Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘budismo’

o prêmio nobel da paz

Encontrei essa matéria sobre a desqualificação da premiada nobelizada Aung San Suu Kyi, devido às lutas étnicas e religiosas entre budistas e muçulmanos na Birmânia (duas das religiões da paz, como elas se proclamam…). Agora ela não serve mais aos objetivos dos “formadores de opinião” da “civilização ocidental”.

Ai, que tédio, já comentei várias vezes sobre essa farsa do prêmios ignóbeis da paz.
É só checar na tag.
https://boppe.wordpress.com/tag/premio-nobel/

 

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Pobreza franciscana

Os abnegados franciscanos (aqueles que gostam de bichinhos e fazem voto de pobreza)  são investigados por LAVAGEM DE DINHEIRO.

Afinal de contas, a igreja católica tem de se modernizar e se adaptar aos “novos tempos”.

Não sei por que, mas nunca foi com a cara dos franciscanos nem dos dominicanos. Bonzinhos demais para meu gosto.
De jesuíta, então, quero a maior distância possível.

(vale o mesmo para aqueles monges do budismo theravada que fazem voto de pobreza e são famosos pelos bacanais promovidos nos templos e mosteiros, uma boa fonte de renda para os países do Sul da Ásia que recebem turistas europeus)

Padre por padre, prefiro os salesianos, que rezam missa e fogem do entelequetualismo.

Tibete visto por suíços

Tive muitas dúvidas sobre o que escrever para reiniciar a atividade do blogue. Aviões? Ucrânia? Palestinos e Hamas? Oferta de vagas na ABL? Aniversário de um ano de Jorgito de Cambridge? A falta de metrô depois dos jogos que são transmitidos após as novelas?

Deparei-me hoje com um artigo do site Swissinfo sobre a visão de suíços a respeito do Tibete.

Ah, Tibete, aquele lugar maravilhoso, que o lama mantinha em servidão, para que 85% da população servisse a 10% de monges…

Coitadinho do Dalai-Lama,
apesar de viajar só em primeira classe e de ter um séquito de puxa-sacos para divulgar suas verdades (as dele),
nem todo mundo que vai o Tibete fica com a impressão que o prêmio nobel das intrigas e seus cupinchas querem transmitir, do exílio dourado na Índia.

Vale a pena ler a matéria:

Os suíços que não gostam do dalai-lama.

Para quem não sabe, o budismo tibetano é um sincretismo com demonolatria.
O maior dos diabos:  porconalama, o dalai que vive na Índia e tem grana suficiente para muito mais do que você imagina – sobretudo para comprar “imagens de bom-mocismo”.
O “budismo do diamante” pouco se assemelha com outras escolas budistas. O verdadeiro deus dos tiberanos são os demônios para os quais fazem cerimônias

Não fique com dó de quem quer fazer o povo voltar ao regime de servidão e ao obscurantismo.
here, there and everywhere

Sugiro clicar na tag Tibete para ver outros artigos que já escrevi sobre essa região que, polìticamente, é um conceito inventado pelos ingleses que tentavam expandir a Índia pelo Afeganistão, de um lado, e chegar à China, do outro.

Agnósticos

Noto que há uma tendência de que mais pessoas se declaram agnósticas.
É chique rotular-se agnóstico. Faz bem ao ego declarar-se uma pessoa “aberta”, disposta ao que der e vier; não é de bom tom declarar-se seguidor de um segmento religioso.

Na esmagadora maioria dos casos, porém, esses agnósticos são pessoas que deixaram de freqüentar uma igreja, nada mais.

Quando se definem, é aquele amontoado de bordões de espiritualidade, de crença em um deus, de vida após a morte (com recompensa para si e com castigo para os outros, isso é importante!), que logo se percebe onde aprenderam essas idéias. Não rezam, mas acreditam em uma “força superior”. Rejeitam as construções físicas das igrejas, e as instituições que as mantêm, convencionais, qualificando-as como algo danoso à sociedade.

Isso não é agnosticismo. Muito menos é ateísmo, mas pelo menos isso tais pessoas não chegam a se rotular. Ateísmo é a negação de qualquer deidade, de qualquer “ser superior”.

Muitos dos que usam a expressão agnóstico, na verdade são os gnósticos da era contemporânea. Acreditam em uma “chama divina” dentro de cada ser, que pode ser ampliada com o conhecimento, a gnose.

