Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Brasília’

arquitetura e engenharia

Após o desabamento de parte de viaduto no Eixão Sul, em Brasília, hoje, o desgovernador Enrollemberg disse que Brasília está envelhecendo, que faltou manutenção.

É verdade, brazylha é uma cidade velhíssima. A mais velha do mundo, desde sua inauguração em 1960.
Teatro Nacional interditado, prédios residenciais com probleminhas de terra encharcada desabando sobre estrutura de garagens, pontes com rachaduras, incêndio elétrico no plenário da Câmara dos Deputados (infelizmente durante o recesso).

Enquanto isso, a velha catedral de York, desde 1230, ou Alhambra dos mouros em Granada, ou …  ou … ou … estão inteiras.
Por que será?

Lembra dos desabamentos em Belo Horizonte (Gameleiras, viaduto Guararapes, … ) ?
E do elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro?
Viaduto em Fortaleza?
etc. etc.

Tudo ficou “comprometido”, fosse durante a obra ou depois, por falta de manutenção.

Pior é que há muita gente que elogia a genialidade da arquitetura brasileira, e a capacidade da engenharia nacional.
Quem paga a conta…

Sem dúvida York, Granada e outros tantos monumentos resistirão após o final da humanidade.
Já a tão decantada arquitetura e engenharia brasileiras não duram mais do que 50 anos…

Anúncios

Feriados, férias, viagens

Conversei esta semana com uma amiga e o sócio dela sobre os feriadões, as férias, e “a necessidade das viagens”, exigência da indústria do turismo aos consumidores.

O sobrinho de minha amiga foi com a família, mais uma vez, passar o ano novo no Rio de Janeiro.
Talvez a areia de Copacabana seja outra, talvez os fogos sejam outros, talvez o calor seja diferente…

Meu irmão tem passado o aniversário, nos últimos sei-lá-quantos-anos, em Ubatuba.
Eu já perdi a conta dos aniversários que não comemoro…

Um casal de amigos aqui não perde janeiro sem ir à praia do Pipa, no Rio Grande do Norte – nem mesmo este ano, com o Exército no lugar da Polícia.

Outros declaram em VOZ BEM ALTA que vão de novo a Paris  (será que não é ao Pari, ao lado do Brás e do Bom Retiro?).

Por sua vez, essas pessoas nunca estiveram no Pantanal, ou na Chapada dos Guimarães, que são parte da riqueza natural do Brasil, ou sequer conhecem a capital do próprio país.
Sentem arrepios ao ouvir a palavra África.

Sei lá, para mim há lugares que visitei uma vez e que já satisfizeram minha curiosidade nessa única vez.
Tipo São Luís do Maranhão e Holanda.
Certas datas também não me atraem nem um pouquinho, como a noite em que se comemora a chegada de novos boletos de impostos…

Outros visitei umas três vezes, e dei por concluída a missão de ver a localidade e seus arredores – Salvador, Tiradentes, Alemanha.

Desde criança, nunca gostei de sofrer nas intermináveis filas de estradas, nem nas salas de espera de aeroportos super-lotados.
Aproveito muito mais uma viagem se ela for realizada com menos tumulto.
Sei que nem todas as pessoas têm essa disponibilidade de tempo, mas voltar para casa estressado por conta de um feriado é pior do que ficar em casa e aproveitar um bom livro e uma boa música.

Quando me dizem que já viajei muito, discordo. Não foram cinqüenta países. Não coleciono carimbos em passaportes. E não fui a todos os Estados brasileiros.
O que vi, porém, tem sido suficiente.
Poucos lugares que não visitei ainda me dão curiosidade. A Rússia, por exemplo, mereceria uma viagem, mas certamente não é para apenas visitar museus.
Sei que jamais teria interesse em visitar Vietname, Maldivas, ou México. Simplesmente não me interessa o que está na moda.
Tenho mais curiosidade em conhecer a Armênia e Geórgia, ou a Ilha da Madeira.
Certamente não pretendo voltar a Paris, nem à Bolívia.
Não tenho coragem para encarar novamente o Japão e a Coréia.
Orgulho-me de nunca ter ido a qualquer parque disney no mundo.

No entanto, ainda há dezenas de dúzias de livros que pretendo ler, enquanto ainda posso compreender o que neles está escrito.
Há também muitos compositores e intérpretes que ainda não conheço…

 

A violência nossa de cada dia

Uma amiga de Brasília foi fazer “trabalho social” em uma “kuminidadj” de Planaltina – DF (existe também Planaltina GO, que é mais pobre e violenta).

