Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘arquitetura’

Só podia ser arquiteto

Ontem, quando voltava, parei em um restaurante novo, de beira de estrada.
Muito grande. Muito mais maior do que os outros que ficam na pista do sentido contrário.

Quando pedi para tomar um café e comer um treco qualquer,
comentei aos funcionários:

– Esse prédio foi projetado por alguma arquiteta famosa.

Eles me olharam sorrindo.

E eu acrescentei:

– Claro, porque só uma arquiteta colocaria os banheiros na saída, e não na entrada.
Quem está na estrada quer primeiro de tudo ir ao banheiro.
Aqui é o contrário,
primeiro vem o restaurante, depois a lanchonete, depois os salgadinhos e docinhos, a mercearia, e finalmente, na saída, junto dos caixas, fica o banheiro. Só mesmo arquiteto para pensar tudo ao contrário…

Ah, o banheiro é tão grande que tem até poltrona para a pessoa descansar.
Ou se recompor da vergonha que passou enquanto corria para chegar lá.
Pois no meio daquele ambiente tão perfumado, duvido que alguém se disponha a sentar e “descansar”…

 

Cassino na cabeça de jornalista deformador de opinião

Nas “ruínas” do antigo Hotel Radium, em Guarapari, existe uma placa, com deformações originadas na cabeça de “geornahlyzzta” local, que distorce a história para satisfazer as próprias ideologias.

2015-08-29 10.01.02

Quanta mentira em uma só placa!!!!!

Os cassino foram proibidos, no Brasil, em 1946, por “sugestão” de dona “Santinha” Carmela Dutra, a primeira-dama ultra-católica que não admitia jogos.

Portanto, é impossível que o hotel tenha sido cassino a partir de 1953, e muito mais mentiroso ainda é dizer que foi em 1964 (ai, aquela cruel e brava ditadura militar, faltou escrever o geornahlyzzta) que provocou a decadência do hotel.

2015-08-29 09.34.59

Ah, para o geornahlyzzta que não sabe, depois, durante o curto e péssimo desgoverno de Jânio Quadros, foram também proibidas as rinhas de galo, os biquínis, e outras coisas que eram “atentados contra a moral”.

 

Cidades históricas

Cheguei a uma conclusão importante nesta viagem por automóvel (3.800 km) que concluí na última sexta-feira:
estou saturado de visitar cidades históricas.

Paravocês, que antes era um lugar paradisíaco, que eu sempre visitava, tornou-se um esgoto humano a céu fechado depois que inventaram a tal feira internacional de autores esquerdopatas. Os traficantes, via Partido dos Trambiqueiros, tomaram conta da cidade, e na última vez em que passei por lá, não tive coragem sequer de ir ao hotel. Dei meia volta e fui embora. Antes a cidadezinha se chamava paramim, agora pode ser paravocês, se quiserem.

Barbacena tem algumas igrejas antigas espalhadas no centro, mas pràticamente nenhum casario antigo.

São José del Rei, também conhecida como Odontólogo, antes era a cidade das minas restritas que eu preferia. Fui lá esta semana, depois de ter acontecido a feira gastronômica, e fiquei entediado. A entrada da cidade foi tomada por falsidades históricas (como o homenageado). O centro perdeu a cara de vila, com aquela “rodoviária”.

São João del Rei nunca foi das que tivessem grande interesse. Acho que o túmulo do avô do Aécio é a principal obra de arte.

Congonhas do Campo (homônima do paulistano campo de pouso de cãogonhas) nunca foi de minhas predileções. As estátuas do Aleijadinho têm todas a mesma aparência. O Niemeyer do século XVIII.

Sabará era minha favorita, mas hoje em dia é apenas um suburbão pobre e feio de Nossa Senhora da Boa Viagem da Serra do Curral, também conhecida como BH (bósnia herzegovina, não beverly hills).

Sempre gostei mais de Mariana do que da vizinha Vila Rica. Esta última tem aquele cheiro de vômito de universitário bêbado impregnado nas pedras das ruas. Mariana está ligeiramente melhor.

Rei Luís do Maranhão é assustadoramente fedorenta, com cheiro de mofo misturado com cigarro artesanal jamaicano. Deve ser por conta da dinastia dos sarnentos que depois ocuparam o lugar.

Hórrórósa Situação Para Se Construir Uma Vila, vizinha de Ressífilis, a Venérea Brasileira, foi uma abominação que visitei uma vez, para nunca mais voltar.

Dessas cidades do Leste (Norte e Çul), faltava conhecer Diamentira, que é uma Rei Luís elevada à Olindésima potência. A impressão que dá é que aquelas pedras na rua foram colocadas por algum prefeito interessado em lucrar como turismo. Não duvido que Kudicheques, que lá nasceu e depois espalhou pelo país a corrupção das grandes empreiteiras, tenha lá experimentado a inauguração de obras para enganar bobos (povo).
Achei simplesmente deplorável, a mistura de paisagens antigas com o resto da cidade, do tipo a foto de Manhuaçu com cara de traseiro mal lavado, aqui no post.

Manhuaçu-MG_20150828

Ainda prefiro a Pirenópolis dos Candangos e a Vila Boa de Goiás. Elas têm mais jeito de cidades históricas, e têm restaurantes que vão além da pizza e do peixe de supermercado.
Viva o Centro-Oeste. O Leste não está com nada.

Só farei de agora em diante viagens que incluam passeios a lugares históricos no Languedoc.
O resto para mim será resto.
Sobretudo aquela tal de Cuscuz com sua Macho Picho.
Por isso, desisti de conhecer Cartagena de Índias, que além do que fica na Colômbia, e não na Índia.

Qual é a mais habitável?