Claro que há as minorias gritalhonas que classificam os outros como “infiéis”, pois não compartilham as mesmas pregações que ouvem de seus líderes. Fora isso, há os grupos monoteístas que costumam ser monopolistas. Seres violentos por sua própria natureza, incapazes de conviver com diferenças e com diferentes. Tanto eles quanto o deus de que tanto falam necessitam de absoluta exclusividade.

Durante alguns anos freqüentei uma escola budista. Um colega de trabalho, presbiteriano, veio me classificar de “ateu”. Segundo ele, todo budista é “ateu”, pois não cita nem um deus.
Na verdade, mal sabe ele que o budismo é, por excelência, uma religião agnóstica no sentido pleno da palavra. Se deus existe, eu não sei. Só sei o que tenho de fazer por agora. Se ele existir, um dia talvez o encontre.

Não citar um deus não significa ateísmo, não é negação, mas o convencimento de que o parco conhecimento sobre os universos não permite levantar teorias, nem muito menos dogmas, sobre como o mundo se formou, com se desenvolve, como será a “grande finale”.

Não sou esse tipo de “agnóstico de conversa de bar”, nem gnóstico, nem posso me qualificar de ateu, já que não entendo o que seria deus.
[não venha você me falar do TEU deus; ele é TEU, não meu – tá?]

Percebo um universo a meu redor, e simplesmente aceito a beleza das histórias de tantas mitologias e de tantas religiões que já surgiram no mundo.
Entendo que faço parte de uma nave que percorre este universo (múltiplo, interdependente, multifacetado, inter-relacionado – um multiverso), e isto me basta.

Mitos que fazem parte das religiões, para que elas se tornem “agradáveis”, “sonoras”. Na verdade, mitos que são fonte quase inesgotável de perfis psicológicos e físicos, valiosos para os humanos aceitaram-se e entenderem-se.

Com esses mitos de diferentes culturas, épocas e sociedades, mitos e com religiões variadas, esses deuses todos mesclam-se, tornam-se os meus “amigos” que não me permitem dizer que eu seja ateu ou agnóstico. Posso dizer apenas que sou uma pessoa sem religião definida.

Em outro post, comentarei mais sobre o amontoado de mitos, mitologias e religiões, assunto que caminha ao lado do agnosticismo da moda, apartados por uma parede de vidro.

Jóia falsa

Comentei com um amigo que pratica o zen-budista sobre a novela das 6, “Jóia Rara”, que talvez vocês já tenham visto (ou assistam, por que não?).
Esse amigo me enviou um link com acesso a um blogue de monges budistas Mahayana.

Leiam-no:

 http://rarajoia.blogspot.com.br/

Bem, vocês poderão ver que o budismo da novela é budismo de Jacarepaguá, do projac.
Os monges no blog explicam várias coisas sobre o budismo búdico, o de Sidarta Gautama, não aquele da novela.

Outro amigo  complementou que o tal budismo tibetano é fruto da tentativa de vários monges oriundos da Índia – que pagaram com a vida por isso – de “civilizar” povos selvagens que viviam no Tibete.

A religião original tibetana era o Bon-Pö (uma das poucas demonolatrias assumidas do mundo – outra conhecida é de um povo no Iraque).

Daí a cultura popular religiosa do Tibete ser cheia de práticas supersticiosas, bem longe dos ensinamentos de Sidarta Gautama. Para ser aceito pelos tibetanos, o budismo teve que moldar-se ao Bon-Pö (algo semelhante ocorreu no Japão entre o budismo e o xintoísmo).

Outro erro teórico/doutrinário crasso do budismo tibetano é a tal reencarnação constante do/de um Buda. Alguém quando atinge o estado de Buda, sai deste estado de coisas e não fica preso a um processo sucessivo de reencarnações (o Sâmsara). Só é preso ao Sâmsara aquele que não atingiu a Iluminação.

Nyorais e Bodhisattvas são entidades exclusivas do Budismo Mahayana. Inimagináveis no universo Theravada.
As crenças tibetanas ligam-se à corrente Vajrayana, ao que é tântrico, esotérico, mágico.

