodrigues, e outros “grandes expoentes” da política brasileira. Sem contar que o autor de “marinádegas de pileque” não teria garantida seu assento no senado.

Na época dos presidentes generais, elevou-se o mínimo de deputados de 7 para 8, e os territórios federais (que na prática não mais existem) passaram de 1 para 4 deputados. Os “democratas” que nunca colocarão a “carta cidadã” para referendo da população, é claro que gostaram da idéia dos ditadores militares.
Afinal de contas, nos pequenos estados a tendência é sempre os eleitores votarem de acordo com quem estive no poder. Foi o mote da reforma pelos generais e é a causa de isso ser “inquestionável” pelos civis que sucederam.

Bem, há algumas soluções, que “nóçus” legisladores certamente NÃO apreciarão.
Uma delas é fazer, como em “países atrasados” como os Estados Unidos, que o número de deputados seja exatamente proporcional ao número de habitantes, de modo que pequenos estados têm exatamente UM deputado (já que não é possível “cortar” um político em fração), e dois senadores (o número que eles têm como regra para a “câmara alta” e que já foi a regra no Brasil, no tempo em que aqui havia 20 estados).

Outra é agrupar as representações de deputados pelas regiões geográficas, classificando-se São Paulo como uma única região, e destacando-se Bahia e Sergipe do Nordeste, na distribuição das bancadas.
Uma outra, um pouco mais radical, é estabelecer que cada estado deve ter o mínimo equivalente a 1% da população do país, ou seja, nenhum estado poderá ter menos de 2 milhões de habitantes, sendo que as unidades com número inferior a essa quantidade serão revertidos à condição de territórios federais (inclusive sem os famigerados e caros tribunais de justiça, todos sob a responsabilidade do TJDFT). Isso atingiria diretamente 5 estados atuais: Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. Que coincidência… Ah, e o DF seria considerado uma parte de Goiás, para esses fins de representação política (e desespero da “elite candanga” que despreza “us Goyazes”).
De qualquer modo, é necessário repensar o tamanho da Câmara de Deputados e do Senado. Repensar para reduzir, e não para ampliar, é bom deixar MUITO claro. Que tal o total de 400 deputados, e não mais 513? Que tal a volta de 2 senadores por ESTADO?
De qualquer modo, sem repensar essa representatividade e redimensionar o legislativo, o voto distrital, visto como panacéia, será mais uma fábrica de currais eleitorais. Já vou transferir meu título de eleitor para o Norte, e me candidatar por alguma das tribos ipixunas – antes que algum ONGeiro o faça.

Ah, se deve haver um mínimo para uma unidade ser considerada Estado, é claro que algo semelhante deveria acontecer com os municípios. Provàvelmente algo em torno de 0,01% do total do número de habitantes do país. 200.000.000 de brasileiros à 10% para estados = 2.000.000 no mínimo à 0,01% para municípios = 20.000 habitantes. E, claro, óbvio ululante: sem vereadores receberem salário e muito menos terem veículos oficiais para passearem, ou irem a motéis.

Claro que tudo o que escrevi é um devaneio. “Nóçus” de-putados jamais aprovarão uma reforma que vá contra eles mesmo, contra os partidos que proliferam feito cogumelos no esterco, etc. e tal.

De qualquer forma, podem clicar nas tags, e ver quantas e quantas vezes tenho escrito sobre esse assunto e seus correlatos.

 

Coxinha

Ter falado dos “fascistas”, rótulo da esquerda caviar que não tem espelho em casa, lembrei-me da expressão “coxinha”.

Coxinhas, no início, era o apelido dado a políciais militares que paravam em bares ou padarias, e comiam (comem) coxinhas e tomavam café “por cortesia” da casa.

Passou depois a rotular todos os que são “arrumadinhos”, e que não fazem parte dos “grupos contestadores” “engajados em movimentos sociais’. (quantas aspas)

Bem, mas vou falar da coxinha, aquela verdadeira, autêntica, feita de pedaços desfiados de frango, com massa de batata, farinha de trigo e temperos.
Eis aí um autêntico prato brasileiro, que não é (era) encontrado em outro país (até as levas de emigrantes desgostosos com o próprio país).
Autêntico mesmo, não aquela coisa da feijoada que tem a irmã mais velha languedociana, o cassoulet, nem aquela jabuticaba que existe como yvapurú no Paraguai e como guapurú na Bolívia, nem o açaí encontrado em todos os países do norte da América do Sul.

