Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘artista’

concurso público

Um primo foi prestar concurso público em uma cidade de interior.

Uma das perguntas, para avaliar a qualificação do futuro servidor (de nível superior) foi:

 – Qual a idade de Mick Jagger?

Qual a relevância dessa pergunta?
Demonstrar que a pessoa lê colunas sociais e de revistas de fofocas sobre artistas?

Até brinquei que a resposta era 139, mas ele respondeu que não: a múmia com o mais famoso pé frio do mundo já completou 173 aninhos.

Conhecimentos gerais não podem ser meras generalidades.

 

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David Bowie

bowieslide8jan1947 – 10jan2016

Vou sentir muita falta desse ator e cantor… verdadeiro artista.

 

Os mortos e os vivos

Só nestas cinco semanas do ano, o Brasil viu morrerem três grandes artistas do palco e do cinema: Maria Della Costa, Vanja Orico e Odete Lara.

Normal, todas elas tinham mais de 80 anos, e não existe isso de que a vida das pessoas se prolonga, como insistem alguns escrevinhadores de textos pseudo-científicos em jornais ditos “inteligentes”. A vida não é inesgotável. Todos a deixam uma hora ou outra. Isso é a regra absoluta da qual não há escapatória – apesar de hoje em dia uma porção de oportunistas quererem processar médicos e hospitais pela morte de bebês que nasceram com defeitos congênitos.
Se há uma redução de mortes por conta de enfermidades contraídas por problemas da falta de saneamento básico, por outro lado há um aumento de mortes violentas – tráfico de drogas, terrorismo, balas perdidas, acidentes de carros.

O que me chamou a atenção, porém, foi o fato de que essas atrizes eram pessoas de quem eu lembrava rosto, voz, e, sobretudo, atuação, bem diferente do que ocorre com essa geração de atores e atrizes que saltam à fama com um único papel interpretado, por conta de todo o marketing que envolve a apresentação.

No ano passado, quando morreu um amigo de meu irmão, comentamos que já estamos na fase da vida em que é mais importante contabilizar os amigos mortos do que os conhecidos vivos.
No início deste ano, comunicaram-me o fim do sofrimento de uma antiga amiga, desde os tempos de cursinho (há mais de 40 anos) até a vida adulta. Minha reação foi simples: que bom para ela, que deixou de ter de ser atendida em emergências, que tinha de se submeter a dolorosas e incômodas terapias, que no final não resultaram em nada, exceto, talvez, deixar mais experimentadas psicològicamente as pessoas mais próximas.

Frio? Indiferente? Acho que não. Apenas não vejo a morte como algo amedrontador. É o único ponto ao que todos os seres chegam, independentemente de espécie, gênero, cor, idade, peso. O que vem dali em diante não sabemos e talvez não nos caiba descobrir.

Apenas tenho a certeza de que em minhas memórias vejo os mortos todos que conheci – parentes, antigos vizinhos, professores, colegas de escola ou trabalho – com mais detalhes e mais “brilho” do que as inúmeras pessoas “vivas” que cruzam as ruas com seus iPhones e outros objetos que delas retiram a interação. Esses seres “vivos” não fazem parte de minha vida, não entram em minhas memórias.

Vozes marcantes

Dos mais de cem “mortos ilustres” que copiei das listas de jornais, três se destacavam pela voz:

  • José Wilker
  • Luciano do Valle
  • Joe Cocker.

Ou você não tem gravada em sua memória as vozes dessas três pessoas, de atividades bem diferentes?

Gente que faz falta no mundo.

 

Febeapá

Terminou ontem o festival de besteiras que assola o país, o famoso febeapá, coroada com a “grande festa DEMO-crática” que não tira o país do atoleiro.

A sujeira de santinhos nas ruas é o mesmo que a sujeira que os diabinhos farão a partir de janeiro nos legislativos, com seus eternos capitães hereditários, e também os artistas e religiosos de reputação duvidosa entre eles.

Assim naufraga o país.

Ruanda

Agora virou mania falar dos 20 anos do massacre em Ruanda.
Dá status de entelequituau a pessoas que comentam: onde estava a ONU? o que fizeram a França e a Bélgica?

Pois eu pergunto:
onde estavam Bono (MALO), Sting, Madonna, e outros grandes nomes do cachê internacional?
Mais ainda: o que fez Bob Geldof, aquele do LiveAid Africa, cuja filhinha SOCIALITE se matou esta semana?

Não lembraram de fazer nenhum showzinho para arrecadar milhões de dólares em nome de ajuda humanitária…
(10% para ajuda a algum grupo de amigos, 90% para os “custos do espetáculo”).

Artista bom é aquele que não faz política.
O resto é picareta.

Quanto à ONU, já disse trilhões de vezes: é o maior cabide de empregos do mundo.

 

 

R$ 12,6 milhões

“Que bom!” (maldita falta do ponto de ironia no teclado)  o desgoverno do Detrito Fedemal vai gastar dinheiro com festa de artistas para celebrar 54 anos da inauguração desta obrada inacabada.

Agnulo nem deve ter reparado que será no feriadão de Semana Santa, com a cidade esvaziada.

O que importa é dar circo para o povo, e encher os bolsos de artistas amigos, “engajados”, como tem ocorrido em todos os ânus.

Afinal de contas, tudo no DF funciona às mil e uma maravilhas. Só falta Sherazade contar suas histórias…

 

 

 

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