Complemento com coisas que já escrevi anteriormente aqui neste blogue:

o Tibetinho lindo da alma pura dos ONGeiros só foi país na cabecinha dos britânicos, no século XIX,  que tentaram invadir o Afeganistão (e se deram muito mal) e que queriam de toda forma criar um bloqueio entre a “pérola da coroa” (Índia) e a China e também a Rússia.
Nenhum mapa antigo (já falei disso no blog) mostrava esse tal país chamado Tibete, nos séculos XVI a XIX. Foram europeus que começaram a pintar mapas em que o “teto do mundo” aparecia como país.
Nunca houve embaixadas em Lhasa. Houve, sim, consulado britânico e consulado americano. Consulado e embaixadas são bem diferentes.
Em 1911, depois da proclamação da república chinesa, havia deputados tibetanos na assembléia nacional constituinte.
Se o Tibete fosse outro país haveria esses deputados em Pequim?
Em 1958, a China maoísta aumentou o efetivo militar no Tibete, porque fez isso em todo o país chinês.
Quando o lama veio com resistência, é porque o comunismo ia acabar com o regime de servidão em que viviam 85% dos tibetanos. Outros 10% eram sacerdotes e 5% eram pessoas livres!

Grande democracia, não é mesmo?
Daí o lama virou herói do ocidente, e apareceram os carinhas com cartazes Free Tibet.
Concordo, se for Free daqueles sangue-sugas que deixaram a região tibetana naquelas condições por tantos séculos.

Resumindo: os tibetanos fizeram um sincretismo entre o budismo e outras religiões mais antigas. Uma coisa como a umbanda no Brasil, sincretismo de catolicismo, kardecismo e crenças africanas e indígenas.

Ah, mais um detalhe: o “budismo” tibetano é tão autêntico, que, por acaso, bem por acaso, o Tibete só se converteu ao budismo em último lugar nas regiões asiáticas.
Ao contrário do que podem sugerir mapas, dada a vizinhança entre o Tibete e o Nepal, o budismo, que surgiu na fronteira do que hoje é Nepal com a Índia, primeiro foi para o Ceilão, para a Tailândia, para a China (pelas rotas comerciais que passavam por onde hoje ficam Mianmar-Birmânia e Tailândia), para a Coréia e Japão, para o Vietnã, para o Afeganistão (os budas que os talibãs destruíram), Mongólia e Sibéria, e só depois, quando é que lembraram de subir o Himalaia para catequisar aqueles povos das montanhas, que viviam com as práticas religiosas da antiga demonolatria.
Isso é bem documentado em livros sobre a história do budismo. Se quiserem passo depois nomes de livros que falam sobre isso.
Mais de mil anos depois que outros povos já eram budistas, foi que os antepassados do lama viraram budistas. E mesmo assim ainda têm o desplante e cara-de-pau de dizer que o lama é o líder religioso de todos os budistas.

Por favor, plantem mais batatas e falem menos abobrinhas.
Dalai lama é um agitador político, que não quer o bem do povo tibetano, mas deseja o restabelecimento do sistema de servidão e castas.
Vai dizer isso… Lincham você. Ele é tão bonzinho… Até já ganhou prêmio nobel (como Obama, Arafat, e outros tantos líderes pacifistas).

Quando encontrar na rua uma manifestação Free Tibet, pode chamar o SAMU para recolher aquele pessoal: trata-se de um bando de malucos que não querem entender o mínimo da realidade e da história do mundo.
São apenas agentes disfarçados da servidão humana.

Para quem não sabe:
Mahayana (grande veículo) é o budismo da maior parte dos países com que temos contacto em budismo (Japão, China, Vietnã)
Theravada, dos anciãos, (erradamente chamada de Hinayana por alguns, veículo pequeno), é o budismo tradicional da Índia, do Ceilão, Tailândia, Laos e Camboja.
resumidamentíssimo:
grande veículo: o budismo como salvação para todos
pequeno veículo: cada um por si

Aprendi muito com o que dizia
Sidarta Gautama. Paro ai!!!!!!!

A Lei Rouanet

A Folha publicou uma matéria sobre uso da Lei Rouanet.

O jornalista desanca o uso de recursos da desoneração fiscal para reforma de igrejas, pontes, sedes de governo, uma Oktoberfest e até celebração de torcida organizada.

Ponte? É a Ponte Hercílio Luz, cartão-postal de Florianópolis.