Pois conforme ouvi uma vez em uma estação de rádio, enquanto dirigia no trânsito parado das cidades brasileiras que não têm mobilidade, a coxinha foi inventada para satisfazer o desejo de netos de Dom Pedro II, que queriam comer frango em horários que não eram das refeições tradicionais. Alguma cozinheira da família imperial inventou a iguaria, que eu também adorava comer, até o dia em que resolveram colocar o abominável queijo catupiry para estragar coxinhas, empadinhas e outras coisas mais.
Hoje em dia não duvido que coloquem também shoyu e molho cudebarbie nesses salgados “globalizados”.
Aliás, não existe nada pior do que essa geração que derrama ketchup em pitsas. Verdadeiros trogloditas!

E dê-lhes obesidade!

 

Charles of Wales, again

Esta semana o OB de Camila da Cornualha falou sobre mudanças do capitalismo, e fez suas ameaças eco-terroristas, e ninguém nessa coisa chamada enpreimça questionou as palavras de Sua Alteza Real.

Claro, desta vez o herdeiro disse o que jornalistas (e a esquerda) gostam de ouvir.

Só esquecem que WWF é uma empresa da família Windsor-Mountbatten, e que a mesma tem ações em MUITAS empresas de mineração espalhadas pelo mundo afora. Inclusive na AmazONGuia.

 

D’abord j’ai pensé…

Lembrei-me de uma aula de francês, em que a professora tinha de explicar o uso do subjuntivo. Usou uma frase referente à “nossa” feijoada (cópia do velho e bem conhecido cassoulet da Occitânia, que no Brasil é preparado com feijão preto).

D’abord, j’ai pensé que c’était de la merde; après j’ai regretté que ça ne le fût pas.

Viram como é fácil?

Existe vários falsos mitos sobre culinária brasileira disseminados entre os seres sencientes.

  • A primeira é a de que a feijoada é invenção de escravos, que utilizariam restos de comida da “casa grande”. Como, se o occitano cassoulet já era registrado na Europa desde o século XIII?
  • Outra é a de que estrangeiros gostam dos doces brasileiros – para boa parte dos europeus e asiáticos os doces brasileiros são quase insuportáveis, por serem extremamente açucarados.
  • Mais uma: jaboticaba só existe no Brasil, embora seja encontrada com outros nomes em outros países. Lembro-me fàcilmente do “guapuru”, que eu comia na Bolívia, exatamente a mesma Myrciaria cauliflora que se encontra no Brasil.
  • Açaí é tìpicamente brasileiro. Bem como típico dos outros países amazônicos, da América Central e de parte do Caribe.

Aproveito essa brecha sobre comidas, para manifestar que faço questão absoluta e renhida de rejeitar qualquer coisa que contenha o infantil e insosso ketchup, e que abomino o molho “cudebarbie“, que estraga carnes.

ano quente

Uma notícia recente, divulgada pela ONU no último dezembro, “informou” que 2008 foi 0 10º ano mais quente desde 1800. Só não informou quais foram os nove mais quentes, nesses 210 anos. Quando ocorreram o 1º e o 2º anos mais quentes, por exemplo, a China estava poluída com sua industrialização? Havia poços de petróleo no Oriente Médio? Fábricas de automóveis? A notícia não esclarecia. Apenas “culpava” 2008.

Há confirmação de que entre 900 e 1300, os vikings moravam na Groenlândia, e depois tiveram de sair de lá por conta do frio. Mas qual era a temperatura naquela terra, que hoje em dia é a marca do gelo, a ponto de permitir que colônias de vikings existissem lá? 13°C? 21°C? Não sabemos, porque não havia registros.

O Saara já foi uma área verde e tornou-se sinônimo de deserto. Alguém chegou com moto-serras por lá? Foram malásios e japoneses que ajudaram os tuaregues a derrubar madeiras nobres, como ocorre na Amazônguia? Ou a desertificação deu-se por causas naturais?

Ao contrário, quando os mamutes morreram em uma hiper-rápida-glaciação, essa mudança climática foi provocada pelos seres humanos que começavam a surgir na face do planeta? Ou foi por causas naturais, que não entendemos bem, tais como as explosões solares, que interferem em tantas coisas aqui neste planeta insignificante, que fica na periferia de uma das muitas galáxias do universo?

Bem, mas temos a certeza de que 2008 foi o 10º ano mais quente desde o século XIX. Não tenho dúvidas de que o asfalto e o concreto (tão adorados pela arquitetura “moderna” tem sua participação. Só pergunto se não há nada além da “mão do homem”, esse ser que se julga tão poderoso? Lá nas entranhas do planeta ou no miolo do Sol, nada interfere aqui na casca da Terra? Deixo a pergunta para os ecochatos, pois sei que os meteorologistas não se arriscam a uma resposta definitiva.

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