Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘América do Sul’

Temas que se entrelaçam

A ex-presidente da Coréia do Sul foi algemada e começou a cumprir a pena de 24 anos de prisão a que foi condenada por “tráfico de influências”.

Os jornais brasileiras destacam que seus colegas em outros países deram ênfase na condenação de um dos ex-presidentes brasileiros que merece a mesma pena.
Só que publicam sempre os mesmos, aqueles que têm correspondentes no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Não sabem dizer o que estão em importantes jornais como Le Figaro, El Mundo (Madrid), La Nación (Buenos Aires), Die Welt (Berlim), …

Um importante corrupto da social-democracia brasileira também foi preso.
Faltam os outros.
Inclusive os do podre judiciário.

Ah, enquanto isso, outros ex estão sendo processados em todo o mundo. França, África do Sul, Peru, …
A estação de caça aos ex-presidentes está aberta.

 

Economia ruim e vantagens pessoais

Encontrei vantagens pessoais com as notícias ruins a respeito da economia brasileira.

A conta de eletricidade subiu em média 30%, e vai subir mais até o final do ano.
Acredito que meu vizinho pare de assistir televisão, com volume alto, até as 2 h da manhã.
Poderei dormir mais tranqüilo.

O dólar nunca esteve tão alto nos últimos anos, e tende subir ainda mais.
A viagem que planejei ao exterior já está paga, e vou encontrar, nos aviões, menos famílias chatas, com crianças mal educadas e adultos que pensam apenas em fazer compras.

O que é ruim para uns, pode ser bom para outros.
Difícil mesmo é saber que em 2016 sentiremos saudade de 2015, que sabemos que será pior do que 2014, apesar de decorridos apenas dois meses…

Assim caminha a américa do sul…
Nada é tão ruim que não possa piorar.

Jabuticabas, açaí, cachorros e feijoada

Já escrevi mais de uma vez e repito:

Jabuticaba não é fruta exclusiva du braziu.
Existe como  yvapurú no Paraguai e também guapurú na Bolívia.

Açaí é encontrável em todos os países do norte da América do Sul, inclusive no Panamá (que é istmo, e não parte da América Central).

Por que?
Simples. plantas não sabem onde existem fronteiras desenhadas por bípedes desplumados.

Tampouco outros animais conhecem essas linhas.
Por isso, por exemplo, no Rio Grande do Sul as campanhas de vacinação de cachorros têm de ser combinadas com os uruguaios (e não com os russos).
Cachorros não sabem ler as placas de fronteiras (mesmo que façam o Pronatec).

Antes que me esqueça: a feijoada não foi inventada nu braziu, pois desde a Idade Média já era registrada a existência do cassoulet no Languedoc,
que é mais antigo do que o encontro de portugueses e africanos no litoral da Guiné.
Ou o prato “tìpicamente” brasileiro necessàriamente tem de ser com feijão preto, apesar de todos os outros ingredientes coincidirem com a “nóça fejuada” ?

Lendas urbanas ufanistas cansam.

Direto da bolsa do canguru

Transcrevo mensagem de correio eletrônico que recebi de uma amiga:

Estou em Melbourne até janeiro.
Minha filha mora aqui e vai se casar com um australiano.
A escolha foi dela.
Com o meu apoio, claro.
Veio para cá fazer um curso de inglês e acabou ficando.
Como tudo estava fluindo, fiquei receosa de interromper o fluxo e patrocinei (matrocinei) a faculdade.
Agora ela é advogada aqui.
Muito diferente a cultura do país.
Imagine que mentir é quase pecado.
E que se fala a verdade em geral, mesmo que seja um pouco anti-social.
Nada de cordialidades.
Já escutei cada uma aqui…
Por exemplo, uma vez pedi um favor para uma pessoa conhecida (meio parente) e ele respondeu: I don’t like to be used.
Fiquei com cara de tacho para dizer o mínimo, coloquei a viola no saco e calei a boca.
Depois eu conto outras.

E então, sentiram alguma diferença no comportamento dos australianos com relação aos do Atlântico Sul?
Não se esqueçam de que a Austrália também fica ao sul da linha do equador, e que foi colonizada por presos degredados enviados da Inglaterra.
Há muito tempo, escrevi um post, aqui mesmo, sobre a fôrça de alguns países, e a fraqueza de outros.

O anão diplomático

De repente, por vergonha no 7 a 1 seguido de um 3 a 0, o Brasil resolveu dar uma de macho e falar alto com Israel.

A nossa política externa é constrangedora:  nesses últimos anos, os episódios relacionados com Paraguai, Venezuela e Bolívia, o agachamento permanente ante a Arghgentinha – e agora chamaram o Embaixador em Israel … como se isso fosse fazer o governo israelense tremer nas bases.  Seria cômico, se não fosse trágico.

Achei, porém, um exagero dizer que o Brasil é um gigante em economia.
Em economia????
Com todo esse pibinho? E com toda essa inflação?
E com todos os índices necessàriamente manipulados para apresentar resultados “favoráveis”?

Gigante cultural?
Um país que até hoje pensa que bosta-nova, o jazz da zonaçul carioca, é a mais inovadora música do mundo.
Um lugar onde a maioria das estações de rádio insistem em só tocar músicas sem criatividade, que variam do pagode, ao axé, passando pelo certonojo universiotário e pelo reggae da turma da fumaça?

Ah, na semana em que os russos abatiam o avião da Malaysian Airways, o new pariah Putin recebia afagos da Dilma Vana Rousseff.
Como disse uma amiga, diplomata brasileira, encontrem algum astrólogo, por favor:  quando vai acabar esse inferno astral da Terra de Santa Cruz?

Vamos acabar com essa diplomacia burravariana que só nos tem causado vhexames internacionais.
O Itamaraty sofre uma lavagem cerebral e é incapaz de perceber quem é o agressor e onde é que existem valores democráticos semelhantes aos que foram idealizados no mundo ocidental.
De repente, só apoiamos ditaduras, na África, na América, no Oriente Médio, na Europa…
Ser o número um em diplomacia não é ter embaixadas em todas as bibocas do planeta, que só foram instaladas para dar empregos a pessoas desocupadas.
Custo alto e retorno zero.

A desunião européia

Governantes europeus (não desperdiçaria a palavra “líderes” para todos eles) estão preocupados com a eleição para o Parlamento Europeu, que será realizada este mês.
O risco de partidos “eurocéticos” ganhar em vários países preocupa as cabeças não-coroadas do Velho Continente.
UKIP no Reino Unido, Front National na França e também na Bélgica, Nova Democracia em Portugal, vários partidos “verdes” e partidos comunistas diversos, todos fazem campanha por candidatos “eurocéticos”.
Apesar disso, a “enpreimça” brasileira tem por hábito rotular os eurocéticos como partidos de “extrema-direita”,  como se a questão de migrações e de imigrações fosse “apenas” um problema da “direita”, e como se apenas esses temas estivessem por trás da repulsa à União Européia que tantos cidadãos dos países-membros sempre manifestaram.

A União Europeia sofre as consequências da ambição em tornar-se “grande potência” mundial, queimando etapas.
A expansão para o Leste, e mesmo para o Mediterrâneo, foi um erro grande demais para a própria estabilidade das economias dos países-chave, que agora têm de agüentar, de um lado, desemprego dos maiores, e, de outro, as políticas assistencialistas de governos perdulários nos menores.

Pena que a visão “burrivariana” de analistas do “Novo Mundo” tampouco consiga perceber o fracasso do Mercosul, na margem ocidental do Atlântico.

 

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