Sedes de governo? Campo das Princesas, em Recife, e Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

Igrejas? igrejas e catedrais em Goiana (PE), Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Campinas.

Certamente o jornalista deve ter tido aulas de história apenas no cursinho pré-vestibular, com um desses professores que leciona (mal) o ateísmo comunistóide.

Será que o empregado da Folha nunca ouviu falar dos milhões de turistas que visitam Roma, Granada, Colônia ou tantas outras cidades?
Será que os turistas vão procurar apreciar a arquitetura das igrejas e templos, com pinturas, e esculturas, ou fazem as visitas para conhecer os prédios das redações dos jornais locais?

Não importa qual seja a religião dos grandes templos – Angkor, Taj Mahal, ruínas maias, pirâmides, templos gregos, catedrais católicas, etc. – essas grandes construções têm sim de receber apoio financeiro especial para continuarem a ser os grandes marcos referenciais da arquitetura de todas as épocas e de todos os lugares.

Se obras que envolvem religião não merecem apoio para conservação e restauro, então a Casa de Portinari, em Brodowski, tem de ficar abandonada. Os murais de Benedito Calixto ou de Aldo Locatelli podem despencar das paredes. Etc. e tal. Provàvelmente, também,  o autor da matéria no jornal não sabe o valor histórico da igreja de Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo.

Vale o mesmo para grandes palácios. Se fosse um dos caixotes de concreto armado, construídos pela “arquitetura moderna”, certamente o autor da matéria na Folha daria opinião diferente.

Se o jornalista acha que as construções brasileiras não merecem respeito, melhor mudar-se, por exemplo, para Havana, e tentar salvar os sobradões em ruínas da cidade.

Em tempo: sou contra, isso sim, o uso de dinheiro, através da Lei Rouanet, para espetàculozinhos de jazz ou de funk, com artistazinhos de 18a. categoria.

Estados da Índia – parte 2

O único leitor que há neste blogue, um careca que mora em Mirandópolis, escreveu um i/2 comentando o artigo que eu tinha inserido, havia pouco, sobre os Estados da Índia.

Pedi que ele transformasse o i/2 em comentário no blogue, mas ele é tímido demais para se identificar.

Por isso, com ou sem a autorização dele, vou fazer agora um novo post , para que futuras gerações possam no que está por vir, graças às “ondas da infernet”, saber um pouco mais sobre a Índia.

Muito legal. Quando fiquei 1 mês na Índia (2007) na primeira semana aprendi a ler o alfabeto devanagari. Isto me permitia ler todas as placas escritas em hindi, seja de trânsito, de informações ou o que fosse. Nestes exemplos que vc deu acho que as palavras são parecidas por terem a mesma raiz mesmo, mas percebi que muito do “hindi” moderno é inglês escrito em devanagari. São as palavras que, além de conseguir LER, eu conseguia ENTENDER, rsrsrs, como o curioso Pawa Breik (Power Break) que eu vi pintado nas traseiras dos caminhões.
Um outro tanto de palavras eu lia mas não entendia. O professor que estava nos acompanhando não sabia hindi, mas não raramente quando eu lia alguma coisa em voz alta encontrava relações interessantes. Por exemplo, o teleférico que subia para o Pico dos Abutres (onde surgiu o Zen) tinha uma placa em que li algo como “vayu keibol”. Identifiquei “keibol” com o inglês “cable” e logo o professor me explicou que “vayu” era o nome do deus indiano do vento, ou seja, algo como “cabo aéreo”.  No aeroporto também vi escrito “mukti nononon” (o nononon é uma palavra que não lembro por não ter feito nenhuma associação). “Mukti”, o professor me explicou, é “livre, liberto”, vem de “moksha”, liberdade da roda de nascimento e sofrimento do hinduísmo. Era a placa do “Duty free”… 🙂
Sua publicação também me fez lembrar de uma outra relação que não tem a ver com minha viagem exatamente. No budismo se fala de uma mente chamada “alaya”, que significa depósito. Daí, Himalaya = depósito de neve. Me lembrei por causa que vc mencionou Himachal Pradesh…

Viram só, tenho apenas um leitor, mas pelo menos ele é muito mais culto do que eu. E o mais importante: não pago para que ele leia o blogue, ao contrário de uns tantos que há por aí…

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