Lógico que para entrar nesse lugar, primeiro foi necessário que as Ongueiras tivessem a autorização dos líderes desse “campo de concentração”.

Ela saiu de lá assustada.
Crianças de sete anos falavam em matar as menores, e outras coisas do tipo.
Não houve momento em que aquela quadrilha de anjinhos se acalmasse.

Minha amiga ficou com muita dúvida de terá coragem de rever os anjinhos.
Melhor apenas aliviar o “sentimento de culpa” fazendo doações – que provàvelmente serão desviadas.

Sei lá se a história é triste ou não.
Na verdade, o que esses grupos querem é destruir quem está melhor.
Mesmo que só um pouco melhor.
Basta ver o número de roubos em gente que está nas paradas de ônibus.

A menina de 7 anos gesticulando como ia esfaquear a menor, isso sim assusta.
Ela não terá dúvidas em matar alguém para roubar.

Tenho certeza de que não tenho culpa pela bandidagem:
Não uso drogas e não compro coisas roubadas.

 

o dia da mentira

21 de abril, o verdadeiro dia da mentira no Brasil.

Dia em que se festeja a morte de um herói mais do que questionável, o Tiradentes.

Dia em que se paga pelo preço da construção de uma cidade nababesca, primeiro rombo dos cofres da Previdência e primeira grande fraude do conluio governo-empreiteiras, com um concurso fraudulento para a escolha do melhor projeto urbanístico.

Dia em que se anunciou a morte de quem foi sem nunca ter sido, a morte de um Tancredo que já havia passado para o outro mundo alguns dias antes do anúncio, golpe político-publicitário premeditado para sensibilizar a população.

21 de abril, dia da mentira, verdadeiro esporte nacional.

Tudo se repete. Mudam personagens, mas cenas se repetem.

 

uauaus

Aqui onde moro, os cachorros têm, quase todos, nome de gente:
Ulisses, Kate, Elvis.

Agora há pouco passei por outra quadra, onde havia um convescote canino de fim de tarde,
e eles tinham nome de comida:
Pipoca, Paçoca, Nutela, Geléia.

Vou arrumar um e chamá-lo de Anderson Farofa,
para ele poder brincar com os dois grupos.

 

imprensa estrangeira

Leiam:

http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2016/05/deu-no-new-york-times.html

e

http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2016/05/o-enigma-e-o-ossobuco.html

e também

http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2016/05/nem-cor-nem-genero.html

E complemento que assim como a “enpreimça duzestaduzunidu” não tem condições de falar de Brasília, menos ainda tem aquele pasquim sindicalista The Guardian para fazer editorial, para apontar (também a partir do rio de janeiro) que o atual ministério do governo brasileiro tem muita testosterona e pouca melanina.

A correção política já acabou. Morreu, fede, mas há gehornallyztas que insistem em mantê-la nos aparelhos.

Em tempo: espero que um dia a BBC volte a ser um órgão confiável, e não um antro de bebês, onde bebe-se para dar emprego ao aparelho “trabalhista” que o tonho blé montou no último governo, e que o davizinho camarão não soube extinguir.

Será que “éçizómi da enpreimça num çábi” que a corrupção também assola a política em seus países? Basta relembrar o casal Clinton…

Gramsci: Fique no Inferno!

 

A Escola de Música de Brasília

A Escola de Música de Brasília, que existe desde 1963, está sendo sorrateiramente desativada.

O atual diretor, em conluio com o desgovernador socialista rodrigo enrollemberg, está mudando todos os alunos de turmas, misturando professores e coisas do tipo.
O objetivo é desestimular a continuidade dos cursos. Afinal de contas, Música não é o tipo de disciplina em que o aluno fica mudando de professor.

Aliás, neste verão a Escola JÁ NÃO DEU o curso de verão, que existiu desde sempre, e trazia músicos de vários Estados e países.

Depois de esvaziar a escola, o terreno será devidamente vendido para alguma construtora.
Mais um edifício de clínicas médicas ou de consultórios de devogádus surgirá no local, no início da L-2 Sul.

Informações dadas por professores (e um pouquinho também pela enpreimça).

Isso é çossializmu. Igualar todos por baixo. Afinal de contas, funk é algo que se aprende sem precisar de professores.

Nuvem de tags