Já escrevi sobre a pesquisa dirigida que o MIT coloca à disposição dos infernautas, organizada por um tal señor César Hidalgo, sobre as condições urbanas de “metrópoles”. Escrevi que “a pesquisa do MIT é de uma avacalhação absurda, tendenciosa, manipulada, menos do que mequetrefe.” Por favor, leia o post anterior.

Um amigo me enviou uma foto que demonstra a falta de bom senso.
Sob a pergunta de “qual é a mais habitável?”, o site oferece esta foto:

Which place looks livelier?

Qual é a mais habitável?

Qual é a mais habitável?

Comprova que o señor César Hidalgo, no MIT, com interesses obscuros, conduz uma pesquisa pior do que instituto de pesquisa eleitoreira…
É a “ciência” posta a favor de teses pré-concebidas e pré-conceituosas. Fim de conversa.

Acabou a copa

Acabou a copa.
Os patriotas quadrienais já podem descansar.
As mulheres, sejam as com “barriguinhas saradas feito queijo-cheddar-saindo-do-sanduíche”, ou magrelas anoréxicas do tipo “modelo”, já podem guardar as blusinhas amarelas.
Os petzinhos do coração da mamãe e do papai já não precisam mais usar casaquinhos com a bandeira do Brasil.
Os atléticos senhores de ventre de cerveja podem trocar aquela autêntica camiseta BRAZIL meidinxina.
Jornalistas, que antes da copa cuidavam de horóscopos, não inventarão mais teorias de “por que as traves do gol se mexeram durante a partida?”.
Designers tão preocupados com o bem-estar do público, poderão combinar com as indústrias a reposição das cadeiras de veludo que se quebraram com o inesperado agito dos torcedores.
Aliás, quanta frescurite. Lembram quando os estádios (estádios, não essas coisas chamadas de “arenas”) tinham arquibancadas e gerais feitas de cimento e madeira dura?
Não aconteciam essas “depredações de mobiliário”.
Hoje em dia, a FIFA, os ONGeiros e os políticos estão preocupados com o bumbum (como eles dizem, pois, com a infantilização do mundo, ainda não aprenderam as palavras nádegas e glúteos), e inventaram as tais salas de espetáculo com mobiliário descartável.
Por que não voltar a fazer estádios de cimento e vender almofadas de plumas de ganso para os sensíveis bumbuns dos neo-torcedores refinados?
Lógico que alguém ganha com a venda dessas cadeiras que terão de ser repostas.
Daqui a quatro anos, já que a copa é apenas um espetáculo preocupado com a venda dos direitos televisivos, melhor seria fazer as partidas em salas de concerto.
Já que a preocupação é com os direitos televisivos, que façam em espaços sem público.
Garanto que não haverá risco às cadeiras.

As redes de tv já podem voltar à programação normal. Quer dizer, quase normal, pois entra em alguns dias a propaganda eleitoral muito bem remunerada por nossos impostos.
Será que as camisetas de partidos políticos decorarão as barriguinhas gordas ou “saradas”?
Será que os patriotas vestirão seus auaus com bandeiras dos partidos políticos.

Esse patriotismo me lembra uma famosa história:
a tal “pátria de chuteiras” declarou guerra a uma potência qualquer e a família foi reunida para uma decisão coletiva.
Agora é hora de “ou mato ou morro”.
Fugimos para o mato ou para o morro?

Pagode

Dona FIFA, a entidade à qual o Brasil presta vassalagem, registrou no Instituto Nacional de Propriedade Industrial o uso exclusivo da palavra “pagode”, em 2014.
https://twitter.com/UOL/status/469180726819438594

http://virgula.uol.com.br/esporte/virgula-na-copa/fifa-registra-palavra-pagode-e-outros-200-nomes-como-marcas-proprias-no-inpi

http://www.df.superesportes.com.br/app/noticias/especiais/copa-do-mundo-2014/noticias/2014/05/21/interna-noticia,55325/instituto-nacional-de-propriedade-industrial-confira-que-fifa-e-dona-da-palavra-pagode.shtml

 

Será que, além do estilo de samba, também lhe foi dada a propriedade dos pagodes chineses, japoneses, cambojanos, etcetereanos?

Dona FIFA acredita que o povo brasileiro lhe dirá fiu-fiu.

Mas não, para nós, esses dois efes, na verdade, lembram-nos de

fiofó

fio de uma fruta

fruta que faliu.

Desânimo

Ontem, em almoço com amigos, foi comentário generalizado que ninguém está interessado na qopa ou na qozinha do mundo, a menos de um mês.
Uma sensação geral de desinteresse com o futuro próximo e de desesperança com o futuro mais distante. Nem mesmo as análises de futurólogos interessam.

Hoje, em algum site que nem me interessou muito, havia um artigo sobre o desinteresse dos cariocas com a qopa.

Mais tarde tomei um táxi. O motorista queixou-se de um desânimo acentuado, desesperançado, com relação aos fatos da política brasileira.

Encontrei, depois, no UOL uma matéria em que o chefe da casa civil responsabiliza a imprensa pelo “mau humor” que paira com relação à qopa (e ao futuro como um todo).

Será que com tantos vidros nos prédios de Brasília, esqueceram de colocar espelhos, para que os governantes pudessem se olhar?

Se bem que não adianta, Versalhes era cheia de espelhos, e nem por isso os Bourbons aproveitaram para refletir o que passava ao redor. Viam e ouviam apenas as próprias palavras vazias dos cortesãos aduladores.

A história é uma ciência sem muita imaginação.
Afinal de contas, seu componente principal são uçerizumanu, que pouco mudaram nos últimos 6000 anos.

 

Nuvem de tags